Diferenças entre edições de "Cucumbi carnavalesco"

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{{Carnaval Carioca}}Desde a segunda metade do [[século XIX]] já se nota a presença, nas ruas do [[Rio de Janeiro]], de grupos de [[Cucumbi]] durante os dias de [[carnaval]]. Necessitados de autorização policial para desfilar, esses grupos, compostos basicamente de negros, se aproveitavam da liberalidade característica do período carnavalesco para conseguirem as autorizações necessárias para suas apresentações.
 
Os primeiros cucumbis a se apresentarem durante o carnaval mantinham sua [[organização]] original. Mas, pouco a pouco os encontros com os diversos grupos carnavalescos que tomavam as ruas do Rio de Janeiro acabaram inspirando novas formas de apresentações. Com isso, surgem os chamados '''Cucumbis Carnavalescos'''
 
Felipe Ferreira, em seu livro ''[[Inventando carnavais]]'' aborda o assunto e destaca alguma citações na [[imprensa]].
 
Alguns exemplos:
O [[Jornal do Commercio]] de [[14 de fevereiro]] de [[1888]] descreve a apresentação de um Cucumbi Carnavalesco do seguinte modo.
 
::: ''(...) na frente vinham alguns [[sócio|sócios]], fantasiados de [[índios]], os quais faziam manobras [[selvagem|selvagens]], deitando-se às vezes no chão para ouvir o que ia ao longe. No centro do grupo estava a [[rainha]], coberta por um grande [[manto]], cujas pontas eram seguras por dois Cucumbys. Paravam em frente aos [[jornal|jornais]], cantavam e dançavam à moda africana.'' (''Apud'' Ferreira, 2005:133)
 
A valorização (inclusive turística!) da presença dos cucumbis no carnaval carioca pode ser percebida no texto publicado no [[Jornal do Commercio]] em [[20 de junho]] de [[1892]] sobre o passeio da ''Sociedade Iniciadora Cucumbys Carnavalescos'':
::: ''(...) Por causa deles de certo nunca desaparecerá o carnaval. São constantes e sempre interessantes com os seus batuques e danças originais, já de pouco interesse para nós que estamos habituados a vê-los mas curiosas para os estrangeiros.'' (''Apud'' Ferreira, 2005:159)
 
Os cucumbis carnavalescos, com seus instrumentos de [[percussão]], seus ritmos "bárbaros", suas fantasias de índios e [[nobres ]] e seus animais vivos ou empalhados se transformarão, no início do século XX, naquilo que mais tarde seria definido como [[Cordões|cordão]].
 
==Referências==
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