Diferenças entre edições de "São João Marcos"

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Criada em [[1733]], São João Marcos atingiu o auge da prosperidade no século seguinte, com a expansão da cultura [[café|cafeeira]] no estado do Rio de Janeiro. O padrão de vida elevado e os recursos investidos em educação, cultura e bem-estar justificavam a adoção do termo "barão" para designar os refinados latifundiários fluminenses, em oposição aos "coronéis", como eram chamados os fazendeiros do resto do país (poderosos porém truculentos, sem polimento social).
 
Uma das maiores cidades fluminenses do [[século XIX]], com mais de 20 000 habitantes, terra natal do ministro e acadêmico da [[Academia Brasileira de Letras]] [[Ataulfo de Paiva]] e do ex-prefeito da cidade do [[Rio de Janeiro]], [[Pereira Passos]], a então riquíssima São João Marcos, anteriormente conhecida como '''Vila de São João Marcos do Príncipe''', era um dos principais núcleos produtivos do país - 2 000 000 de [[arroba]]s de café por ano - e estava numa posição geográfica privilegiada: no centro da área produtora, na confluência de grandes rios, próximo à capital imperial (município da Corte) e com ligação direta e calçada com o mar via [[Mangaratiba]]. Estas vantagens, paradoxalmente, colaboraram para a tragédia da cidade.
 
Artistas de óperas e músicos conhecidos eram trazidos do exterior para se apresentarem nos diversos teatros da sociedade local; as muitas famílias abastadas contratavam governantas estrangeiras e professores particulares (preceptores) para educação privada de suas crianças; bibliotecas inteiras e instrumentos musicais chegavam em carroças e em lombos de mula; arquitetos e mestres de obras famosos eram chamados para erguerem novas casas e prédios públicos.
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