Diferenças entre edições de "Linguagem"

3 519 bytes removidos ,  01h00min de 10 de janeiro de 2012
Devido a estas capacidades, para além da linguagem [[fala]]da e [[escrita]], o homem - aprendendo pela observação de animais - desenvolveu a [[língua de sinais]] adaptada pelos [[Pessoa surda|surdos]] em diferentes países, não só para melhorar a comunicação entre [[surdez|surdos]], mas também para utilizar em situações especiais, como no [[teatro]] e entre [[navio]]s ou pessoas e não animais que se encontram fora do alcance do [[ouvido]], mas que se podem observar entre si.
 
== Línguagem artificial ==
== Linguagem e línguas: Taxonomia das línguas ==
{{artigo principal|[[Língua artificial]]}}
{{Sem-fontes|data=junho de 2009}}
[[Ficheiro:Unua Libro.jpg|thumb|esquerda|150px|O primeiro livro publicado sobre o [[esperanto]], a língua construída artificialmente mais falada do mundo<ref>"Construído a partir de palavras semelhantes em várias línguas, o esperanto foi criado para servir de idioma universal e promover a paz e a fraternidade entre as nações. Daí o nome, que significa esperançoso".[[Superinteressante]]. [http://super.abril.com.br/cotidiano/quais-idiomas-artificiais-mais-falados-mundo-622378.shtml Quais os idiomas artificiais mais falados do mundo?]. Setembro, 2009;</ref>.]]
{{principal|Taxonomia das línguas}}
As línguas do mundo foram agrupadas em famílias de línguas que têm semelhanças. Os maiores grupos são as [[línguas indo-europeias]], [[línguas afro-asiáticas]] e as [[línguas sino-tibetanas]].
 
A [[língua artificial]] é um tipo de linguagem onde sua [[fonologia]] ,[[gramática]] e/ou [[vocabulário]] foram conscientemente concebido ou modificado por um indivíduo ou grupo, em vez de ter [[língua natural|evoluído naturalmente]]<ref>Gabriel Othero e Sérgio Menuzzi. ''Linguística computacional - Teoria & prática''. São Paulo: Parábola, 2008;</ref>. Existem várias razões possíveis para a construção de uma língua: facilidade humana para a comunicação (veja [[língua auxiliar]]), adicionar profundidade a uma obra de [[ficção]] ou a [[Geoficção|lugares imaginários]], como experimentação [[linguística]], para a [[Língua artística|criação artística]] ou ainda para jogos de linguagem.
=== Línguas construídas ===
Uma das muitas línguas planejadas que existem, o [[esperanto]], foi criada por [[L. L. Zamenhof]]. O Esperanto é uma compilação de vários elementos de diferentes línguas humanas cuja intenção é de ser uma língua de fácil aprendizagem, de forma a proporcionar a toda a população humana uma forma mais fácil e democrática de se comunicar. Hoje é possível encontrar recursos didáticos - gratuitos ou não - na rede mundial para aprendê-la; é uma língua viva em ascensão.
 
A expressão "língua planejada" é por vezes utilizado para significar línguas auxiliares internacionais e outras linguagens projetadas para uso real na [[comunicação|comunicação humana]]. Alguns preferem o termo "artificial" - que pode ter conotações pejorativas em alguns idiomas. Fora da [[esperanto|comunidade esperantista]], o termo "língua planejada" significa ao planejamento de linguagem designa as prescrições dadas a uma linguagem natural para padronizá-la. Nesse sentido, mesmo as [[língua natural|língua naturais]] podem ser artificiais em alguns aspectos. As [[Gramática normativa|gramáticas normativas]], que são tão antigas quanto as línguas clássicas - tais como o [[latim]], o [[sânscrito]] e o [[chinês]] - são baseadas em regras codificadas das das línguas naturais. Essas codificações são um meio termo entre a seleção natural da língua e o desenvolvimento da linguagem e a sua construção e prescrição explícita<ref>Alfredina Nery. [http://educacao.uol.com.br/portugues/gramaticas-normativa-descritiva-e-internalizada.jhtm Gramáticas: Normativa, descritiva e internalizada]. Português, Uol Educação. </ref>.
Outras línguas artificiais cada vez mais exploradas e conhecidas hoje em dia são as criadas por [[J. R. R. Tolkien]], autor dos livros da série ''[[O Senhor dos Anéis]]''. Segundo o próprio autor, ele criou todo um mundo de aventuras para ter um contexto e um lugar próprio onde inserir as línguas que tinha criado. Na lista de línguas que Tolkien criou podem encontra-se: [[Quenya]], [[Sindarin]], [[Adûnaic]], [[Entish]], [[Khuzdûl]].
[[Ficheiro:ASCII-Table-wide.svg|thumb|250px|O [[ASCII|ASCII Table]], um esquema para cadeias de caracteres de codificação.]]
A [[matemática]], a [[lógica]] e a [[ciência da computação]] usam entidades artificiais chamadas [[Linguagem formal|linguagens formais]] (incluindo a [[linguagem de programação]] e a [[linguagem de marcação]]. Alguns que são mais de natureza teórica). Muitas vezes, estas linguagens tomam a forma de [[Cadeia de caracteres|cadeias de caracteres]], produzido por uma combinação de [[gramática formal]] e [[semântica]] de complexidade arbitrária.
 
