Diferenças entre edições de "Karim Aïnouz"

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Selecionado para a mostra "Un Certain Regard" do Festival de Cannes, "Madame Satã" foge aos rótulos da cinebiografia clássica e do "filme de época" ao operar um recorte muito específico na vida de seu personagem central e estabelecer laços entre sua trajetória sui generis com os dias de hoje.
 
Numa análise notável do desfecho de "Madame Satã", Ismail Xavier<ref>{{citar web | autor=Xavier, Ismail | titulo=Ismail Xavier fala sobre o cinema de Karim Aïnouz | data=13 de Junho de 2010 | url=http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/749503-ismail-xavier-fala-sobre-o-cinema-de-karim-ainouz.shtml | acessodata=03 de Janeiro de 2013 }}</ref> vê a afirmação da autoestima de uma figura potente em seu confronto com a repressão sexual, racial. "Este gesto de reinventar-se", prossegue Ismail, "fez de 'Madame Satã' um exemplo dessa alternativa ao ressentimento, impotência, auto-envenenamento" que o crítico vê no cinema brasileiro contemporâneo.
 
Seu longa-metragem seguinte partiu de um "fait divers" lido num jornal, sobre uma garota que rifou seu corpo para sair de sua cidade. Em 2004, morando em Berlim como bolsista do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), Karim decidiu escrever o roteiro de "O Céu de Suely". Para a produção, o projeto ganhou apoio do World Cinema Fund.
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