Diferenças entre edições de "Jesus histórico"

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A busca pelo Jesus histórico parte do pressuposto que o [[Novo Testamento]] não dá necessariamente uma imagem histórica precisa da vida de Jesus. Nesse contexto, a descrição bíblica de Jesus é conhecida como a do ''Cristo da Fé''. Dessa forma, o Jesus histórico é baseado em materiais históricos antigos que podem falar alguma coisa sobre sua vida, como os fragmentos dos Evangelhos. A finalidade da pesquisa sobre o Jesus histórico é examinar as evidências a partir de fontes diversas, tratando-as criticamente e em conjunto para criar uma imagem composta de Jesus<ref>Gary R. Habermas. ''The historical Jesus''. College Press, 1996 (p. 219);</ref><ref>Howard Marshall. ''I Believe in the Historical Jesus''. Regent College Publishing, 2004 (p. 214);</ref>. Para alguns, o uso do termo ''Jesus histórico'' implica que o Jesus reconstruído será diferente do que se apresentou no ensino dos [[Concílio ecuménico|concílios ecumênicos]] (o Cristo dogmático)<ref>"Quest of the Historical Jesus". Oxford Dictionary of the Christian Church, p. 775;</ref>. Outros estudiosos afirmam que não há nenhuma contradição entre o Jesus histórico e o Cristo retratado no [[Novo Testamento]]<ref>Craig Blomberg. ''Jesus e os Evangelhos''. São Paulo: Vida Nova, 2009;</ref><ref>DA Carson, Douglas Moo, Leon Morris. ''Introdução ao Novo Testamento''. São Paulo: Vida Nova, 1997;</ref><ref>[[Frederick Fyvie Bruce|F F Bruce]]. Merece Confiança o Novo Testamento? São Paulo: Vida Nova, 2010. Os escritos de Lucas (p. 105-120);</ref>.
 
== MetodologiaHistória ==
Ao longo dos últimos 150 anos, os historiadores e estudiosos bíblicos têm feito grandes progressos na busca do Jesus Histórico. De [[Albert Schweitzer]], com seu trabalho revolucionário ''Von Reimarus zu Wrede'' (''The Quest of the Historical Jesus'') <ref>The Quest of the Historical Jesus. ISBN 0-8018-5934-4</ref> em [[1906]], até o controverso [[Jesus Seminar]], muito foi aprendido. O objetivo destes estudiosos é examinar as provas de diversas fontes a fim de trazê-las em conjunto para que se possa elaborar uma reconstrução completa de Jesus. O uso do termo do ''Jesus Histórico'' implica que sua reconstrução será diferente daquela apresentada no ensino do [[Cristo da Fé]] pelo [[Cristianismo]]. Assim, a montagem do Jesus Histórico às vezes difere dos [[judeus]], [[cristãos]], [[muçulmanos]] ou crenças [[hindus]].
[[Ficheiro:Millais - Christus im Hause seiner Eltern.jpg|thumb|300px|right|''Cristo na casa de seus pais,'' por [[John Everett Millais]]([[1850]]). Uma série de [[pintura]] da [[Irmandade Pré-Rafaelita]] reflete o interesse do [[século XIX]] na realidade histórica da vida de Jesus]]
A investigação histórica das fontes cristãs sobre Jesus de Nazaré exige a aplicação de métodos críticos que permitam discernir as tradições que remontam ao Jesus histórico daquelas que constituem adições posteriores, vindas das comunidades cristãs. Durante a segunda metade do [[século XIX]], a principal contribuição dos historiadores cristãos foi a crítica literária dos evangelhos. Os principais critérios par a interpretação de fontes cristãs são <ref name=Pinero>Piñero, Antonio. ''Guía para entender el Nuevo Testamento'', pp. 169-172.</ref>:
 
