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{{Mais notas||hist-eu|data=fevereiro de 2013}}
 
{{Info/Estado extinto
|nome_oficial = Regno di Napoli
|evento_fim = A união sob a coroa do reino dos Bourbon de Nápoles e Sicília após o [[Congresso de Viena]].
|data_início = 30 de Março
|data_fim = 088 de Dezembro
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== Nápoles sob a casa de Anjou ==
{{AP|Casa de Anjou}}
Após a rebelião de [[1282]], o rei [[Carlos I da Sicília]] (Carlos de Anjou) foi forçado a deixar a ilha da [[Sicília]] devido à invasão pelas tropas de [[Pedro III de Aragão]]. Carlos I de Anjou , entretanto, manteve as suas possessões no continente (habitualmente conhecidas como o "Reino de Nápoles", devido à sua capital). O rei e seus sucessores [[Casa de Anjou|angevinos]] mantiveram uma reivindicação para a Sicília, quando em guerra contra os [[Coroa de Aragão|aragoneses]] até [[1373]], quando a rainha [[Joana I de Nápoles|Joana I de Nápoles]] renunciou formalmente à reivindicação. A decisão da rainha Joana foi contestada por [[Luís I da Hungria|Luís, o grande]], rei angevino da [[Reino da Hungria|Hungria]], que capturou o reino várias vezes (1348–1352).
 
A rainha Joana também desempenhou um papel na morte de final do primeiro Reino de Nápoles. Como ela não tinha filhos, ela adotou [[Luís I, Duque de Anjou|Luís I, Duque de Anjou]] como seu herdeiro, apesar das declarações de seu primo, o príncipe de Durazzo, efetivamente configurar uma linha angevina júnior (ramo cadete) em concorrência com a linha sênior. Isso levou ao assassinato de Joana I nas mãos do Príncipe de Durazzo, em 1382, e sua apreensão do trono como Carlos III de Nápoles. As duas linhas concorrentes angevinas contestaram entre si pela posse do Reino de Nápoles ao longo das décadas seguintes. Filha de Carlos III, [[Joana II de Nápoles|Joana II]] (r. 1435-1414) adoptou [[Afonso V de Aragão]] (a quem ela mais tarde repudiou) e [[Luís III, Duque de Anjou|Luís III de Anjou]] como herdeiros alternadamente, finalmente, assentamento sucessão irmão de Luís Renato d'Anjou da linha angevina júnior.
 
O rei [[Renato I de Nápoles|Renato d'Anjou]] uniu temporariamente as reivindicações das linhas angevinas júnior e sênior. Porém, em 1442, [[Afonso V de Aragão|Afonso I]] conquistou o Reino de Nápoles e Sicília unificado-os e Nápoles mais uma vez virou uma das dependências de Aragão. Com a sua morte em 1458, o reino foi novamente separado e Nápoles foi herdado por [[Fernando I de Nápoles|Ferrante]], filho ilegítimo de Afonso.
 
== O reino sob a coroa de Aragão ==
{{AP|Coroa de Aragão}}
Quando Fernando I morreu em [[1494]], [[Carlos VIII de França]] invadiu a [[Península Itálica|Itália]], com a pretensão angevina ao trono de Nápoles, que seu pai tinha herdado com a morte do seu sobrinho, o rei [[Renato I de Nápoles|Renato d'Anjou]], em 1481, dando início às guerras italianas. Carlos VIII foi expulso por [[Afonso II de Nápoles]] em 1495, mas logo foi forçado a se retirar devido ao apoio de [[Fernando II de Aragão]] para seu primo, filho de Afonso II, [[Fernando II de Nápoles|Fernando]]. Assim foi restaurado o trono, mas morreu em 1496 e foi sucedido por seu tio, [[Frederico IV]]. Os franceses, no entanto, não desistiram de sua pretensão e em 1501 concordaram em uma partição do reino com Fernando de Aragão, que abandonou o seu primo, o rei Frederico. O negócio logo caiu completamente, no entanto, Aragão e França retomaram a sua guerra sobre o reino, em última análise, resultando em uma vitória aragonesa deixando Fernando no controle do reino até 1504.
 
As tropas espanholas que estavam ocupando [[Calábria]] e [[Apúlia]], liderada por Gonzalo Fernández de Córdoba e inspectores públicos [[Fernando II de Aragão|Fernando, O Católico]], não respeitaram os novos acordos e foram expulsas do [[Mezzogiorno]], que ainda tinha apenas [[Gaeta]] até sua derrota definitiva na [[Batalha de Garigliano]]. Os acordos de paz que continuaram, mas nunca foram definitivos, e eles estabeleceram, pelo menos, para que o título de rei de Nápoles estava esperando para [[Carlos I de Espanha|Carlos IV]] e sua esposa Cláudia. Fernando o católico , no entanto, continuou a possuir o reino que está sendo considerado um legítimo herdeiro de seu tio Afonso I de Nápoles e de um antigo Reino da Sicília (''Regnum Utriusque Siciliae'').
 
O reino continuou a ser um foco de disputa entre França e Espanha nas décadas seguintes, mas os esforços franceses para ganhar o controle durou décadas, porém, o controle espanhol nunca foi verdadeiramente ameaçado. Os franceses finalmente abandonaram suas reivindicações sobre o Reino pelo Tratado de Cateau-Cambrésis em 1559. Com o [[Tratado de Londres (1557)]], o novo território de "Stato dei Presidi" (Estado dos Presídios) nasceu e foi governado diretamente por Espanha, como parte do Reino de Nápoles.
 
