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De fortes convicções políticas, opositor declarado ao [[Estado Novo (Portugal)|Estado Novo]] de Salazar – e por isso excluído das encomendas oficiais de maior estatuto –, Cassiano Branco irá realizar uma vasta obra para clientes privados. Também o seu feitio, difícil e exigente, ditará o abandono prematuro de diversos projetos de grande dimensão, por divergências com clientes ou construtores. Embora terminados por mão alheia, a sua autoria permanece claramente identificável nos cinemas Éden e Império, em Lisboa e, mais ainda, no Coliseu do Porto.<ref>A.A.V.V. – '''Cassiano Branco, uma obra para o futuro'''. Lisboa: Edições Asa, 1991</ref>
 
Embora a vários níveis um resistente, Cassiano Branco não foi totalmente alheio ao estilo oficial do Estado Novo (vulgarmente apelidado [[Português Suave]] <ref>Fernandes, José Manuel – Português Suave: Arquiteturas do Estado Novo. Lisboa: IPPAR, Departamento de Estudos, 2003. ISBN 972-8736-26-6</ref>), que se afirmou a partir do final da década de 1930. Uma obra à qual se dedicou longamente foi o Portugal dos Pequenitos, Coimbra (1937-1962), onde evocou edifícios e tipologias arquitetónicas, numa síntese historiográfica do país à escala das crianças. Também o Grande Hotel do Luso (1940) ou o edifício da Praça de Londres (1951) revelam uma aproximação ao idioma tradicionalista então dominante.<ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 20, 21.</ref><ref>[[José Augusto França|França, Jose Augusto]], José Augusto – '''A arte em Portugal no século XX''' [1974]. Lisboa: Livraria Bertrand, 1991, p. 234</ref>
 
Em [[1958]], apoiou a candidatura do general [[Humberto Delgado]] à Presidência da República, tendo então sido detido pela [[PIDE]].<ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 92.</ref>
 
Faleceu em Lisboa, no dia 24 de Abril de 1970, com 72 anos.