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|legenda =
|nome_completo = Cassiano Viriato Branco
|outros_nomes =
|nascimento_data = {{dni|13|08|1897|SI}}
|nascimento_local = [[Lisboa]]
|morte_data = {{morte|24|4|1970|13|08|1897|lang=PT}}
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'''Cassiano Viriato Branco''' ([[Lisboa]], 13 de Agosto de 1897 — [[Lisboa]], {{morte |24|4| de Abril de 1970||8|1897|lang=PT}}) foi um [[arquitecto|arquiteto]] [[modernista]] [[Portugal|português]]. É um dos mais importantes arquitetos da primeira metade do Século XX em Portugal.
 
Vivendo acima de tudo da encomenda privada, a sua obra, vasta e multifacetada, inclui projetos visionários nunca realizados e obras de referência da primeira modernidade nacional. A par de um grupo notável a que pertenceram [[José Cottinelli Telmo|Cottinelli Telmo]], [[Carlos João Chambers Ramos|Carlos Ramos]], [[Luís Cristino da Silva|Cristino da Silva]] e [[Jorge Segurado]], Cassiano Branco protagonizou a viragem modernista da arquitetura portuguesa.
 
== Biografia / Obra ==
Cassiano Branco nasceu em Lisboa, na Rua do Telhal, 51, em Agosto de 1897;. foiFoi o único filho de Maria de Assunção Viriato e Cassiano José Branco, pequeno industrial de [[Alcácer do Sal]]. Frequentou a escola primária, hoje desaparecida, que entãose localizadalocalizava entre a Calçada da Gloria e as Escadinhas do Duque, ondeLisboa; aí conheceu [[Ávila do Amaral]], futuro engenheiro e seu colaborador.<ref>A.A.V.V. – Cassiano Branco, uma obra para o futuro. Lisboa: Edições Asa, 1991, p. 14-16.</ref><ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 12. ISBN 978-989-554-893-4</ref>
 
Inscreve-se na [[Escola de Belas -Artes de Lisboa]] em 1912 mas interrompe o curso dois anos mais tarde, insatisfeito com o ensino praticado. Frequenta o ensino Técnico-Industrial. Em paralelo com a frequência das aulas trabalha na gestão de uma pequena fábrica (com o pai) e, mais tarde, num Banco. Casa-se com Maria Elisa Soares Branco em 1917 e; no ano seguinte nasce a sua única filha.<ref>A.A.V.V. – '''Cassiano Branco, uma obra para o futuro'''. Lisboa: Edições Asa, 1991</ref>
 
Em[[File:Hotel 1919Vitoria concluiCassiano Branco 00093.jpg|thumb|Hotel Vitória, Lisba]]Conclui o ensino Técnico-Industrial; em 1919. Nesse ano viaja até Paris e Bruxelas. Em 1921 visita Amsterdão e reingressa na Escola de Belas-Artes, terminando(termina o curso de arquitetura emno ano letivo de 1926-1927). Entretanto visitaVisita a [[Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas]], Paris (1925), contactando com as linguagens da vanguarda da época;. entraEntra para a Maçonaria (1926);, viaja até Paris, Espanha e Inglaterra (1926). Empenha-se nas suas primeiras propostas; eprojeta projetos, nomeadamente paranomeadame as instalações da Câmara Municipal da [[Sertã]] (1925-27). Em 1928 realiza1928realiza o projeto do stand de automóveis Rios de Oliveira, [[Avenida da Liberdade]], Lisboa, onde começa a ser percetívelrevelar-se a identidade da sua arquitetura.<ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 12.</ref>
 
InfluenciadoA por exemplos marcantesinfluência da Art Déco e do modernismo europeu, torna-se determinante a partir do início da década de 1930; Cassiano Branco empenha-se em projetos visionários, formalmente avançados, para a [[Costa da Caparica]] e para uma hipotética Cidade do Filme Português, [[Cascais]]; realiza diversos estudos para o [[Éden Teatro|Cineteatro Éden]], Lisboa; projeta o Hotel Vitória e o Coliseu do Porto; projeta um conjunto de notáveis edifícios de habitação que irão servir de modelo para muitos prédios da década de 1930 (em alguns casos o mimetismo é tal que se torna difícil distinguir as suas obras das dos seus imitadores).<ref>Gomes, Paulo Varela – O fazedor de cidade. In: A.A.V.V. – Cassiano Branco, uma obra para o futuro. Lisboa: Edições Asa, 1991, p. 110</ref> <ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 20, 21.</ref>
 