A [[linguagem de programação]] é uma linguagem formal dotada de [[semântica]] que pode ser utilizada para controlar o comportamento de uma máquina, particularmente um [[computador]], a fim de executar tarefas específicas. As linguagens de programação são definidas usando regras sintáticas e semânticas, determinando a estrutura e o significado, respectivamente. As linguagens de programação são empregadas para facilitar a comunicação sobre a tarefa de organizar e manipular informações e para expressar algoritmos com precisão. Há ainda a [[linguística computacional]] pode ser entendida como a área de conhecimento que explora as relações entre [[linguística]] e [[informática]], tornando possível a construção de sistemas com capacidade de reconhecer e produzir informação apresentada em linguagem natural<ref>R. Vieira e V. ''Lingüística computacional: princípios e aplicações''. In: IX Escola de Informática da SBC-Sul. Luciana Nedel (Ed.) Passo Fundo, Maringá, São José. SBC-Sul, 2001;</ref><ref>Gabriel Othero. [http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/viewFile/605/436 Linguística Computacional]. Letras de Hoje. Porto Alegre. v. 41, nº 2, p. 341-351, junho, 2006;</ref>.
O número de línguas artificiais, geralmente chamadas [[conlang]]s (palavra que vem do inglês ''constructed language'', "língua construída") tem vindo a aumentar a cada ''dia''. Há vários ''sites'' na Internet que aprofundam o tema, contendo listas e breves introduções a centenas ou mesmo milhares de línguas artificiais. A maioria das pessoas que se dedica ao fenómeno, os chamados ''conlangers'', fazem parte de uma lista de distribuição de emails: a ''CONLIST''.
 
=== Idiomas minoritários e línguas minoritárias ===
{{Fusão com |Língua natural |data=abril de 2010}}
[[Idiomas minoritários]], como pode facilmente ser deduzido, são línguas utilizadas por certos segmentos minoritários de uma civilização. Muito embora, em certos casos, uma língua pode até ser falada pela maioria dos habitantes de um país em seu cotidiano, mas mesmo assim ser a língua não oficial ou nacional e, para todos os efeitos, permanecendo na condição de idioma minoritário. Um exemplo a ser citado seria o idioma [[tetum]] prevalente na nova nação ([[Timor-Leste]]), onde o idioma oficial nacional escolhido foi a língua de Camões.
 
Línguas minoritárias podem existir restritas à condição [[oral]], isto é, somente falada ou podem ser também [[escrita]]s (ou semi-escritas). Normalmente idiomas minoritários podem ser divididos entre duas categorias: Idiomas autóctones e idiomas alóctones. Autóctone significa natural da terra, indígena. Alóctone significa basicamente língua transplantada ou língua de imigração.
 
Muitas línguas minoritárias autóctones, como as indígenas do continente americano, adotaram um sistema de escrita europeu com forma de autonomia ante a adaptação.
 
Outras línguas transplantadas, ao passar do tempo, tornaram-se basicamente línguas faladas mas muito pouco escritas. Um exemplo disso é o idioma alemão cultivado no sul do Brasil por quase duzentos anos (em 2005) que é utilizado em casa e nos círculos mais íntimos, sendo que o português é a língua pública e escrita.
 
