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==Biografia==
Foi distinta [[amazona]], [[filantropa]], [[poetisa]], [[novelista]] e [[memorialista]], e colaborou em muitos jornais e revistas, portugueses e estrangeiros, entre os quais [http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/amonarquia/amonarquia.htm ''A Monarquia''], dirigido por Astrigildo Chaves, e com início de publicação em 25 de Janeiro de 1916.<ref>"Mouzinho de Albuquerque - História e Genealogianame=", Fernando de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, Edição do Autor, 1.ª Edição, Cascais, 1971, Volume I, pp. 256–264</ref><ref">"Mouzinho de Albuquerque - História e Genealogia", Fernando de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, Edição do Autor, 1.ª Edição, Cascais, 1971, Volume I, pp. 256–264</ref>
 
Entre muitas iniciativas de benemerência, deve-se-lhe a fundação da Comissão de Iniciativa Particular de Luta contra o Cancro, que depressa se estendeu a todo o País e ao Ultramar, e foi o alicerce da [[Liga Portuguesa Contra o Cancro]]. Organizou, em 1930, o primeiro peditório nas ruas e estabelecimentos comerciais de Lisboa. Segundo o ''[[Diário de Lisboa]]'' de 14 de Outubro de 1962, ''o nome da Ex.ma Senhora Dona Mécia Mouzinho de Albuquerque ficou gravado na história da luta anticancerosa de Portugal como uma das maiores beneméritas no combate a esta gravíssima doença''.<ref>"Mouzinho de Albuquerque - História e Genealogianame=", Fernando" de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, Edição do Autor, 1.ª Edição, Cascais, 1971, Volume I, pp. 256–264</ref>
 
Quando dos primeiros anos da República, dedicou-se a auxiliar os presos monárquicos e as suas famílias, visitando-os nas prisões e prodigalizando-lhes conforto moral e amparo material, que lhe valeram a gratidão de todos os protegidos. Fundou a [[Associação de Subsídios e Rendas de Casa a Necessitados Monárquicos]].<ref>"Mouzinho de Albuquerque - História e Genealogianame=", Fernando" de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, Edição do Autor, 1.ª Edição, Cascais, 1971, Volume I, pp. 256–264</ref>
 
Muito viajada, colaborou com sua filha na organização de várias exposições e festas portuguesas na [[Suíça]].<ref>"Mouzinho de Albuquerque - História e Genealogianame=", Fernando" de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, Edição do Autor, 1.ª Edição, Cascais, 1971, Volume I, pp. 256–264</ref>
 
Foi delegada literária, em Portugal, da Societé des Gens de Lettres, de [[Paris]], que na sessão em sua honra, em 1957, realizada no [[Grémio Literário de Lisboa]], lhe concedeu a Medalha e Diploma de Honra. Possuía também a Medalha de Vermeille do Mérito Civil e a Medalha ''Lettres, Arts et Sciences'', de [[França]].<ref>"Mouzinho de Albuquerque - História e Genealogianame=", Fernando" de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, Edição do Autor, 1.ª Edição, Cascais, 1971, Volume I, pp. 256–264</ref>
 
===Obras<ref name="Fernando" />===
===Obras<ref>"Mouzinho de Albuquerque - História e Genealogia", Fernando de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, Edição do Autor, 1.ª Edição, Cascais, 1971, Volume I, pp. 256–264</ref>===
Publicou:
* ''A Tecedeira'', poemeto, Lisboa, 1914;
* Quando faleceu tinha no prelo um livro de versos intitulado ''Ao Fim da Estrada''
 
Algumas das suas obras foram traduzidas em espanhol e francês, e mesmo em [[marata]]. Escreveu os versos do hino ''A Espada de Mouzinho'', marcha patriótica com música de Arnaldo Martins de Brito, publicado no ''Livro do Centenário de Mouzinho de Albuquerque'', em 1955. Uma das suas últimas produções poéticas foi a ''Marcha Heróis da Índia'', com música de Arnaldo Martins de Brito, e oferecida ao Governador-Geral do Estado da Índia Portuguesa, General [[Paulo Bénard Guedes|Bénard Guedes]], sendo o produto da venda destinado aos soldados em missão naquela histórica parcela do território nacional. Aquando do primeiro centenário do nascimento da Rainha Senhora Dona Amélia de Orleans e Bragança, o jornal ''O Debate'', a 25 de Setembro de 1965, evocou a vida da excelsa Soberana através do poema ''Rainha e Mártir'', da autoria de Mécia Mouzinho de Albuquerque.<ref>"Mouzinho de Albuquerque - História e Genealogianame=", Fernando" de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, Edição do Autor, 1.ª Edição, Cascais, 1971, Volume I, pp. 256–264</ref>
 
==Casamento e descendência<ref>"Mouzinho de Albuquerque - História e Genealogianame=", Fernando" de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, Edição do Autor, 1ª Edição, Cascais, 1971, Volume I, pp. 256–264</ref><ref>"Anuário da Nobreza de Portugal - 2006", António Luís Cansado de Carvalho de Matos e Silva, Dislivro Histórica, 1.ª Edição, Lisboa, 2006, Tomo III, pp.&nbsp;1272 e 1273</ref>==
Casou em Lisboa, São José, a 15 de Outubro de 1879 ou em 1887 com seu primo [[João Pereira Mouzinho de Albuquerque Cota Falcão]], de quem teve uma filha:
* [[Fernanda Pereira de Faria Mouzinho de Albuquerque]]
 
A veneranda Senhora Dona Mécia viveu longa e benemérita vida na sua casa e residência pombalina da [[Rua da Junqueira]], onde faleceu, frente à rua que a Excelentíssima Vereação do Município de Lisboa distinguiu com o seu nome, a 24 de Outubro de 1970. O descerramento da placa toponomástica foi realizado por sua filha Fernanda, com a assistência do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Engenheiro [[Fernando Augusto Santos e Castro]], e do Vice-Presidente D. Segismundo do Carmo da Câmara de Saldanha, tendo discursado o historiador e publicista Professor Dr. Francisco de Assis de Oliveira Martins.<ref>"Mouzinho de Albuquerque - História e Genealogianame=", Fernando" de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, Edição do Autor, 1.ª Edição, Cascais, 1971, Volume I, pp. 256–264</ref>
 
{{Referências}}