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== Nas Guerras Púnicas ==
<!--[[Ficheiro:NE_200bc.jpg|thumb|300px|left|Mapa do [[Oriente Médio]] por volta de [[200 a.C.]], mostrando as fronteiras dos reinos númidas depois da [[Segunda Guerra Púnica]].]]-->
Durante a [[Segunda Guerra Púnica]], [[Sífax]] foi o chefe da principal tribo númida, os [[massessílios]]. No ano de 213 a.C. Sífax pôs um fim à sua aliança com [[Cartago]]; em 208 a.C. voltou a estabelecê-la, depois de casar com [[Sofoniba]], filha de [[Asdrúbal Gisco]].
 
O tratado de paz entre Cartago e a [[República Romana]] prevenia que a cidade norte-africana se envolvesse em outros conflitos bélicos sem a permissão de Roma. Massinissa se aproveitou deste tratado para tomar terra dos cartaginenses, utilizando-se de diversos expedientes para isso. Num deles, declarou aos romanos que Cartago estava reconstruindo sua [[marinha]] - contrariando a cláusula do tratado que proibia isto; Cartago apelou da decisão romana inicial, que puniu a cidade, e [[Catão, o Velho]] foi enviado, juntamente com uma comissão, para mediar um possível acordo. A comissão insistiu que ambos os lados concordassem com sua decisão final; Massinissa consentiu, porém os governantes de Cartago se recusaram. Catão havia servido nas legiões romanas durante a Segunda Guerra Púnica, e o impasse o convenceu de que uma [[Terceira Guerra Púnica]] seria necessária - proposta que defendeu numa série de discursos ao [[Senado Romano]], todos os quais terminavam com a frase "''[[Carthago delenda est|Ceterum censeo Carthaginem esse delendam]]''" (''No mais, sou da opinião de que Cartago deve ser destruída'').<ref>[[Plutarco]], [http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Plutarch/Lives/Cato_Major*.html Vida de Catão] {{en}}</ref>
 
Um grupo de senadores cartaginenses procurou estabelecer um tratado de paz com os númidas, porém este grupo acabou sendo exilado, em parte porque a população de Cartago não desejava se submeter a um povo que havia dominado tradicionalmente. Uma vez no exílio, estes senadores procuraram a ajuda de Massinissa, que enviou dois de seus filhos para interceder aos cidadãos de Cartago pelo retorno deles. [[Cartalão]], líder de uma facção democrática que se opunha à influência númida, bloqueou sua entrada; e [[Amílcar]], outro líder do mesmo grupo, ordenou que alguns homens atacassem os filhos de Massinissa.
 
Massinissa então enviou uma tropa para sitiar a cidade cartaginense de Oroscopa, porém foi derrotado ali por um exército sob o comando de [[Asdrúbal]]. Entre os reféns capturados na batalha estavam outros dois filhos de Massinissa; esta derrota foi a desculpa final para Roma atacar novamente Cartago.
Em 149 a.C. Massinissa morreu de velhice, no meio da Terceira Guerra Púnica. Cipião Africano dividiu seu território entre três de seus filhos, evitando assim que a intenção de Massinissa de unificar a nação fosse atingida.
 
== {{Ver também}} ==
* [[Numídia]]
* [[Anexo:Lista de reis da Numídia]]
 
{{referênciasReferências}}
 
== {{Bibliografia}} ==
* Lazenby, J. F., ''Hannibal's War'', Londres, 1978
* Warmington, B. H. ''Carthage, A History'', Barnes and Noble Books, 1993
 
{{DEFAULTSORT:Numidas}}
[[Categoria:História da Numídia]]
[[Categoria:Berberes]]
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