Diferenças entre edições de "Jornada de 5 e 6 de Outubro de 1789"

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== Partida de Paris ==
[[Imagem:Bonnet Phrygien.png|thumb|right|250 px|[[Barrete]] frígio ornado com o medalhão tricolor, símbolo da Primeira RepublicaRepública francesa]]
O pretexto para esta jornada foi uma demonstração contra o medalhão (em [[francês]]: ''cocarde'') nacional, cometida no dia [[2 de outubro]] na sequência de uma refeição oferecida na sala de espetáculos de [[Versailles]] para os guardas do corpo de oficiais do 19º regimento de infantaria de linha (''Regimento de [[Flandres]]''). Excitados por esse boato e por outros rumores que se espalham pela cidade, o povo de Paris, em meio a uma onda de fome, revolta-se, segue em peso para o ''[[Hôtel de Ville (Paris)]]'' (edifício que abrigava as principais instituições municipais de Paris), mal defendido pela [[Guarda Nacional]] francesa, e, armando-se com três canhões que rouba daí, põe-se em marcha para Versalhes sob o comando de um herói da Tomada da [[Bastilha]], chamado Maillard, vomitando imprecauções assustadoras contra a rainha, muito impopular à época.
 
== La Fayette em Versailles ==
[[Imagem:Gilbert du Motier Marquis de Lafayette.jpg|thumb|left|200 px|Marquês de La Fayette]]
La Fayette chega tarde demais para impedir estas primeiras desordens e segue lutando durante todo o dia para limitar-lhe as consequências. Afinal, uma ordem da [[Comuna de Paris]] o envia para Versailles; ele parte à frente de alguns guardas nacionais, aos quais se juntam muitos militares devotados à ordem e à monarquia, e de determinados indivíduos da periferia, atraídos pela esperança de pilhagem. O Rei [[Luís XVI]], que caçava em [[Meudon]], foi chamado de volta às pressas. No entanto, nenhuma medida de resistência foi organizada, enquanto a multidão que seguia para Versailles crescia rapidamente. São dez horas da noite quando La Fayette desemboca da grande avenida de Paris à frente de sua coluna. O general faz seus homens jurarem ser fiéis à Nação, à Lei e ao Rei, e envia destacamentos de [[granadeiro]]s para guardar as pontes de [[Sèvres]] e de [[Saint-Cloud]]. Vai então até a [[AssembléiaAssembleia Nacional Constituinte Francesa|AssembléiaAssembleia Nacional Constituinte]], invadida a algumas horas pelo povo e, depois de dar conta aaos seus colegas das disposições que acabara de tomar, dirige-se até o rei. Sua entrada causa algum espanto entre os ''guardas suiços''.
 
Sua conversa com o rei dura meia hora. Seus protestos de fidelidade são acolhidos com pouco favor. No entanto, ao sair desta conferência, La Fayette diz a algumas pessoas que conseguiu convencer o rei a fazer algumas ''concessões salutares'', como a chamada à [[ativa]] dos guardas franceses licenciados.
Um procedimento instruído pelo [[Chatêlet de Paris|Chatêlet]] contra os culpados pela insurreição inculpava gravemente [[Luís Filipe II, Duque d'Orleães|Luís Filipe José de Orléans]], o Duque de Orléans, que é aconselhado por La Fayette a fugir, num encontro que têm na casa do ministro [[Louis Victoire Lux de Montmorin-Saint-Hérem|Montmorin]]. O duque parte para [[Londres]] e só volta a Paris quando da [[Festa da Federação de 1790]]. Mas seu distanciamento não desencoraja os esforços de seus partidários: cartas endereçadas aos ministros denunciam a explosão iminente de um complô tentando colocar sobre o trono um « ''personagem poderoso''. » La Fayette chega a insinuar junto ao rei e a rainha que essa suspeita só poderia recair sobre o duque.
 
A AssembléiaAssembleia Constituinte não tarda a seguir o rei e estabelece-se em Paris; mas esse duplo deslocamento não acalma os espíritos.
 
== [[Ambiguidade]] do papel de La Fayette ==
 
== {{Ver também}} ==
=== Ligações Internas ===
* [[Revolução Francesa]]
* [[Luís XVI]]
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