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{{Info/Santos
|nome =São Gregório de Elvira
|data_nascimento =Século IV dC
|local_nascimento =
|data_morte =[[circa|c.]] 392 dC
|local_morte =
|dia_consagrado =[[24 de abril]]
|autor_passagem =}}
 
'''Gregório de Elvira''', ou '''Gregorio Bæticus''', morto em [[circa|ca.]] 392 dC, foi um [[bispo]] de [[Elvira (cidade)|Elvira]], na [[província romana]] de [[Baetica]], atual [[Espanha]], de onde ele derivou seu sobrenome.
 
== Vida ==
[[Ficheiro:Granada puerta de elvira.jpg|thumb|esquerda|220px|Porta de Elvira, na cidade de [[Granada (Espanha)|Granada]] (então chamada Elvira), sé de Gregório]]
Gregório aparece pela primeira vez no registro histórico como [[bispo de Elvira]] (''Illiberis'') em 375 dC, mencionado na obra [[luciferiano|luciferiana]] ''Libellus precum ad Imperatores''<ref>{{citar livro|autor=[[Migne]]|título=[[Patrologia Latina]]|volume = XIII|páginas = 89 seguintes| língua = inglês}}</ref> como um defensor do [[Credo de Niceia]], após o bispo [[Ósio de Córdoba]] ter dado consentimento no [[Concílio de Sirmium]] para a segunda formulação da doutrina no ano de 357 dC. Ele se mostrou, de toda forma, um ardente oponente do [[Arianismo]], defendendo o credo de Niceia no [[Concílio de Rimini]] e recusando-se a entrar num intercurso eclesiástico com os bispos arianos Ursácio e Valente. Ele assumiu, na verdade, uma posição extrema, assim como o bispo [[Lúcifer de Cagliari]], que seria ilegal promover bispos ou padres que, a qualquer tempo, tenham sido associados com o arianismo, ou ter qualquer comunhão religiosa com eles.
Este partido luciferianista encontrou aderentes na Espanha e, quando Lúcifer morreu (em 370 ou 371 dC), Gregório de Elvira se tornou o líder e a face do movimento. Ou, ao menos, é o que está mencionado no ''Libellus precum'', e também na crónica de [[Jerônimo de Strídon|São Jerônimo]]<ref>{{citar livro|autor=[[Migne]]|título=[[Patrologia Latina]]|volume = XXVII|páginas = 659 seguintes| língua = inglês}}</ref>. Porém, o progresso feito na Espanha, de forma nenhuma pode ser entendido como "considerável".
 
Ele é venerado na Espanha como um santo, com sua festa celebrada em 24 de abril.
Gregório também encontrou tempo para investir em suas obras literárias. São Jerônimo (''[[De Viris Illustribus (Jerônimo)|De Viris Illustribus]]'', c. 105<ref>{{ws|"[[s:en:De Viris Illustribus#Chapter 105 (Gregory the bishop)|De Viris Illustribus - Gregory the bishop]]", em inglês}}</ref>) em diz que ele escreveu, até idade bem avançada, uma diversidade de tratados compostos em uma linguagem simples e ordinária (''mediocri sermone''), e produziu um excelente livro (''elegantem librum''), ''"De Fide"'' (Sobre a Fé).
 
O livro ''De Trinitate seu de Fide'' (Roma, 1575), que já foi atribuído a ele por Achilles Statius, seu primeiro editor, não saiu de suas penas, mas foi escrito na Espanha no final do século IV dC. Por outro lado, os primeiros historiadores da literatura, como Pasquier Quesnel e, mais recentemente, Morin, atribuíram-lhe o tratado ''De Fide Orthodoxa'', que é direcionado contra o arianismo e figura entre as obras de [[Ambrósio de Milão|Santo Ambrósio]]<ref>{{citar livro|autor=[[Migne]]|título=[[Patrologia Latina]]|volume = XVII|páginas = 549-568| língua = inglês}}</ref> e [[Vigílio de Tapso]]<ref>{{citar livro|autor=[[Migne]]|título=[[Patrologia Latina]]|volume = LXII|páginas = 466-468; 449-463| língua = inglês}}</ref>.
 
O mesmo pode ser dito dos primeiros sete dos doze livros ''De Trinitate'', cuja autoria já foi atribuída à Vigílio de Tapso<ref>{{citar livro|autor=[[Migne]]|título=[[Patrologia Latina]]|volume = LXII|páginas = 237-334| língua = inglês}}</ref>. Uns poucos comentaristas também procuraram provar que Gregório era o autor do tratado ''De Libris Sacarum Scripturarum'', publicado por Pierre Batiffo (Paris, 1900) como sendo o trabalho de [[Orígenes]]. Tem sido impossível assegurar a autoria em questão.
 
Há uma carta a ele de [[Eusébio de Vercelli]] preservada<ref>{{citar livro|autor=[[Migne]]|título=[[Patrologia Latina]]|volume = X|páginas = 713| língua = inglês}}</ref>. Como Jerônimo afirmou que ele ainda estava vivo em ''De Viris'', escrito em 392 dC, a suposição é que ele ainda vivia naquela data. Porém, ele não deve ter vivido muito além, pois já seria um homem muito velho.
 
{{Referências}}
 
[[Categoria:Teólogos da Antiguidade]]
[[Categoria:Santos dado RomaImpério antigaRomano]]
[[Categoria:Santos da Espanha]]
[[Categoria:Bispos de Elvira]]