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|atual = [[Libia]]
}}
A região costeira da atual [[Líbia]] foi governada pelo [[Império Otomano]] entre [[1551]] a [[1911]]; a partir de [[1864]] como o '''Vilaiete de Tripolitânia''' (em [[turco otomano]]: ولايت طرابلس غرب ''Vilâyet - i Trâblus Gârp''). Foi também conhecido como o '''Reino de Tripoli''', mesmo que não fosse tecnicamente um reino, mas uma província otomana governada por [[paxá]]s (governadores), como a [[dinastia Karamanli]] de [[1711]] a [[1835]] que governaram a província como monarcas hereditários ''de facto''.
 
Em [[1517]], os [[otomano]]s conquistaram a [[Cirenaica]]. Em [[1551]], [[Solimão I, o Magnífico]], incorporou a região da Tripolitânia ao [[Império Otomano]]<ref name = gdm>[http://www.guiadelmundo.org.uy/cd/ Guia del Mundo 2007], acessado em 24 de abril de 2011</ref> <ref name = emc384>Enciclopédia do Mundo Contemporâneo, 3ª Ed. rev e atualizada - São Paulo Publifolha, Rio de Janeiro: Editora Terceiro Milênio, 2002, p 384</ref>, estabelecendo o poder central em [[Trípoli]]. A autoridade do regime turco da [[Porta Sublime]], entretanto, mal passava da região para além da costa.
Além do território principal de [[Tripolitânia]], [[Barca]] foi também considerado parte do reino de Trípoli, porque era ''de facto'' governada pelo [[paxá de Trípoli]].<ref>Thomas Salmon, ''Modern history or the present state of all nations'', vol. 3, 1746, [http://books.google.com/books?id=6rI-AAAAcAAJ&pg=PA84&dq=%22Kingdom+of+Tripoli%22&hl=en&ei=lLmITe7-G4fpOcew7aAO&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CCwQ6AEwAQ#v=onepage&q=%22Kingdom%20of%20Tripoli%22&f=false p. 84]. Archibald Bower et al., ''An universal history: from the earliest accounts to the present time'', 1760, vol. 18, [http://books.google.com/books?id=fIIEAAAAYAAJ&pg=PA479&dq=%22Kingdom+of+Tripoli%22+Barca&hl=en&ei=W7qITbCjKJCcOrv1yfYN&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CDUQ6AEwAQ#v=onepage&q=%22Kingdom%20of%20Tripoli%22%20Barca&f=false p. 479].</ref>
 
Em [[1553]] os cristãos foram expulsos por [[corsário]]s turcos de [[Argel]], agindo em nome do [[Império Otomano]].
Os cristãos haviam sido expulsos em [[1553]] por [[corsário]]s turcos de [[Argel]], agindo em nome do Império Otomano. [[Istambul]] manteria a soberania sobre a área de forma quase nominal quando em [[1711]], [[Ahmed Karamanli]] tomou o poder e fundou a dinastia Karamanli, que durou até [[1830]], quando o Império Otomano tomou o controle direto sobre o denominado paxalato de Tripoli. Em [[1912]], quando o [[Egito]], a [[Tunísia]] e a [[Argélia]] já estavam sob o controle da [[Grã-Bretanha]] ou da [[França]], e o Império Otomano estava muito ocupado com as [[Guerras dos Balcãs]], a [[Itália]] [[Guerra Ítalo-Turca|obteve o controle do território líbio]].
 
Até [[1711]] [[Ahmed Karamanli]] tomou o poder em [[Trípoli]] e fundou a dinastia [[Karamanli]], que passou a exercer um maior controle sobre as regiões de [[Fezã]] (ou [[Fezânia]]), [[Cirenaica]] e [[Tripolitânia]]. Essa dinastia exerceu o poder sobre a região ainda subordinada, mas com grande autonomia em relação ao [[Império Otomano|Domínio Otomano]]. A região servia de base para [[corsário|corsários]], o que motivou inclusive uma [[Intervenções_norte-americanas|intervenção norte-americana]], a primeira [[Guerra Berbere]] ocorreu entre [[1801]] e [[1805]].
 
Em [[1835]] o Império Otomano retomou o controle direto sobre o denominado paxalato de Tripoli.
 
Em meados do Século XIX, a confraria [[Islamismo|muçulmana]] dos [[sanusis]] passou a exercer um domínio sobre os territórios da [[Cirenaica]] e de [[Fezã]] (interior do país).
 
A região costeira da atual [[Líbia]] foi governada pelo [[Império Otomano]] entre [[1551]] a [[1911]]; a partir de [[1864]] comofoi estabelecido o '''Vilaiete de Tripolitânia''' (em [[turco otomano]]: ولايت طرابلس غرب ''Vilâyet - i Trâblus Gârp''). Foi, também conhecido como o '''Reino de Tripoli''', mesmo que tecnicamente não fosseera tecnicamentepropriamente um [[monarquia|reino]], mas uma província otomana governada por [[paxá]]s (governadores), comocom apederes semelhantes àqueles exercidos pela [[dinastia Karamanli]] deentre [[1711]] a [[1835]] que governaram a província como monarcas hereditários ''de facto''.
 
Além do território principal de [[Tripolitânia]], [[Cirenaica|Barca]] foi também considerado parte do reino de Trípoli, porque era ''de facto'' governada pelo [[paxá de Trípoli]].<ref>Thomas Salmon, ''Modern history or the present state of all nations'', vol. 3, 1746, [http://books.google.com/books?id=6rI-AAAAcAAJ&pg=PA84&dq=%22Kingdom+of+Tripoli%22&hl=en&ei=lLmITe7-G4fpOcew7aAO&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CCwQ6AEwAQ#v=onepage&q=%22Kingdom%20of%20Tripoli%22&f=false p. 84]. Archibald Bower et al., ''An universal history: from the earliest accounts to the present time'', 1760, vol. 18, [http://books.google.com/books?id=fIIEAAAAYAAJ&pg=PA479&dq=%22Kingdom+of+Tripoli%22+Barca&hl=en&ei=W7qITbCjKJCcOrv1yfYN&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CDUQ6AEwAQ#v=onepage&q=%22Kingdom%20of%20Tripoli%22%20Barca&f=false p. 479].</ref>
 
Os cristãos haviam sido expulsos em [[1553]] por [[corsário]]s turcos de [[Argel]], agindo em nome do Império Otomano. [[Istambul]] manteria a soberania sobre a área de forma quase nominal quando em [[1711]], [[Ahmed Karamanli]] tomou o poder e fundou a dinastia Karamanli, que durou até [[1830]], quando o Império Otomano tomou o controle direto sobre o denominado paxalato de Tripoli. Em [[1912]], quando o [[Egito]], a [[Tunísia]] e a [[Argélia]] já estavam sob o controle da [[Grã-Bretanha]] ou da [[França]], e o [[Império Otomano]] estava muito ocupado com as [[Guerras dos Balcãs]], a [[Itália]] [[Guerra Ítalo-Turca|obteve o controle do território líbio]].
 
[[Ficheiro:Libia regiones.PNG|thumb|left|Regiões da Líbia.]]
 
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