Diferenças entre edições de "Sexto Júlio Africano"

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{{Info/Biografia
'''Sexto Júlio Africano''' ({{lang-la|'''Sextus Julius Africanus'''}}) foi um viajante e historiador cristão do final do século II dC e início do século III dC. Ele foi uma importante influência para [[Eusébio de Cesareia|Eusébio]], em todos os [[padres da Igreja]] posteriores que escreveram sobre a história da Igreja, e em toda a escola [[grécia|grega]] de escritores de [[crônica (historiografia)|crônica]]s.
|nome_completo =Sexto Júlio Africano
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|data_nascimento =[[Século II|século II d.C.]]
|local_nascimento= [[África Proconsular]]
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'''Sexto Júlio Africano''' ({{lang-la|'''Sextus Julius Africanus'''}}) foi um viajante e historiador cristão do final do [[Século II|século II dCd.C.]] e início do [[Século III|século III dCd.C.]] Ele foi uma importante influência para [[Eusébio de Cesareia|Eusébio]], eme todos os [[padres da Igreja]] posteriores que escreveram sobre a história da [[Igreja Católica]], e em toda a escola [[grécia|grega]] de escritores de [[crônica (historiografia)|crônica]]s.
 
Seu nome indica que ele ele era um [[áfricaÁfrica (província romana)Proconsular|africano]]. [[Suidas]] o chamou de "um filósofo [[Líbia antiga|líbio]]", enquanto [[Gelzer]] o considerou como tendo ascendência romana<ref>{{citar livro|autor=Gelzer|título=Sextus Julius Africanus und die Byzantinische Chronographie| local=Leipzig|ano=1898|páginas = 4f| língua = alemão}}.</ref>. Júlio chamava a si mesmo de "nativo de [[Jerusalém]]" &ndash; que alguns estudiosos consideram ser de fato seu lugar de nascimento<ref>{{citar web|url=http://ccat.sas.upenn.edu/bmcr/2008/2008-04-43.html| publicado = Bryn Mawr Classical Review| autor=Martin Wallraff (ed.), | título = Iulius Africanus: Chronographiae. The Extant Fragments, reviewed by Hagith Sivan (Bryn Mawr Classical Review)| língua = inglês | acessodata = 24/09/2010}}</ref> &ndash; e vivia nas redondezas de [[Emaús]]. Sua crônica indica sua familiaridade com a [[topografia]] da [[Palestina]]<ref>{{citar livro|autor=Gelzer|título=Sextus Julius Africanus und die Byzantinische Chronographie| local=Leipzig|ano=1898|páginas = 10| língua = alemão}}</ref>.
 
== Vida ==
Pouco se sabe sobre a sua vida e todas as datas são incertas. Uma tradição o coloca sob o [[imperador romano]] [[Gordiano III]] (238&ndash;244), outras o mencionam sob [[Alexandre Severo]] (222&ndash;235). Ele parece ter conhecido [[Abgar VIII]], o rei cristão de [[Edessa (Mesopotâmia)|Edessa]] (176&ndash;213). Em ''[[De Viris Illustribus (Jerônimo)|De Viris Illustribus]]'', [[Jerônimo de Strídon|São Jerónimo]] afirma que ele viveu durante o imperador [[Marco Aurélio]] <ref>{{ws|"[[s:en:De Viris Illustribus#Chapter 63 (Julius the African)|De Viris Illustribus - Julius the African]]", em inglês}}</ref>.
 
Ele também pode ter servido sob [[Sétimo Severo]] &ndash; então comandante das legiões na [[Panônia]] &ndash; em [[195 dC]]. Ele esteve também numa embaixada até o imperador Alexandre Severo para pedir a restauração de Emaús, que tinha se transformado em ruínas. Sua missão teve sucesso e desde então a cidade passou a ser conhecida por ''Emaús Nicópolis''.
 
Júlio viajoviajou para a [[Grécia antiga|Grécia]], para [[Roma antiga|Roma]] e foi para [[Alexandria]] para estudar, atraído pela fama de sua [[Escola Catequética de Alexandria|escola catequética]], possivelmente por volta do ano [[215 dC]]<ref>{{citar livro|autor=Gelzer|título=Sextus Julius Africanus und die Byzantinische Chronographie| local=Leipzig|ano=1898|páginas = 11| língua = alemão}}</ref>. Ele conhecia [[língua grega|grego]] (que era a língua em que ele escrevia), [[latim]] e [[hebraico]]. Ele foiFoi um soldado e pagão, embora tenha escrito todas as suas obras como um cristão.
 