De fortes convicções políticas, opositor declarado aodo [[Estado Novo (Portugal)|Estado Novo]] de [[Salazar]], Cassiano e porBranco issofica excluído das encomendas oficiais de maior estatuto –,e Cassianovisibilidade. BrancoParticipa iráde realizarforma umadiscreta vastana Exposição do Mundo Português (1940) e realiza projetos para barragens, mas o grosso da sua obra será para clientesuma clientela privadosprivada. Também o seu feitio, difícil e exigente, ditará o abandono prematuro de diversos projetosempreendimentos de grande dimensão, por divergências com clientes ou construtores.; Emboraapesar de terem sido terminados por mão alheia, a sua autoria permanece claramente identificável nos cinemas lisboetas Éden e Império, emabandonados Lisboadurante eo projeto, e mais ainda, no Coliseu do Porto, de que se afastou já em fase de construção, a sua autoria permanece claramente identificável (nas publicações de referência todos estes edifícios lhe são atribuídos).<ref>A.A.V.V. – '''Cassiano Branco, uma obra para o futuro'''. Lisboa: Edições Asa, 1991</ref>
 
Embora a vários níveis um resistente, Cassiano Branco não foi totalmente alheio ao estilo oficial do Estado Novo (vulgarmente apelidado [[Português Suave]]<ref>Fernandes, José Manuel – Português Suave: Arquiteturas do Estado Novo. Lisboa: IPPAR, Departamento de Estudos, 2003. ISBN 972-8736-26-6</ref>), que sedominou o panorama arquitetónico afirmounacional a partir do final da década de 1930. Uma obra à qual se dedicou longamente foi o [[Portugal dos Pequenitos]], Coimbra (1937-1962), onde evocou edifícios e tipologias arquitetónicas nacionais, numa síntese historiográfica do país à escala das crianças. Também o Grande Hotel do Luso (1940) ou o edifício da Praça de Londres (1951) revelam uma aproximação ao idioma tradicionalista então dominante.<ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 20, 21.</ref><ref>[[José Augusto França|França, Jose Augusto]], José Augusto – '''A arte em Portugal no século XX''' [1974]. Lisboa: Livraria Bertrand, 1991, p. 234</ref>
 
Em 1958 apoiou a candidatura do general [[Humberto Delgado]] à Presidência da República, tendo sido detido pela [[PIDE]].<ref>Bártolo, José – '''Cassiano Branco'''. Vila do Conde: Quidnovi, 2011, p. 92.</ref>
*1933-36 – Diversos prédios e moradias em Lisboa (Av. Álvares Cabral; Av. António José de Almeida, nº 10, 14, 16, 24; etc.).
*1934 – Hotel Vitória, Avenida da Liberdade, Lisboa (atual Centro de Trabalho "Vitória", PCP).
*1937 – Barragem do Rio Ponsul, Idanha-a-Nova; | Barragem do Vale do Gaio, Estremadura | Prédios na Av. Defensores de Chaves e, na Rua Nova de S. Mamede, | Início dos planos do Portugal dos Pequeninosetc.
*1937-62 – Portugal dos Pequenitos, Coimbra.
*1938 – Projeto do Grande Hotel do Luso.
*1939 – Coliseu do Porto, Rua Passos Manuel, Porto.
File:Praça de Londres Cassiano Branco 6830.jpg|Praça de Londres, Lisboa
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==== InstitutoPortugal dodos VinhoPequenitos ====
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File:Coimbra pp (17).JPG
File:Coimbra pp (23).JPG
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==== Coliseu do Porto ====
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File:Coliseu do Porto3.jpg
File:Santo Ildefonso-Coliseu do Porto.jpg
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==== Junta Nacional do Vinho ====
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File:Instituto da Vinha e do Vinho Cassiano Branco 09988.jpg
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==Ligações externas==
*[http://www.rtp.pt/programa/tv/p12897 Vida e Obra de Cassiano Branco] Documentário da [[Rádio e Televisão de Portugal]].