Em geral, esses estudiosos argumentam que o Jesus histórico foi um judeu da [[Galiléia]] que viveu numa época de expectativas [[Messianismo|messiânicas]] e [[Apocalipse|apocalípticas]]. Ele foi [[Batismo de Jesus|batizado]] por [[João Batista]] e, depois que João foi executado, começou a sua própria pregação na Galiléia. Jesus pregava a [[salvação]], a [[vida eterna]], a purificação dos [[pecados]], a vinda do [[Reino de Deus]], usando [[parábolas]] como imagens surpreendentes. Além disso, ele era conhecido como um [[professor]] e um homem que realizava [[milagre]]s. Muitos estudiosos creditam as declarações apocalípticas dos Evangelhos a Jesus, enquanto outros defendem que o seu Reino de Deus era [[moral]], e não de natureza apocalíptica.
* '''Critério da dissimilaridade''': Também chamado de ''critério do constrangimento''. Segundo este critério, afirmações contrárias ou constrangedoras ao autor são, provavelmente, mais confiáveis. Também são mais confiáveis fontes que contrariam o [[judaísmo]] anterior a Jesus e o [[cristianismo]] posterior a ele, como trechos e ditos atribuíveis a Jesus que resultem em problemas para a [[teologia cristã]]. Por exemplo, seria improvável que uma fonte cristã fizesse a alegação de que Jesus fosse de [[Nazaré]], e não de [[Belém (Cisjordânia)|Belém]], a menos que a família dele fosse realmente de Nazaré, uma vez que isto era um motivo de embaraço. As objeções a esse critério dizem que, ao dissociar Jesus do judaísmo do [[século I]], se corre o perigo de retirá-lo do contexto necessário para entender alguns aspectos fundamentais de sua atividade.
 
Jesus enviou os seus [[apóstolo]]s para curar e pregar sobre o Reino de Deus. Mais tarde, viajou para [[Jerusalém]], na [[Judéia]], onde causou uma perturbação no [[Templo de Jerusalém|Templo]]. Era o tempo da [[Páscoa]], quando as tensões políticas e religiosas eram elevadas em Jerusalém. Os Evangelhos dizem que os guardas do templo (acredita-se que os [[Fariseus]]) prenderam Jesus e o entregaram a [[Pôncio Pilatos]] para execução. Depois disso, Jesus foi crucificado e o movimento do Cristianismo sobreviveu e foi levado por seus apóstolos, que proclamavam que Jesus havia [[Ressurreição de Jesus|ressuscitado]]. Nessa época, é desenvolvido o [[cristianismo primitivo]].
* '''Objetivo do autor''': Estre critério é o outro lado do critério de dissimilaridade. Segundo ele, quando o material apreendido serve aos propósitos do autor ou do editor, ele é suspeito <ref>[[Robert Funk|Funk, Robert W.]], Roy W. Hoover, e o [[Jesus Seminar]]. ''The five gospels.'' Harper San Francisco. 1993. page 21.</ref> Por exemplo, várias seções dos [[evangelho]]s, como o massacre dos bebês por [[Herodes]] <ref>{{citar bíblia|livro=Mateus|capítulo=2|verso=16-18}}</ref>, mostram Jesus cumprindo [[profecia]]s [[messianismo|messiânicas]] do [[Antigo Testamento]], e, no entender de muitos estudiosos, refletem apenas a concepção do autor do evangelho e não acontecimentos históricos.
 
A busca pelo Jesus histórico iniciou-se com o trabalho de [[Hermann Samuel Reimarus]] no [[século XVIII]]. Dois livros, ambos chamados "A Vida de Jesus", foram escritos por [[David Friedrich Strauss]] e publicados em [[Língua alemã|alemão]] em [[1835]]-[[1836]]. [[Ernest Renan]] publicou um livro em [[Língua francesa|francês]] no ano de [[1863]]. O Jesus histórico é conceptualmente diferente do Cristo da fé. Para os historiadores o primeiro é físico, enquanto o último é [[metafísico]]. O Jesus histórico é baseado em evidências históricas. Cada vez que um rolo de papel novo é descoberto ou fragmentos de um novo Evangelho são encontrados, o Jesus histórico é modificado.
* '''Critério de plausibilidade histórica''': Segundo este critério, pode-se considerar histórico aquilo que seja plausível no contexto do judaísmo do século I, assim como aquilo que pode contribuir para explicar certos aspectos da influência de Jesus entre os [[cristianismo primitivo|primeiros cristãos]]. Este critério, como ressalta Piñero <ref name=Pinero/>, contradiz o critério de dissimilaridade.
 