Se Júlio era um leigo ou um clérigo permanece um assunto controverso. [[Louis-Sébastien Le Nain de Tillemont|Tillemont]] argumento que pela forma como Júlio se referiu ao padre [[Orígenes]] como sendo "caro irmão" que ele deve ter sido um padre também<ref>{{citar livro|autor = Louis-Sébastien Le Nain de Tillemont|título=Mémoires pour servir à l'histoire ecclésiastique| volume = III| local = Paris| ano = 1693| páginas = 254| língua = francês}}</ref>, mas Gelzer afirma que este argumento é inconclusivo<ref>{{citar livro|autor=Gelzer|título=Sextus Julius Africanus und die Byzantinische Chronographie| local=Leipzig|ano=1898|páginas = 9| língua = alemão}}</ref>. Textos chamando-o de [[bispo]] só apareceram no século IV dC.
 
== Obras ==
Ele escreveu uma história do mundo (''Chronographiai'', em cinco livros<ref name=EUS631/>) da criação até o ano [[221 dC]], cobrindo, de acordo com os seus cálculos, 5.723 anos. Ele calculou o período entre a criação e Jesus como sendo 5.500 anos, colocando a [[Encarnação (religião)|Encarnação]] no primeiro dia do ''[[Anno Mundi]]'' 5.501 (correspondente ao dia 25 de março de 1 aCa.C.)<ref>{{citar livro|autor = Venance Grumel| título = La Chronologie| ano = 1958| língua = francês}}</ref>. Este método de contagem levou a diversas eras da criação serem utilizadas no [[Mediterrâneo]] oriental grego, e todas localizavam a criação no espaço de uma década de 5.500 aC.
 
A história, que tinha um objetivo [[apologética|apologético]], não existe mais, mas extensos trechos dela podem ser encontrados na [[Crônica (Eusébio)|Crônica]] de Eusébio, que a utilizou extensivamente quando compilou as primeiras listas episcopais. Também há fragmentos em [[Jorge Sincelo]], [[Georgio Kedreno]] e no ''[[Chronicum Alexandrinum]]''. Eusébio ([[História Eclesiástica (Eusébio)|História Eclesiástica]], I.7<ref>{{citar livro|nome=[[Eusébio de Cesaréia]]|título=História Eclesiástica| url=http://www.newadvent.org/fathers/250101.htm|volume =I|capítulo=7|subtítulo=The Alleged Discrepancy in the Gospels in regard to the Genealogy of Christ.|língua=inglês}}</ref>; VI.31<ref name=EUS631>{{citar livro|nome=[[Eusébio de Cesaréia]]|título=História Eclesiástica|url=http://www.newadvent.org/fathers/250106.htm|volume = VI|capítulo=31|subtítulo=Africanus.|língua=inglês}}</ref>) preservou alguns trechos de um carta dele para um Aristides, reconciliando aparentes discrepâncias na genealogia de Cristo entre [[Marcos (evangelista)|Marcos]] e [[Lucas (evangelista)|Lucas]] através de uma referência à [[lei judaica]] do [[levirato]], que compelia um homem a casar com a viúva de seu irmão falecido, se este morresse sem um descendente masculino. Sua carta à Orígenes afirmando que a história de [[Susana (Livro de Daniel)|Susana]] no [[Livro de Daniel]] seria [[:wikt:espúrio|espúria]] e fictícia e a resposta de Orígenes sobreviveram.
 
{{Referências}}
 
== Bibliografia ==
* {{citar livro| autor =WALLRAFF, M.; WallraffMECELLA, L. Mecella (hg)| título = Die Kestoi des Julius Africanus und ihre Überlieferung| local = Berlin und New York|editora = de Gruyter| ano = 2009| páginas = 395 S| língua = alemão}}
* {{citar periódico| autor =HABAS, E. Habas (Rubin)| título = The Jewish Origin of Julius Africanus| jornal = JJS| número = 45| ano = 1994| páginas = 86-91| língua = inglês}}
 
== {{Ligações externas}} ==
* {{1913CE|Julius Africanus}}
* {{Wikisource1911Enc Citation|Africanus, Sextus Julius}}
* {{citar web| autor = H. Gelzer| título = Sextus Julius Africanus und die Byzantinische Chronographie| local = Leipzig| ano = 1898| url = http://www.archive.org/details/sextusjuliusafr03gelzgoog| publicado = Internet Archive| acessodata = 24/09/2010| língua = alemão}}
 
== Bibliografia ==
* {{citar livro| autor = M. Wallraff, L. Mecella (hg)| título = Die Kestoi des Julius Africanus und ihre Überlieferung| local = Berlin und New York|editora = de Gruyter| ano = 2009| páginas = 395 S| língua = alemão}}
* {{citar periódico| autor = E. Habas (Rubin)| título = The Jewish Origin of Julius Africanus| jornal = JJS| número = 45| ano = 1994| páginas = 86-91| língua = inglês}}
 
{{DEFAULTSORT:Africanus, Sextus Julius}}
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