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O termo é mais freqüentemente utilizado em referência à redução geral de tensão entre a [[União Soviética]] e os [[Estados Unidos da América]] durante a [[Guerra Fria]], ocorrido no final da [[década de 1960]] (após a [[Crise dos mísseis de Cuba]]) até o início dos [[década de 1980|anos 1980]]. A ''détente'' avançou paulatinamente até os Encontros de Cúpula de [[Encontro de Cúpula de Reykjavík|Reykjavík]], em [[1986]], e de [[Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário|Washington]] (''Intermediate-Range Nuclear Forces Treaty''), em ([[1987]]), quando [[Ronald Reagan]] e [[Gorbatchev]] assinaram o fim da Guerra Fria. Há, todavia, quem defenda que a Guerra Fria continuou ''de facto'' até o colapso e conseqüente dissolução da URSS em [[1991]].
 
== Histórico ==
 
Durante a década de 1970, nas administrações de [[Richard Nixon|Nixon]] e [[Gerald Ford|Ford]], nos EUA, e de [[Brejnev|Brezhnev]] na URSS, a Guerra Fria sofreu grandes modificações com a implementação da détente pelas duas potências. A URSS buscava mostrar ao público a nova política de coexistência pacífica, com o fim da corrida armamentista era uma coisa positiva, bem como tentavam se vangloriar por isso.<ref>https://docs.google.com/open?id=0B5YvPrLYuLt-eUphSmlDVnJXdUk</ref> Cumpre destacar que essa foi uma política adotava pelas nações aos fins da década de 60 com medo de uma guerra nuclear, que dado o poderio armamentista de ambas as potências, teria consequências ainda mais desastrosas que as guerras anteriores.
 
As principais motivações para a détente, conforme mencionado acima, era o medo do desencadeamento de mais uma guerra, pois o poder militar da URSS não era mais inferior àquele detido pelos EUA. Ainda, com essa nova política, desejavam expandir o comércio entre as nações, bem como reduzir a capacidade nuclear, buscando a suficiência, por parte dos EUA. Cumpre destacar que a détente, apesar da tentativas dos governos de mostrar o contrário, não foi livre de críticas, principalmente pelo Congresso e população estadunidense, que acreditavam que grande parte os atos decorrentes da détente, como o SALT, e os tratados de [[Helsinque]] favoreciam a URSS em detrimento dos EUA, entendimento esse compartilhado também pelo escritor soviético exilado Solzhenitsyn,<ref>https://docs.google.com/open?id=0B5YvPrLYuLt-UWRJTGlQSnJjeE0</ref> que alertava os EUA sobre os perigos da détente indicando que o desconhecimento dos EUA a respeito do regime soviético é produto da distância, da falta de informação, da estreiteza dos pontos de vista e das interpretações tendenciosas dos observadores e comentaristas. A população temia a política de détente tanto por temer o avanço nuclear da URSS e também por significar um afastamento dos EUA sobre a violação dos direitos humanos que ocorria no governo soviético (manifestação evidente após a assinatura dos acordos de Helsinki).
 
Dentre os motivos que levaram ao fracasso da détente, pode-se mencionar a insatisfação popular dos americanos, das questões pessoais, principalmente do presidente Nixon, que se isolava na tomada de decisões com o secretário Kissinger, sofrendo diversas críticas dos demais membros da administração e deixando de se aproveitar de seu conhecimento. Por outro lado, à época, tiveram conflitos internacionais que alarmaram a situação entre os países, como a [[guerra do Vietnã]], a imigração de judeus para os EUA e as guerras travadas entre [[Síria]], [[Egito]] e [[Israel]], que contavam com o apoio de cada um dos lados e frequentes ameaças de uma potência para outra. Por fim, teve-se os conflitos com o Congresso americano, que acreditando que os acordos e medidas tomados no âmbito da détente era unilaterais e favoreciam apenas os EUA, dessa forma, propuseram várias emendas e restrições que não agradaram a URSS, conforme notícia de 15/01/75.<ref>https://docs.google.com/open?id=0B5YvPrLYuLt-V3lzRFpyVjZZRzA</ref> Ainda, membros da administração, como o secretário de Defesa James Schlesinger, advertiu o congresso em 75 que reduções unilaterais do poderio norte-americano não eram positivas para a détente, e que apesar desta, ainda existiam inúmeras divergências entre os EUA e a URSS, decorrente de seus sistemas sociais e objetivos políticos econômicos, de forma que períodos de cooperação iriam inevitavelmente se intercalar com períodos de contestação, como de fato ocorreu, e os EUA deveriam estar preparados para isso.<ref>https://docs.google.com/open?id=0B5YvPrLYuLt-OUk1dGtJMzNud3c</ref>
De forma geral, apesar das tentativas das duas potências de manter uma coexistência pacífica, inúmeras divergências ideológicas, políticas e econômicas manifestadas em atitudes pessoas, domésticas e internacionais refletiram a impossibilidade dessa política longo prazo, refletida principalmente em conflitos internacionais nos quais havia ameaças de ambos os lados e nas manifestações domésticas que contrariavam essa política.
 
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{{Guerra Fria}}