Diferenças entre edições de "Lubrificação"

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==Regimes de lubrificação==
=== Lubrificação hidrodinâmica ===
A lubrificação hidrodinâmica é considerada uma das áreas mais importantes da tribologia. Este tipo de lubrificação ocorre quando duas superfícies em movimento relativo são separadas por uma película de um fluido lubrificante. O regime de lubrificação hidrodinâmica acontece quando a espessura do filme de fluido lubrificante entre as superfícies deslizantes é maior que três vezes a rugosidade combinada das duas superfícies. Geralmente existe Sua conceituação e caracterização é atribuída a três pesquisadores: Nicolai Petrov (1836-1920), Beauchamp Tower (1845-1904) e Osborn Reynolds (1842-1912). Eles perceberam que o mecanismo que existe neste tipo de lubrificação não era devido à interação mecânica de superfícies sólidas, como se acreditava na época, mas sim devido ao filme de fluido que as separava - este é o aspecto fundamental da lubrificação hidrodinâmica. Os fundamentos teóricos e experimentais foram firmemente estabelecidos num curto período de tempo, entre 1883-1886. Todavia, foi o físico britânico Osborne Reynolds (1842 - 1912) que traduziu os resultados experimentais em linguagem matemática, desenvolvendo uma equação de derivadas parciais (também chamada de equação de Reynolds em sua homenagem) que tem sido a base para a grande maioria dos desenvolvimentos nesta área, gerando um grande número de pesquisas até os dias de hoje.<ref>Duarte Junior, D. (2005). '''Tribologia, Lubrificação e Mancais de Deslizamento'''</ref>
 
=== Lubrificação elastohidrodinâmicamista ===
O regime de lubrificação mista acontece quando a espessura do filme lubrificante é entre uma e três vezes maior que a rugosidade combinada das duas superfícies. Neste caso parte da peça (mancal) opera no regime hidrodinâmico e parte no regime limítrofe ou marginal. Outro termo usado com frequência na literatura é a lubrificação Elasto Hidro Dinâmica (ou EHL em inglês). Na realidade isto não é um regime de lubrificação e sim um enfoque matemático que leva em consideração a deformação do alojamento quando as pressões são excessivamente altas e/ou o alojamento da peça (mancal) muito flexível.<ref>Duarte Junior, D. (2005). '''Tribologia, Lubrificação e Mancais de Deslizamento'''</ref>
O regime de lubrificação elastohidrodinâmica é caracterizado quando a pressão transmitida pelo fluido é elevada o suficiente para deformar elasticamente os corpos. O corpo é pressionado contra o fluido, com uma intensidade tal que causa a deformação elástica do corpo e do contracorpo. Nessas condições, a viscosidade do fluido aumenta, conforme aumenta a carga normal. Segundo Bhushan, B. (2001) <ref> BHUSHAN, B. '''Modern Tribology Handbook, Principles of Tribology'''.Unitede States: CRC press LLC.Vol. 1, 2001.</ref>, as características desse regime dependem da rugosidade da superfície, da pressão do filme fluido, da carga normal, da dureza e da rigidez das asperezas, entre outros aspectos.
 
 
===Lubrificação limítrofe ou marginal ===
É a forma mais extrema de lubrificação. Isto acontece quando a espessura do filme de fluido lubrificante entre as superfícies deslizantes é menor que a rugosidade combinada das duas superfícies. Neste caso existe contato metal/metal e a força de sustentação da carga é suportada pelo contato entre as asperezas lubrificadas. Neste caso não existe pressão hidrodinâmica, mas sim pressão devido ao contato entre as asperezas das duas superfícies. Neste caso a equação de Reynolds não é válida e deve-se usar modelos matemáticos de mecânica do contato. Este tipo de regime de lubrificação acontece devido a dois motivos: Carga excessiva ou uma baixa velocidade relativa entre as superfícies. Geralmente causa danos às superfícies e falha prematura da peça em questão.<ref>Duarte Junior, D. (2005). '''Tribologia, Lubrificação e Mancais de Deslizamento'''</ref>
 
===Lubrificação limítrofe===
É a forma mais extrema de lubrificação por filme fino em que toda a carga é suportada pelas asperezas lubrificadas (resultando em deformação plástica e desgaste) por superfícies de filme em nível molecular (ASM handbook, 1992) <ref> '''ASM Handbook of friction, lubrication, and wear technology''', ASM International the materials information company. Vol. 18, 1992.</ref>.
Outra definição, de Tabor, F. P.; Bowden, D. (1950) <ref> TABOR, F.P.; BOWDEN, D., '''The friction and lubrication of solids''' Oxford Univ. Press: Clarendon Press, Oxford.Vol 1, 1950.</ref>, diz que a lubrificação limítrofe é dada nas condições de velocidade de deslizamento baixo entre as superfícies e altas cargas (forças) associadas, ocorrendo então um rompimento da camada de óleo que separa as duas superfícies e elas passam a ser separadas apenas por filmes de lubrificante de dimensões moleculares. O atrito passa a ser influenciado pelas naturezas física da superfície e química do lubrificante, sendo que a viscosidade volumétrica do mesmo desempenha pouco ou nenhum papel no comportamento do atrito.
 
== {{Ver também}} ==
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