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== História ==
Ao iniciar-se, porém, a perseguição judaica contra os cristãos, como lemos no livro dos [[Atos dos Apóstolos]] (Atos dos Apóstolos 7, 54-8,4) e o derramamento do sangue do primeiro mártir por Cristo, o diácono [[Santo Estêvão]], aproximadamente pelo ano [[32]]., muitos cristãos deixaram Jerusalém e se dispersaram por toda a [[JudéiaJudeia]], [[Samaria]], [[Antioquia]] e outras regiões, anunciando o 'o, e assim foram se formando as primeiras Comunidades, promovidas, posteriormente, a sedes episcopais e, por sua importância, patriarcais.
 
Sabe-se que os cristãos foram perseguidos tanto pelas autoridades judaicas, quanto pelo [[Império Romano]] que os via como praticantes de uma religião "não-autorizada", ilegal, razão pela qual os mesmos não tinham liberdade de culto, realizando suas reuniões nas casas e junto aos túmulos dos [[mártir]]es (catacumbas).
 
Entrementes, a fé no Filho de Deus já havia chegado à Acaia, hoje [[Grécia]], e à capital do império, [[Roma Antiga|Roma]]. Tal situação, com maior ou menor rigor, perdurou até o ano 313, quando o Imperador [[Constantino]], o Grande, pelo [[Edito de Milão]], concedeu liberdade religiosa a todos. O mesmo imperador Constantino fundou a cidade de [[Constantinopla]] (cidade de Constantino), onde antes existia o sítio de Bizâncio, na [[Ásia]], onde hoje está a cidade de [[Istambul]], na [[Turquia]], cidade para a qual transferiu a sede do império, razão pela qual passou-se a falar em [[Império Bizantino]], o [[Império Romano do Oriente]], sob franca influência da cultura helênica. Constantinopla foi chamada "a nova Roma".
 
Já então a administração da Igreja estava estruturada, tendo à frente os Bispos, Presbíteros (Padres) e Diáconos, como atestou [[Santo Inácio de Antioquia]] pelo ano [[107]]. A partir de então, com a liberdade e oficialização concedidas pelo Império, a Igreja passou a se fortalecer e definir liturgicamente, passando, ainda, a enviar missionários aos não-cristãos.
E foi assim que a Igreja passou a dirimir dúvidas doutrinárias suscitadas pelo surgimento de ensinos errôneos, chamados heresias, com a convocação de Concílios Ecumênicos, assim chamados por contarem com a participação de representantes da Igreja em todo o mundo cristão e terem autoridade sobre todos os cristãos.
 
Foram em número de sete os Concílios Ecumênicos, pois após o sétimo a Igreja já havia sofrido a triste divisão Oriente-Ocidente e as assembléiasassembleias eclesiásticas não mais teriam caráter e autoridade universais, pois o termo "ecumêne" se refere a "toda a terra habitada", aplicando-se o termo, à época, a "todo o território do império".
 
Em 325, na cidade de [[NicéiaNiceia]], se reuniu o [[Primeiro Concílio Ecumênico]], para analisar as idéiasideias de [[Ário]] ([[arianismo]]), sacerdote [[Líbia antiga|líbio]] radicado em Alexandria, que punha em questão a identificação plena de Deus em Cristo, afirmando que Jesus não era Deus "de forma perfeita". O Concílio proclamou, contra Ário, que Jesus Cristo era "da mesma natureza" que Deus Pai.
 
Em 381, na cidade de [[Constantinopla]], realizou-se o [[Segundo Concílio Ecumênico]] para esclarecer a fé na [[Santíssima Trindade]], estabelecendo os artigos do [[Credo de Niceia|Credo]] (Profissão de Fé) que se havia preparado em NicéiaNiceia, dando-lhes formulação mais ampla e definitiva (este é o [[Credo de Niceia|Credo Niceno-Constantinopolitano]], recitado nas liturgias ortodoxas até nossos dias). Pronunciou-se este Concílio contra [[Macedônio I de Constantinopla|Macedônio, Arcebispo de Constantinopla]], que dizia ser o [[Espírito Santo]] uma criatura de Deus, como os anjos. Destacou-se nesse Concílio a participação de três grandes Santos Padres: [[Basílio Magno]], [[Gregório de Nissa]] e [[Gregório Teólogo]] (Nazianzeno).
 
O [[Terceiro Concílio Ecumênico]] realizou-se na cidade de [[Éfeso]], no ano 431 e condenou o [[nestorianismo]], doutrina errônea ensinada por [[Nestório]], sacerdote e monge sírio que chegou à sé arquiepiscopal de Constantinopla e que ensinava haver duas pessoas em Jesus, uma humana e outra divina, razão pela qual a [[Virgem Maria]] não poderia ser chamada "Mãe de Deus" (''[[Theotokos]]'') e sim "mãe de Cristo" (''[[Christotokos]]''). Os Santos Padres ali reunidos definiram claramente a única pessoa de Jesus, o Cristo, com duas naturezas perfeitamente unidas: a divina e a humana, daí falar-se do Deus-Homem Jesus Cristo, e ser Nossa Senhora a Mãe de Deus.
O [[Sexto Concílio Ecumênico]], realizado nos anos 680-681, novamente em [[Constantinopla]], repeliu a heresia monotelita, o "[[monotelismo]]" (do grego "monos" = uma, "thelema" = vontade), proposição de que em Jesus havia apenas uma vontade, a divina, segundo o Patriarca Sérgio e o imperador de origem monofisita Heráclio.
 
O [[Sétimo Concílio Ecumênico]] (último), reunido em [[NicéiaNiceia]] no anoem 787, teve a incumbência de explicar e legitimar o uso e veneração dos santos ícones (imagens) contra os "[[iconoclastas]]" ("destruidores de imagens"). Tal vitória é lembrada e comemorada a cada primeiro domingo da Quaresma em todas as Igrejas Ortodoxas, chamado "Dia da Ortodoxia" ou "Dia da Vitória".
 
A forma colegiada de governo permanece nas Igrejas Ortodoxas, tendo cada qual seu [[Santo Sínodo]] que se reúne periodicamente sob a presidência do Patriarca ou Arcebispo Primaz, com a Participação de todos os Bispos.
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