Diferenças entre edições de "Luis de Góngora y Argote"

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Para além desse exacerbado culto estético, num processo a que [[Dámaso Alonso]], um dos seus principais estudiosos, chamou ''elusões'' e ''alusões'', convertia cada um dos seus poemas, com particular destaque para os da sua fase mais tardia, num obscuro exercício para mentes despertas e eruditas, como uma espécie de adivinha ou desafio intelectual destinado a causar prazer na sua decifração.
 
Estes eram os traços mais marcantes da estética barroca de Góngora, a que depois em sua honra se chamou ''gongorismo'' . Deste ''gongorismo[[Gongorismo]]'' nasceu o hoje depreciativo epíteto de ''gongórico'' por vezes aplicado à linguagem prolixa e convoluta. Outra designação dada ao estilo cultivado por Góngora foi a de ''[[culteranismo]]'', inicialmente considerada pejorativa por analogia com a palavra ''luteranismo'', já que os adversários de Góngora, que cunharam o termo, consideravam os poetas ''culteranos'' como os hereges da poesia.
 
A crítica, desde [[Marcelino Menéndez Pelayo]], tem distinguido tradicionalmente duas épocas, ou dois estilos ou maneirismos, na obra de Góngora: o ''príncipe da luz'', que corresponderia à sua primeira etapa como poeta, quando compôs romances e poemetos unanimemente louvados desde época Neoclássica; e o ''príncipe das trevas'', quando a partir de [[1610]] compõe a ode ''A la toma de Larache'' e passa a produzir poemas obscuros e ininteligíveis. Até à época romântica esta parte final da sua obra foi duramente criticada e incluso censurada.
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