==O reino Bourbon eEspanhol de Nápoles e austríaco dos Habsburgo==
 
Após a [[Guerra da sucessão espanhola]] no [[século XVIII]], a posse do reino novamente mudou de mãos. Sob os termos do [[Tratado de Rastatt]] em 1714, Nápoles foi dado a [[Carlos VI, Sacro Imperador Romano-Germânico|Carlos VI]], [[Anexo:Lista de imperadores do Sacro Império Romano-Germânico|Sacro Imperador Romano]]. Ele também ganhou o controle da Sicília em 1720, mas o governo austríaco não durou muito tempo. Nápoles e Sicília foram conquistadas por um exército espanhol durante a [[Guerra de Sucessão da Polônia|guerra da sucessão polonesa]], em 1734, e [[Carlos III de Espanha|Carlos, Duque de Parma]], um jovem filho do Rei [[Filipe V de Espanha]] foi instalado como rei de Nápoles e da Sicília, de 1735. Quando Carlos herdou o trono espanhol a partir de seu meio-irmão mais velho, em 1759, ele deixou Nápoles e Sicília para seu filho mais novo, [[Fernando I das Duas Sicílias|Fernando IV]]. Apesar dos dois reinos, serem uma [[união pessoal]] sob as dinastias de austríacos e espanhóis, eles permaneceram constitucionalmente separados.
 
 
==O reino sob Napoleão==
 
A decisão de Fernando IV aliar-se com a [[Terceira Coligação]] contra Napoleão em 1805 provou-se mais prejudicial. Em 1806, as seguidas vitórias sobre os exércitos aliados em [[Batalha de Austerlitz|Austerlitz]] e os napolitanos no Campo Tenese, Napoleão instalou seu irmão, [[José Bonaparte|José]], como Rei de Nápoles. Quando José foi enviado para a Espanha dois anos depois, ele foi substituído pela irmã de Napoleão, Caroline, e seu cunhado o Marechal [[Joachim Murat|Joaquim Murat]], tornando-o "rei das Duas Sicílias".
 
Enquanto isso, Fernando IV que tinha fugido para a Sicília, onde ele manteve o seu trono, apesar das sucessivas tentativas de Murat para invadir a ilha. Os britânicos iriam defender a Sicília durante o restante da guerra, mas apesar do [[Reino da Sicília]] ser nominalmente parte da quarta, quinta e sexta coalizões contra Napoleão, Feinando IV e os britânicos conseguiram sempre desafiar o controle francês da península Itálica.
 
Após a derrota de Napoleão em [[1814]], Murat chegou a um acordo com a [[Império Austríaco|Áustria]] e foi autorizado a manter o trono de Nápoles, apesar dos esforços de ''lobby'' de Fernando IV e seus partidários. No entanto, como a maioria dos outros poderes eram hostis, particularmente a Grã-Bretanha, em direção a ele e dependendo do incerto apoio da Áustria, a posição de Murat tornou-se menos segura. Portanto, quando Napoleão retornou a França para os [[Governo dos Cem Dias|Cem dias]] , em 1815, Murat face mais uma vez com ele. Percebeu que os austríacos tentariam, em breve, removê-lo, Murat deu a proclamação de Rimini em uma esperança para salvar seu Reino, aliando-se com os nacionalistas italianos. A subseqüentesubsequente Guerra Napolitana, também denominada guerra austo-napolitana, entre Murat e os austríacos foi curta, terminando com uma vitória decisiva para as forças austríacas na Batalha de Tolentino. Murat foi forçado a fugir, e Fernando IV de Sicília foi restaurado ao trono de Nápoles. Murat iria tentar recuperar seu trono, mas logo foi capturado e executado por fuzilamento em [[Pizzo]], na [[Calábria]]. No ano seguinte, [[1816]], finalmente viu a união formal do Reino de Nápoles, com o Reino da Sicília, no novo [[Reino das Duas Sicílias]].
 
== Bandeiras dos Reinos de Nápoles e Sicília ==
 
File:Bandiera del Regno di Sicilia 4.svg|Bandeira da Sicília, pré-1738
File:Flag_of_Kingdom_of_Naples_(1806-1808).svg|1806–1808<br /> Bandeira de Nápoles alterado após José Bonaparte tornou-se rei
File:Flag of the Kingdom of Naples (1808).svg|1808–1811<br />Casa Bandeira de Nápoles alterada depois que Joachim Murat tornou-se rei
File:Flag of the Kingdom of Naples (1811).svg|1811–1815<br />Bandeira de Nápoles por Murat com referência aos [[Casa de Anjou|angevinos]]
File:Flag of the Kingdom of the Two Sicilies (1738).svg|1738–1806; 1816 Bandeira mudada depois que Charles tornou-se rei de Nápoles e da Sicília. Bandeira da Sicília durante as guerras napoleónicas permaneceu e foi reintegrada como bandeira de Nápoles, após a guerra
 
*{{citation|last=Colletta|first=Pietro|title=The History of the Kingdom of Naples: From the Accession of Charles of Bourbon to the Death of Ferdinand I|url=http://books.google.com/books?id=XGKgPQAACAAJ|accessdate=20 February 2011|date=13 October 2009|publisher=I. B. Tauris|isbn=978-1-84511-881-5}}
 
== {{Ver também}} ==
 
== {{Ver também}} ==
* [[Reino das Duas Sicílias]]
* [[Reino da Sicília]]
* [[Anexo:Lista de reis da Sicília e Nápoles|LIsta de Reis de Nápoles]]
 
{{esboço-história}}
{{DEFAULTSORT:Reino Napoles}}
[[Categoria:História da Itália]]
[[Categoria:Antigos Estados extintos da Itália|Reino Nápoles]]
 
{{Link FA|it}}
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