Diferenças entre edições de "Zósimo"

31 bytes adicionados ,  12h18min de 6 de abril de 2013
sem resumo de edição
m (A migrar 25 interwikis, agora providenciados por Wikidata em d:q226858)
Sua obra ("História Nova"), escrita em [[língua grega|grego]], em seis "livros" (isto é, "[[rolo (manuscrito)|rolo]]s", cada cinco "livros" antigos correspondendo aproximadamente a um volume médio moderno), cobre o período de Augusto ([[31 a.C.]] – [[14]] d.C.) até o ano de [[410]], e é uma das mais importantes fontes para o conhecimento dos eventos do [[século IV]] e do início do [[século V]]. Sua atitude freqüentemente pró-pagã e anticristã lhe dá um colorido especial, podendo ser utilizada como balizadora para as obras de historiadores cristãos da época.
 
Vários aspectos da "História Nova" foram combatidos e refutados tanto na "[[História Eclesiástica (Evágrio)|História Eclesiástica]]" de [[Evágrio Escolástico]] (final do [[século VI]]) quanto na "[[Bibliotheca (Fócio)|Bibliotheca]]" do patriarca [[Fócio]] ([[século IX]]).
 
O texto da "História Nova" sobreviveu num único manuscrito, atualmente no [[Vaticano]] (''Codex Vaticanus Graecus 156''), dos [[século X|séculos X]]-[[século X|XII]], provavelmente originário do mosteiro de São João de Estúdio, de [[Constantinopla]]. Mas mesmo esse único manuscrito sofreu danos: um caderno de oito folhas, entre o final do livro I e o início do livro II, desapareceu; uma folha também falta a partir do livro V, capítulo 22. O manuscrito encontra-se no Vaticano desde [[1475]].
== Citações ==
 
{{Quote2|Li a ‘História’ do conde Zósimo, ex-advogado do Fisco, em seis livros. Sendo um ímpio pagão, ele freqüentemente ataca os adeptos da verdadeira fé. Seu estilo é conciso, claro, puro, e não isento de charme. Ele inicia sua história a partir do tempo de [[Augusto]], tratando de forma bastante breve todos os reinados seguintes até Diocleciano, quase que apenas mencionando sua ordem de sucessão. A partir de [[Diocleciano]], contudo, sua narrativa é mais detalhada, cobrindo cinco livros. Assim, os primeiros cinco livros contêm a história dos Imperadores de Augusto até Diocleciano, e o sexto livro termina por ocasião do segundo cerco de [[Roma Antiga|Roma]] por [[Alarico I|Alarico]], quando os cidadãos, exasperados por continuadas provações, e em acordo com o próprio Alarico, elevaram Átalo à dignidade imperial. Logo a seguir, contudo, Alarico o depôs, mandando uma embaixada a [[Honório]] em [[Ravenna]], com propostas de paz. Mas Saro, ele mesmo um godo e inimigo de Alarico, no comando de cerca de 300 homens, passou-se para o lado de Honório e, prometendo ajudá-lo contra Alarico, fez fracassarem as negociações. Nesse exato ponto termina o sexto livro. Deve-se dizer que Zósimo não escreveu sua história por si mesmo, copiando, ao invés, o trabalho de [[Eunápio]], do qual ela difere apenas na sua brevidade, e no fato de ser menos severa para com [[Estilicão]]. Fora isso, os dois relatos são praticamente idênticos, especialmente nos ataques que lançam aos Imperadores cristãos. Creio que ambos esses historiadores editaram novas versões de seus trabalhos. Não pude obter a edição original, mas o fato pode ser plausivelmente conjecturado a partir do título ‘nova’ que ostenta, o que me faz supor que, como Eunápio, Zósimo também publicou uma segunda versão de sua obra. Seu estilo, como já comentei, é mais claro e conciso do que o de Eunápio, e ele raramente emprega figuras de linguagem.|Fócio, "Biblioteca", códice 98}}
 
{{Quote2|Zósimo, um seguidor da amaldiçoada e louca superstição dos gregos, em sua raiva contra [[Constantino I]], por ele ter sido o primeiro Imperador a adotar o [[Cristianismo]], abandonando a abominável superstição pagã, diz em sua obra ter sido ele o criador da taxa denominada ''chrysargyrium'', a ser levantada a cada cinco anos. E também, de muitas outras maneiras, ataca aquele piedoso e magnificente monarca (...) Tu disseste, ó ser detestável e poluído, que o [[Império Romano]] se vem arruinando desde o surgimento do Cristianismo – mas dizes isso ou porque és um ignorante, não tendo lido nenhuma das antigas narrativas históricas, ou porque és um traidor da verdade. Porque, ao contrário, é evidente que o poder de Roma vem apenas crescendo concomitantemente ao crescimento de nossa fé (...) Basta-nos analisar as circunstâncias pelas quais os Imperadores pagãos e cristãos concluíram seus reinados (...) Pois desde a época em que Constantino assumiu o Império, e dedicou a [[Cristo]] a cidade que agora toma o seu nome, veja bem, nenhum daqueles que aqui reinaram, à exceção do pagão [[Juliano (imperador)|Juliano]], morreu assassinado por seus inimigos, internos ou externos, e nenhum deles foi, até ao presente, deposto, exceto aquele Basilisco que expulsou [[Zenão I|Zenão]] (sendo contudo depois derrotado e morto por ele, que retornou). Também foi o caso de [[Valente (Bizâncio)|Valente]] (nisso concordo contigo), mas ele infligiu uma série de maldades sobre os verdadeiros crentes – e tu mesmo não és capaz de citar mais nenhum outro exemplo.|Evágrio do Ponto, "História Eclesiástica", livro III, capítulos 50 e 51, parte}}
198 339

edições