Vejamos alguns exemplos pertinentes ao [[Brasil]]: Na primeira categoria se encaixam idiomas nativos como o [[mbyá-guaraní]], o [[caingangue]] ([[kaingang]]), o [[Terenas|terena]], etc… já na segunda categoria se enquadram línguas regionais brasileiras que resultaram da incursão de povos de fora, como o idioma [[Língua alemã|alemão]] (nas suas distintas variações como o [[pomerano]] ou [[Pommersch Platt]] e o [[Hunsrückisch]], também conhecido por [[Riograndenser Hunsrückisch]] ou [[Hunsrückisch Platt]]), o [[língua italiana|italiano]] ou [[talian]], o [[língua japonesa|japonês]], o [[romani]] (um falar cigano) e o [[yorubá]] ou [[Iorubá]] (sendo que esta língua de origem africana permanece viva mais nos rituais religiosos [[afro-brasileiros]], como no [[candomblé]] de Salvador da [[Bahia]]).
 
Além disso existem línguas que resultam de contato com o estrangeiro, por exemplo, brasileiros que habitam regiões fronteiriças e que, consequentemente, aprendem a falar [[Língua castelhana|castelhano]] (ou ao menos o chamado [[portunhol]] ou [[portuñol]]). Nas fronteiras dos Estados Unidos, similarmente, surge o falar [[Chicano]] ou [[Spanglish]].
 
Ainda dentro desta categoria podem ser classificadas aquelas línguas novas que resultam de tais contatos, tomando vida própria e passando a funcionar como língua comum ou franca entre dois ou mais grupos de falantes de idiomas diferentes. Por exemplo, a [[Língua Geral]] do Brasil colonial, mas que é, ainda hoje, falada em certas localidades do Amazonas. E, também, comparativamente, pode-se citar o [[Jargão Chinook]] (ou [[Chinook Jargon]]) que surgiu no noroeste da América do Norte, que foi utilizado por diferentes tribos da região, por europeus e até mesmo por imigrantes chineses. Em ambos os casos, tanto a Língua Geral como o Jargão Chinook (pronunciado xâ-núk) surgiram formas escritas, além da oral.
 
Também temos os exemplos de línguas de contato adotadas através da incursão de brasileiros nas academias e universidades estrangeiras, por exemplo o [[Língua francesa|francês]] e o [[língua inglesa|inglês]]. As línguas artificiais ou construídas também são línguas minoritárias, inclusive a [[língua de sinais]], conforme já citado neste espaço.
 
Também vale notar os regionalismos que surgem praticamente em todas as culturas do mundo. No Brasil podemos citar variações distintas da língua nacional que se desenvolveram através dos anos, como por exemplo as falas do gaúcho, do carioca, do nordestino, do capixaba, do baiano, do mineiro, etc.
 
Existem mais duas categorias distintas de falares frequentemente ignorados quando se fala nas línguas do mundo:
 
A primeira destas classificações tratando-se das línguas inventadas por crianças e jovens para se comunicarem entre si em segredo na presença de adultos, geralmente de seus pais (''play languages''). Um exemplo disso é o chamado "[[pig latin]]" ([[Igpay Atinlay]]) que existe principalmente no mundo cultural [[anglo-saxão]]. No mundo cultural castelhano existe o jargão [[jeringonzo]], também chamado de [[jeringonza]] e [[jeringôncio]]. No Brasil existe a chamada [[Língua do P]].
 
A segunda destas categorias são as linguagens próprias de profissões ou de certos meios que são, muitas vezes, considerados de má ou questionável reputação. No mundo teuto (alemão) existe o falar [[Rotwelsch]] ou [[Gaunersprache]] (o falar da malandragem), sendo que seus equivalentes na Grã-Bretanha, na [[França]] e na [[Argentina]] são, respectivamente, o [[cant]], o [[argot]] e o [[lunfardo]].
 
Um assunto controverso que tem emergido em certos meios já desde antes de virada do milênio é justamente a preservação e, até mesmo, o reavivamento de línguas '''minoritárias''' ou de línguas '''minoritárias''' em determinados contextos. O primeiro é o caso do irlandês na [[Irlanda]] ou do maori na [[Nova Zelândia]] - este último exemplo sendo considerado um dos grandes sucessos. O segundo caso, o do [[Língua galega|galego]] na [[Espanha]], considerado por muitos uma variedade do português, ou o francês no [[Canadá]] pois são línguas internacionais mas com estatuto minoritário nesse contexto. Existe toda uma preocupação com o rápido desaparecimento de idiomas no mundo, especialmente com o advento da [[globalização]].
 
A modo de exemplo, apesar de mais de duzentas línguas serem faladas na República do Brasil, a vasta maioria dos brasileiros acredita que se fala somente [[língua portuguesa|português]].
 
== Linguagem de animais ==
514

edições