Diferenças entre edições de "Partido do Socialismo Democrático"

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O '''Partido do Socialismo Democrático''' (em [[língua alemã|alemão]]: ''Partei des Demokratischen Sozialismus'' - '''PDS''') foi um partido [[social-democracia|social-democrata]] ativo na [[Alemanha]] desde a queda do [[muro de Berlim]] em 1990, quando o [[Partido Socialista Unificado da Alemanha]] (SED) muda legalmente o seu nome, até 2005, quando o próprio PDS modifica o seu nome por [[Die Linke|Die Linkspartei]] (''O Partido da Esquerda'').
 
== Precedentes ==
Antes da [[reunificação da Alemanha]], um grupo de jovens políticos vinculados com o [[Partido Socialista Unificado da Alemanha]] (SED) começaram a demandar mudanças na rígida estrutura interna do SED. Entre esses políticos destacavam-se [[Stefan Heym]], [[Christa Wolf]] e [[Gregor Gysi]]. Com a queda do [[muro de Berlim]] e da [[República Democrática da Alemanha]], o SED perdeu arredor de 95% dos seus mais de 2.3 milhões de militantes, o que levou o partido a apresentar-se sob um novo nome com o fim de se distanciar do seu passado. Na altura de 1990, o novo partido, denominado já Partido do Socialismo Democrático, não se apresentava como [[marxismo-leninismo|marxista-leninista]], ainda quando no seu seio permaneciam facões neo-marxistas e comunistas.
 
== Fundação e consolidação ==
[[Ficheiro:Gregor Gysi.jpg|thumb|rightdireita|Gregor Gysi em 2005.]]
Contudo, o PDS perdeu força significativamente, ainda quando manteve o nível nos governos locais e até chegou a fazer parte dos governos dos [[Estados da Alemanha|Bundesländer]] de [[Berlim]] e [[Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental]] em coligação com o [[Partido Social-Democrata da Alemanha|SPD]].
 
Nas primeiras eleições gerais da [[Alemanha|República Federal da Alemanha]] em 1990, o PDS atingiu apenas 2,4% do voto, mas conseguiu entrar no [[Bundestag]], graças a uma exceção da lei eleitoral alemã, com um grupo de 17 deputados liderados por [[Gregor Gysi]]. Nas eleições de 1994, embora a campanha anti-comunista levada para a frente pelo partido no governo, a [[União Democrata-Cristã|CDU]], destinada a paralisar os votos comunistas do leste, o PDS incrementou o voto até 4,4%, ganhando força precisamente no leste e aumentando a sua presença do Bundestag até 30 deputados.
 
Em 1998, a tendência ascendente iniciada desde 1994 consolidou-se e o PDS atingiu um total de 37 deputados com 5,1% dos votos, ultrapassando assim a marca de 5% necessária para manter a proporcionalidade da representação no Bundestag e para manter um status parlamentar pleno. Porém, ainda quando o futuro parecia brilhante, o PDS mostrava uma dependência certa de Gysi, considerado tanto pelos seus votantes como pelos seus críticos como uma espécie de estrela da política alemã que contrastava com uma mediocridade geral. A resignação de Gysi em 2000 após peder um debate político com o setor esquerdista do partido significou o início de novos problemas para o PDS, e nas eleições de 2000, o voto para o PDS retrocedeu a 4,0%, o que apenas lhe permitiu introduzir dois membros eleitos pelos seus distritos, [[Petra Pau]] e [[Gesine Lötzsch]].
 
Após a queda de 2000, o PDS adotou um novo programa e colocou na sua cabeça [[Lothar Bisky]], um moderado respeitado internamente. Uma sensação renovada de autoconfiança fez o Partido ressurgir novamente. Nas eleições europeias de 2004, o PDS atingiu 6,1% do voto nacional e evidenciou-se que a sua base eleitoral na Alemanha oriental começava a crescer claramente, ao ponto de hoje em dia rivalizar com o SPD e com a CDU nessa área. Sem embargo, o escasso apoio na Alemanha ocidental continuou a lastrar o partido até as eleições de julho de 2005, quando se apresentou em coligação com a [[Alternativa Eleitoral para o Trabalho e a Justiça Social]] (WASG), uma fação esquerdista constituída por dissidentes do social-democrata SPD e por sindicalistas. Essa coligação entre os setores mais à esquerda da área ocidental e o PDS deu origem à lista conhecida com o nome de [[Die Linke|Linkspartei]], que nas eleições federais desse ano atingiu 8,7% do voto nacional e conseguiu introduzir no Bundestag 54 deputados encabeçados por Gisy, Lötzsch, Pau, Bisky, [[Katja Kipping]], [[Oskar Lafontaine]] e [[Paul Schäfer]] tornando-se o quatro maior partido do país.
 
== Controvérsia ==
Desde a [[Reunificação alemã|reunificação]], o PDS tem sido alvo de diversas suspeitas a respeito das relações dos seus líderes com o [[Stasi]], a polícia secreta da [[Alemanha Oriental]] desmantelada com a queda do [[muro de Berlim]]. Pouco depois das eleições federais de 2005, Marianne Birthler, a encarregada dos arquivos da Stasi, acusou o PDS de incluir sete informadores da antiga Stasi entre os seus deputados eleitos.<ref>[http://www.berlinonline.de/berliner-kurier/politik/95178.html]</ref>. Ao mesmo tempo, a mídia revelou que [[Lutz Heilmann]], um dos deputados do PDS pelo estado de [[Schleswig-Holstein]], tinha trabalhado durante anos para a Stasi.<ref>[http://www.kurier.at/ausland/1137274.php]</ref>. Ainda quando a primeira acusação resultou falsa, a relativa à ligação de Heilmann com o serviço secreto da RDA manteve-se na controvérsia.
 
==Veja {{Ver também}} ==
* [[Die Linke]]
 
== {{Bibliografia}} ==
* Thompson, Peter (2005) ''The Crisis of the German Left. The PDS, Stalinism and the Global Economy'' Berghahn Books, New York and Oxford. ISBN 1-57181-543-0 (em inglês){{en}}
* Oswald, Franz (2002). ''The Party That Came Out of the Cold War : The Party of Democratic Socialism in United Germany''. Praeger Publishers. ISBN 0-275-97731-5 (em inglês){{en}}
* Hough, Dan (2001). ''The Fall and Rise of the PDS in Eastern Germany'' (1st ed.). The University of Birmingham Press. ISBN 1-902459-14-8 (em inglês){{en}}
==Referências==
<references/>
 
=={{Referências==}}
 
{{Portal3|Política}}
 
{{DEFAULTSORT:Partido Socialismo Democratico Alemanha}}
[[Categoria:Partidos políticos da Alemanha]]
[[Categoria:Política da Alemanha]]
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