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Também influiu a impopularidade da rainha [[Isabel II da Espanha|Isabel]] ao se rodear na Corte de personagens pitorescos (o seu confessor o padre Claret, sor Patrocínio, monja milagreira com chagas ou estigmas, e de amigos do rei consorte [[Francisco de Assis de Bourbon|Francisco de Assis]]) e a derrota na [[Guerra Hispano-Sudamericana]].
 
A crise econômica geral acelerou o deterioro político dos moderados. O governo devia enfrentar-se acom vários grupos hostis, como os investidores, que queriam salvar o seu [[patrimônio]]; os industriais, que precisavam maior [[protecionismo]]; e os camponeses e operários, que não queriam passar [[fome]]. Frente da falta de resposta do governo ocorreram vários alçamentos violentos, entre os que está o dos Sargentos no Quartel de São Gil, que foi reduzido por [[Leopoldo O'Donnell|O'Donnell]]. Essa demonstração exagerada de força custou o emprego a O'Donnell, que foi substituído por [[Ramón María Narváez|Narváez]] e depois por [[González Bravo]], que estabeleceu uma [[ditadura]] civil na que governava por decretos, já que as [[Cortes Generales|Cortes]] permaneciam fechadas e não tinha oposição parlamentar. As forças políticas excluídas, progressistas e democratas, optaram pela conspiração ao não poder apresentar oposição legal. Neste caso, enfrentavam-se aocom o governo bem como àcom a rainha [[Isabel II de Espanha|Isabel II]]. O lema dos progressistas era "Coroa, conselheiros e apoios".
 
Com a idéia desta revolução criou-se em Agosto de [[1866]] uma plataforma anti-governo chamada o [[Pacto de Ostende]]. Num primeiro momento os assinantes do pacto foram os [[progressismo|progressistas]] e os democratas exilados, que visavam movimentar uma revolução na [[Espanha]] desde o estrangeiro para acabar com Isabel II. Uma vez conquistado o poder formariam umas Cortes constituintes que estabeleceriam a forma de governo desde então: [[monarquia]] ou [[república]]. Posteriormente unem-se ao Pacto membros da [[União Liberal]] após a morte de [[Leopoldo O'Donnell|O'Donnell]] em [[1867]], o qual representa o triunfo da revolução. Os unionistas levam consigo um grande número de altos cargos militares, como o general Serrano.
 
[[Ficheiro:Amadeo I of Spain.png|thumb|right|[[Amadeu I da Espanha]]]]
Amadeu I ocupou o trono desde Janeiro de [[1871]] até Fevereiro de [[1873]], dois escassos anos nos quais teve de enfrentar-se acom graves dificuldades desde o momento da sua coroação. Poucos dias antes da sua chegada, o seu principal valedor, Prim, fora assassinado por um anarquista; com este assassinato o novo governo da Espanha perdia à pessoa que de fato estava mediando entre as diferentes forças políticas.
 
A instabilidade política e as dissensões entre os partidos do governantes manifestaram-se nas três eleições gerais e os seis governos diferentes que houve durante este breve reinado. Além disso, existia uma oposição ao regime por parte dos [[carlista]]s, quem se levantaram em armas em [[1872]], os alfonsinos, dirigidos por Cánovas del Castillo e partidários de que o filho de Isabel II, Alfonso, fosse o rei. Também os republicanos, contrários a toda forma de monarquia, protagonizaram várias insurreições armadas em [[Andaluzia]] e Catalunha nas quais se misturaram reivindicações populares como o reparto de terras, a abolição das quintas e dos impostos de consumos, manifestando a falta de apóio entre o povo, que não aceitou o novo monarca.
* A [[Guerra dos Dez Anos]] (1868-1878) com o [[Grito de Yara]]. Os [[crioulo]]s passaram das petições de autonomia aos desejos de [[independência]]. Os fazendeiros cubanos, com o apóio dos [[Estados Unidos]], não aceitavam quer o regime político que se impôs na Espanha com a revolução de 1868 quer a abolição da [[escravidão]]. No seio do movimento independentista houve um confronto entre os ricos donos das plantações e o restante dos cubanos, partidários do fim do regime escravista.
 
* A [[Terceira Guerra Carlista]] (1872-1876), que estourara meses antes de proclamar-se a I República, recrudesceu-se. O pretendente Carlos VII, neto de Carlos Maria Isidro (V, na sucessão carlista), mobilizou cerca de 45 000 homens armados. Devolveu os ''foros'' catalães, aragoneses e valencianos ([[16 de Junho]] de [[1872]]) suprimidos por [[Filipe V da Espanha|Filipe V]] e criou um governo em Estella, embrião de um Estado carlista com [[Município]]s e Deputações, organizados segundo o regime foral, impulsionadores das línguas locais e as instituições tradicionais anteriores a 1700. A insurreição teve sucesso na Catalunha, Navarra, [[País Basco]] e pontos isolados do restante da Espanha. As tropas carlistas controlaram as zonas rurais, mas não as cidades; o estado carlista precisava ocupar uma cidade importante para criar um estado forte. O exército carlista sitiou a cidade de Bilbau, mas esta resistiu até a chegada das tropas alfonsinas. A derrota carlista ocorreu em [[1876]], uma vez que se superaram as dificuldades do período revolucionário e foi restaurada uma monarquia liberal de Afonso XII. O novo regime alfonsino armou um exército de 150 000 homens para se enfrentar acom cerca de 33 000 voluntários carlistas mal armados e organizados. As vitórias alfonsinas sucederam-se até a queda final de [[Montejurra]] e a tomada de Estella a [[16 de Fevereiro]] de 1876 pelas tropas dirigidas pelo general Primo de Rivera. O pretendente Carlos VII retirou-se para a França e pôs fim à guerra carlista. As conseqüências da derrota carlista centrariam-se na supressão dos ''fueros'' bascos (1876), criando o caldo de cultivo do qual nasceria pouco depois outro movimento político, o [[nacionalismo basco]].
 
=== República presidencialista ([[3 de Janeiro]] – [[29 de Dezembro]] [[1874]]) ===
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