* '''Critério de múltiplos atestados''': Podem considerar-se autênticos aqueles trechos cujas fontes procedam de várias tradições diferentes. Como ressalva a isto, as fontes têm que ser independentes para serem consideradas; por exemplo, a hipotética [[fonte Q]] seria a base de [[Evangelho segundo Marcos|Marcos]], [[Evangelho segundo Mateus|Mateus]] e [[Evangelho segundo Lucas|Lucas]], logo não poderiam ser considerados como múltiplas comprovações para um fato. Este critério também se refere à averiguação de um mesmo trecho em gêneros literários diferentes.
 
== Metodologia ==
* '''Critério contextual e linguístico''': A fonte é mais credível quando a tradição faz sentido no contexto cultural dos personagens. Há algumas conclusões interessantes que podem ser retiradas da análise [[linguística]] dos evangelhos. Por exemplo, se um [[diálogo]] funciona apenas em [[Koiné|grego Koiné]] (a língua de seus escritos fontes), é bastante provável que o autor tenha modificado o relato original.
[[Ficheiro:Millais - Christus im Hause seiner Eltern.jpg|thumb|300px200px|right|''Cristo na casa de seus pais,'' por [[John Everett Millais]]([[1850]]). Uma série de [[pintura]] da [[Irmandade Pré-Rafaelita]] reflete o interesse do [[século XIX]] na realidade histórica da vida de Jesus]]
Acredita-se que o Jesus histórico é uma figura real que deve ser entendido no contexto de Sua própria vida, na [[Judeia (província romana)|província romana da Judeia]] do [[Século I|primeiro século]]; E não o Cristo da doutrina cristã de séculos mais tarde<ref name=Meier>John P. Meier. ''Um Judeu Marginal: repensando o Jesus Histórico''. Rio de Janeiro: Imago, 1992;</ref>. A pesquisa histórica reconstrói Jesus em relação aos seus contemporâneos do primeiro século, enquanto as interpretações teológicas relacionam Jesus com aqueles que se reúnem em seu nome. Assim, o historiador interpretaria o passado enquanto o teólogo interpretaria a tradição<ref>Paula Fredriksen. ''From Jesus to Christ: the origins of the New Testament images of Christ''. Yale University Press, 2000 (p. 14);</ref>. No entanto, quando se considera o estado fragmentários das fontes e a natureza muitas vezes indiretas dos argumentos utilizados, esse ''Jesus histórico'' será sempre um ''constructor científico'', uma abstração teórica que não coincide, nem pode coincidir, com a realidade plena do [[Jesus de Nazaré]] que de fato viveu e trabalhou na [[Palestina]] no primeiro século de nossa era<ref name=Meier/>. Os historiadores<ref>Marvin Meyer; Rodolphe Kasser; Gregor Wurst. ''The Gospel of Judas''. National Geographic Books, p. 107;</ref> e estudiosos da [[Bíblia]] analisam os [[Evangelhos canônicos]]<ref>Markus NA Bockmuehl. ''The Cambridge companion to Jesus''. Cambridge University Press, p. 160;</ref>, o [[Talmud]], o [[Evangelho segundo os hebreus]], os [[Evangelhos Gnósticos]], os escritos de[[Flávio Josefo]], os [[Manuscritos do Mar Morto]]<ref>Geza Vermes. ''Jesus the Jew: a historian's reading of the Gospels''. Fortress Press, p. 12;</ref>, entre outros documentos antigos a fim de encontrar o Jesus histórico. Uma série de métodos foram desenvolvidos para analisar criticamente essas fontes:
 
