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A destruição do Segundo Templo, no ano de 70, levaria os cristãos a "duvidar da eficácia da lei antiga"; no entanto, [[Marcião de Sinope]], que defendia rejeitar a totalidade da influência judaica sobre a fé cristã, seria excomungado pela Igreja de Roma em 144.
 
===Polêmica antijudaica===
Obras antijudaicas deste período incluem ''De Adversus Iudeaos'' por [[Tertuliano]], ''Octavius'' por [[Marcus Minucius Felix]], ''De Catholicae Ecclesiae Unitate'' por [[Cipriano de Cartago]], e ''Instructiones Adversus Gentium Deos'' por [[Lactâncio]]. A hipótese tradicional sustenta que o antijudaísmo destes primeiros pais da Igreja foi herdado da tradição cristã da [[exegese]] bíblica, embora uma segunda hipótese sustenta que o antijudaísmo dos primeiros cristãos foi herdado do mundo pagão.
 
 
Embora o imperador Adriano tenha sido um "inimigo da sinagoga", o reinado de [[Antonino Pio]] começou um período de benevolência romana para a fé judaica. Enquanto isso, a hostilidade ao cristianismo continuou a se cristalizar: após [[Décio]], o império estava em guerra com esta crença. Uma relação desigual de poder entre judeus e cristãos, no contexto do mundo greco-romano, "gerou sentimentos antijudaicos entre os primeiros cristãos." Sentimentos de ódio mútuo surgiram, em parte devido à legalidade do judaísmo no Império Romano; em Antioquia, onde a rivalidade era mais amarga, foram mais provavelmente os judeus que exigiram a execução de [[Policarpo de Esmirna]].
 
===De Constantino até o século 8===
 
Quando [[Constantino]] e [[Licínio]] emitiram o [[Édito de Milão]], a influência do judaísmo estava desaparecendo na terra de Israel em favor do cristianismo, mas se ampliando fora do Império Romano, na Babilônia. Até o século III as heresias judaizantes estavam quase extintas no cristianismo. O [[Concílio de Nicéia]] proibiu a celebração da Páscoa entre os cristãos.
 
Após derrotar Licínio, em 323 dC, Constantino mostrou clara preferência política pelos cristãos. Ele reprimiu o proselitismo judaico, e proibiu os judeus de circuncidar seus escravos. Os judeus foram impedidos de entrar em Jerusalém, exceto no Tisha B'Av (dia do aniversário da destruição do Segundo Templo) e somente depois de pagar um imposto especial (provavelmente o Fiscus Judaicus) em prata. Ele também promulgou uma lei que condenava à morte na fogueira os judeus que perseguiram seus apóstatas por apedrejamento. O cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano (ver cristandade ). "Mal se armou, [a Igreja] esqueceu seus mais elementares princípios e dirigiu seu braço secular contra os seus inimigos".
 
A partir de meados do século 5, o uso da apologética cessou com [[Cirilo de Alexandria]]. Esta forma de antijudaísmo tinha se provado fútil e muitas vezes servira para fortalecer a fé judaica. Com o cristianismo ascendente no Império, "os Padres, bispos, e sacerdotes que tinham de lutar contra os judeus trataram-nos muito mal". Hosius na Espanha; Papa Silvestre I; Eusébio de Cesaréia; os chamaram de uma seita perversa, perigosa e criminosa." Embora Gregório de Nissa meramente acusa os judeus como infiéis, outros professores são mais veementes. Santo Agostinho rotulou os talmudistas de falsificadores; Santo Ambrósio reciclou um antigo ataque anti-cristão e acusou os judeus de desprezar o direito romano. [[São Gerônimo Jerónimo de Strídon]] afirmava que os judeus eram possuídos por um espírito impuro. [[São Cirilo de Jerusalém]] afirmou que os patriarcas judeus, ou Nasi, eram uma raça inferior.
 
==Comparação com o anti-semitismo==
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