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Depois da assinatura do [[Tratado de Campoformio]], que punha fim à [[Guerra da Primeira Coligação]], o [[Exército de Itália]] ficou a guarnecer a linha de postos avançados na nova fronteira com a [[Arquiducado da Áustria|Áustria]], ao longo do [[Rio Ádige]]{{nota de rodapé|Embora a Áustria tenha perdido a Lombardia, em consequência das disposições do [[Tratado de Leoben]] e depois do [[Tratado de Campoformio]], "ganhou" o território da República de Veneza, a Leste do [[Rio Ádige]], que se tornou numa província do [[Sacro Império Romano-Germânico]].}} e a ocupar os territórios que tinham sido anexados pela França ([[Piemonte]]) bem como os da [[República Cisalpina]], formação política criada por Napoleão e controlada pelos Franceses. O Imperador [[Francisco I da Áustria]] tinha aceite a paz com a França e, assim, o estado de guerra continuava apenas contra o [[Reino da Grã-Bretanha]].<br />
 
No dia 27 de Outubro de 1797, Napoleão Bonaparte foi nomeado comandante do [[Exército de Inglaterra]]. Este exército, criado por decisão do [[DirectórioDiretório (Revolução Francesa)|Directório]] a 26 de Outubro, teria por objectivo a invasão do [[Reino da Grã-Bretanha]]. Napoleão chegou a [[Paris]] (vindo de Itália) no dia 5 de Dezembro e começou de imediato a tomar providências relativas à organização do seu novo exército. No entanto, depressa constatou que uma operação desta envergadura, que envolvia meios terrestres e navais, para ter possibilidades de êxito necessitava de ser realizada com domínio do mar, o que não acontecia pois o poder naval era claramente favorável à Inglaterra. No dia 23 de Fevereiro de 1798, Napoleão enviou um relatório ao Directório a explicar porque não considerava possível a invasão da Grã-Bretanha pelas tropas francesas<ref>Marshall-Cornwall, pp. 79 e 80.</ref>.<br />
 
[[Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord]], ministro das ''relações exteriores'', propôs ao Directório um projecto alternativo também defendido por Napoleão: uma expedição para conquistar [[Malta]] e o [[Egipto]], com a finalidade de cortar as comunicações entre a Inglaterra e as suas possessões na Índia. Este não era um projecto novo pois a França tinha proveitosos interesses comerciais com as populações costeiras da península dos [[Balcãs]], [[Síria otomana|Síria]], Egipto e ilhas do Mediterrâneo, e desde há muito tempo que as autoridades francesas consideravam o Egipto um ponto estratégico na luta contra os interesses de outras potências na [[Índia britânica|Índia]] e na [[Indonésia]]. Em 1790, os Franceses que habitavam no Egipto eram muito poucos: vinte e nove no Cairo, dezoito em Alexandria e catorze em Roseta. O consulado francês tinha mudado do Cairo para Alexandria a fim de garantir o apoio dos navios franceses.<br />