* '''Fontes mais antigas''': muitos historiadores preferem as fontes mais antigas sobre Jesus, desconsiderando, como regra geral, as fontes que foram escritas mais de um século após sua morte<ref name=Ehrman>[[Bart D. Ehrman]]. [http://www.thegreatcourses.com/tgc/courses/Course_Detail.aspx?cid=643 Historical Jesus: Historical Criterial]. The Teaching Company, 2000, Lecture 9;</ref>
Ao longo dos últimos 150 anos, os historiadores e estudiosos bíblicos têm feito grandes progressos na busca do Jesus Histórico. De [[Albert Schweitzer]], com seu trabalho revolucionário ''Von Reimarus zu Wrede'' (''The Quest of the Historical Jesus'') <ref>The Quest of the Historical Jesus. ISBN 0-8018-5934-4</ref> em [[1906]], até o controverso [[Jesus Seminar]], muito foi aprendido. O objetivo destes estudiosos é examinar as provas de diversas fontes a fim de trazê-las em conjunto para que se possa elaborar uma reconstrução completa de Jesus. O uso do termo do ''Jesus Histórico'' implica que sua reconstrução será diferente daquela apresentada no ensino do [[Cristo da Fé]] pelo [[Cristianismo]]. Assim, a montagem do Jesus Histórico às vezes difere dos [[judeus]], [[cristãos]], [[muçulmanos]] ou crenças [[hindus]].
 
* '''Critério do constrangimento''': enfoca atos ou palavras de Jesus que poderiam ter constrangido ou criado dificuldades para a [[igreja primitiva]] ou para o autor do evangelho. Por exemplo, se a crucificação foi motivo de embaraço para os primeiros cristãos, seria bastante improvável que os evangelhos afirmassem que Jesus havia sido crucificado, a menos que ele realmente foi crucificado<ref>Jesus Christ. ''The Oxford dictionary of the Christian church''. New York: Oxford University Press, 2005;</ref>.
Em geral, esses estudiosos argumentam que o Jesus histórico foi um judeu da [[Galiléia]] que viveu numa época de expectativas [[Messianismo|messiânicas]] e [[Apocalipse|apocalípticas]]. Ele foi [[Batismo de Jesus|batizado]] por [[João Batista]] e, depois que João foi executado, começou a sua própria pregação na Galiléia. Jesus pregava a [[salvação]], a [[vida eterna]], a purificação dos [[pecados]], a vinda do [[Reino de Deus]], usando [[parábolas]] como imagens surpreendentes. Além disso, ele era conhecido como um [[professor]] e um homem que realizava [[milagre]]s. Muitos estudiosos creditam as declarações apocalípticas dos Evangelhos a Jesus, enquanto outros defendem que o seu Reino de Deus era [[moral]], e não de natureza apocalíptica.
 
* '''Atestação Múltipla''': quando duas ou mais fontes independentes contam histórias semelhantes ou consistente. Esse critério faz bastante uso dos caso de relatos orais anteriores as fontes escritas. A ''atestação múltipla'' não é o mesmo que a ''atestação independente''. Se um relatou utilizou outro relato como fonte, então essa história estará presente em todos os relatos, mas com apenas uma fonte independente. O ponto de vista dominante é que o relato de [[Evangelho de Marcos|Marcos]] foi usado como fonte de [[Evangelho de Mateus|Mateus]] e [[Evangelho de Lucas|Lucas]]<ref name=Ehrman/><ref>[[Bart D. Ehrman]]. [http://pt.scribd.com/doc/55685655/Forged 7 False Attributions, Fabrications, and Falsifications: Phenomena Related to Forgery. Fabrications Within the Canon. Plagiarism]. . "Na verdade, reconhece-se atualmente que um dos evangelhos foi utilizado como fonte para os outros dois. Quase todos os estudiosos pensam que Marcos utilizou por Mateus e Lucas. Alguns estudiosos continuam a manter a visão tradicional de que Mateus foi a fonte para Marcos e Lucas, mas essa é uma posição minoritária. Em ambos os casos, temos um documento que é assumido por outros, muitas vezes literalmente".</ref>.
Jesus enviou os seus [[apóstolo]]s para curar e pregar sobre o Reino de Deus. Mais tarde, viajou para [[Jerusalém]], na [[Judéia]], onde causou uma perturbação no [[Templo de Jerusalém|Templo]]. Era o tempo da [[Páscoa]], quando as tensões políticas e religiosas eram elevadas em Jerusalém. Os Evangelhos dizem que os guardas do templo (acredita-se que os [[Fariseus]]) prenderam Jesus e o entregaram a [[Pôncio Pilatos]] para execução. Depois disso, Jesus foi crucificado e o movimento do Cristianismo sobreviveu e foi levado por seus apóstolos, que proclamavam que Jesus havia [[Ressurreição de Jesus|ressuscitado]]. Nessa época, é desenvolvido o [[cristianismo primitivo]].
 
