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Em [[1190]] a cidade foi cercada pelo Rei [[Almóada]] Yakub de Marrocos, mas os Monges [[Cavaleiros]] tiveram sucesso em defendê-la sob o comando de Gualdim Pais.
 
Em [[1314]], sob pressão do [[Papa]], que queria abolir a Ordem Templária de toda a [[Europa]], o Rei D. [[Dinis de Portugal|Dinis]], persuadiu antes o Vaticano a criar a nova [[Ordem de Cristo]] e transferir todas as propriedades e pessoal dos Templários para esta. Esta Ordem foi sediada primeiramente em [[Castro Marim]] (no sudeste do Algarve) em [[1319]] mas em [[1356]] regressou a Tomar. No [[Século XV]] o [[cléricoclérigo]] [[Grão-Mestre]] passou a ser nomeado pelo Papa, enquanto o [[leigo]] Mestre ou Governador passava a ser indicado pelo Rei, em substituição dea serem ambos eleitos pelos frades.
O [[Infante Dom Henrique]] foi designado mais tarde Governador da Ordem, e acredita-se que os recursos e conhecimentos desta lhe foram cruciais para o sucesso das suas expedições para [[África]] e o [[Atlântico]]. A [[Cruz da Ordem de Cristo]] era pintada nas velas das [[caravelas]] que partiam, enquanto todas as [[missões]] e [[igrejas]] cristãs além-mar permaneceram sob jurisdição do [[Prior]] de Tomar até [[1514]]. A ainda existente [[Igreja de Santa Maria do Olival]], com os seus símbolos místicos Templários foi construida como igreja-mãe de todas as novas igrejas construidas nos Açores, Madeira, África, Brasil, India e Ásia.
 
Com a expulsão dos [[Judeus]] de [[Espanha]] em [[1492]], a cidade acolheu grande número de [[artesãos]], profissionais e mercadores refugiados. A muito significativa população judaica deu novo ímpeto à cidade, com a sua experiência nas profissões e no comércio. Estes foram vitais para o bom êxito da abertura das novas rotas comerciais em Àfrica na época dos [[Descobrimentos]]. A sinagoga original, mandada construir pelo Infante Dom Henrique, ainda existe. Durante o Reinado de Dom [[Manuel I de Portugal|Manuel I]] o Convento tomou a sua forma final, com predomínio do novo estilo [[Manuelino]]. Com a crescente importância da cidade enquanto mestre do novo [[império]] comercial português, o próprio Rei pediu e recebeu do Papa o título de Mestre da Ordem. Depois do estabelecimento de um [[Tribunal]] da [[Inquisição]] na cidade, iniciou-se a perseguição dos [[judeus]] e [[cristão-novos]], que chegou a um máximo por volta de [[1550]].
 
Muitos conseguiram fugir para a [[Países Baixos|Holanda]], [[Império Otomano]] ou [[Inglaterra]]. Centenas de outros foram presos, torturados e executados em [[Auto de fé|Autos-de-Fé]]. Muitos mais foram expropriados pois como os bens expropriados revertiam para a própria Inquisição, a esta bastava apenas uma denúncia anónima e a ascendência judaica para expropriar qualquer rico mercador, fosse este [[Cripto-Judeu]] ou [[Cristão-Novo]]. Com os distúrbios económicos que esta perseguição fanática provocou, a cidade perdeu grande parte do seu dinamismo económico. Ainda hoje são muito comuns os nomenomes cristão-novos entre os habitantes de Tomar.
 
Em [[1581]] a cidade acolheu as [[Cortes]] que aclamaram o Rei Filipe II de Espanha como [[Filipe I de Portugal]].
 
Durante o [[Século XVIII]] Tomar tornou-se numa das cidades industrialmente mais vibrantes de Portugal. O [[Marquês de Pombal]] abre em [[1789]] a Real Fábrica com um mecanismo hidráulico inovador. No Reino de [[Maria I de Portugal|Maria I]] foi fundada outra Fábrica de [[Fiação]] por [[Jácome Ratton]]. O fluxo do rio era usado para produzir trabalho nesta e em muitas outras industrias, com as do [[papel]], [[vidro]], [[sabões]], [[sedas]], [[metalurgicasMetalurgia|metalúrgicas]] e outras.
 
Tomar esteve sob ocupação militar durante as [[Invasões Francesas]] ordenadas por [[Napoleão Bonaparte]], contra a qual se revoltou. Foi liberada pelas tropas luso-inglesas de [[Wellington]].