* '''Contexto histórico''': a fonte é mais credível se relato fizer sentido dentro do contexto e da cultura em que o fato possivelmente aconteceu<ref>[[Bart D. Ehrman]]. ''Jesus, apocalyptic prophet of the new millennium''. New York: Oxford University Press, 1999 (p. 75-78);</ref><ref>[[Bart D. Ehrman]]. [http://recovery.recoveringfundamentalists.com/files/pdf/JesusInterrupted.pdf How We Got the Bible. Some Noncanoncial Scriptures. The Coptic Gospel of Thomas];</ref>. Por exemplo, alguns ditos da [[língua copta]] do [[Evangelho de Tomé]] fazem sentido em dentro de um contexto gnóstico do [[século II]], mas não no contexto do [[século I|primeiro século]] cristãos, uma vez que o [[gnosticismo]] apareceu no segundo século.
A busca pelo Jesus histórico iniciou-se com o trabalho de [[Hermann Samuel Reimarus]] no [[século XVIII]]. Dois livros, ambos chamados "A Vida de Jesus", foram escritos por [[David Friedrich Strauss]] e publicados em [[Língua alemã|alemão]] em [[1835]]-[[1836]]. [[Ernest Renan]] publicou um livro em [[Língua francesa|francês]] no ano de [[1863]]. O Jesus histórico é conceptualmente diferente do Cristo da fé. Para os historiadores o primeiro é físico, enquanto o último é [[metafísico]]. O Jesus histórico é baseado em evidências históricas. Cada vez que um rolo de papel novo é descoberto ou fragmentos de um novo Evangelho são encontrados, o Jesus histórico é modificado.
 
* '''Análise lingüística''': há algumas conclusões que podem ser extraídas da análise linguística dos Evangelhos. Por exemplo, se um diálogo só faz sentido em grego, é possível que ele foi redigido e que o texto é de certa forma diferente do original aramaico. Alguns consideram, por exemplo, o diálogo entre [[Jesus]] e [[Nicodemos]] no capítulo 3 de [[Evangelho de João|João]] como algo que só faz sentido em grego, mas não em aramaico. De acordo com Bart Ehrman, este critério é incluído na análise de credibilidade contextual, porque ele acredita que Jesus e Nicodemos estavam falando em aramaico.
 
* '''Objetivo do autor''': Estreeste critério é o outro lado do ''critério de dissimilaridade''. Segundo ele, quandoQuando o material apreendidoapresentado serve aos propósitos do autor ou do editor, ele é suspeito <ref>[[Robert Funk|Funk, Robert W.]], Roy W. Hoover, e o [[Jesus Seminar]]. ''The five gospels.'' Harper San Francisco. 1993. page 21.</ref>. PorVárias exemplo,seções váriasnas seçõesnarrativas dosdo [[evangelho]]sEvangelho, como o massacreMassacre dos bebêsInocentes por [[Herodes]]exemplo, <ref>{{citarretratam bíblia|livro=Mateus|capítulo=2|verso=16-18}}</ref>,a mostramvida de Jesus cumprindocomo [[profecia]]so [[messianismo|messiânicas]]cumprimento de profecias do [[Antigo Testamento]],. e,Na no entendervisão de muitosalguns estudiosos, refletemisso pode apenas arefletir concepçãoo doobjetivos autorliterário do evangelhoautor, e não acontecimentos históricos.
 
A pesquisa contemporânea do Jesus histórico geralmente levam o critério histórico de plausibilidade como sua buase, em vez de o critério de dissimilaridade. As narrativas, portanto, que se encaixam no contexto judaico e dão sentido a ascensão do cristianismo podem ser históricas.
 
==Documentos sobre o Jesus histórico==
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