Diferenças entre edições de "Meliaceae"

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Do ponto de vista econômico, merecem destaque algumas espécies que produzem madeira de boa qualidade, valorizada para fabricação de móveis, instrumentos musicais, acabamentos de interiores e construções navais, como o mogno (''Swietenia macrophylla'') e o cedro-branco (''Cedrela fissilis''). Outra espécie bastante importante é a árvore neem (''Azadirachta indica''), que produz uma resina [[anti-séptica]] usada medicinalmente ou na produção de pasta de dente, sabonetes e loções. A madeira de muitas espécies desta família está entre as mais procuradas madeiras comerciais do mundo (Muellner et al., 2003), principalmente para a indústria moveleira, além da possível utilização na arborização urbana, e de possuírem compostos ativos como os metabólitos secundários conhecidos como liminóides e meliacinas (Mabberley et al., 1995). Essas substâncias são utilizadas como repelentes de insetos (Valladares et al. 1999; Abdelgaleil et al., 2001. Simmonds et al., 2001), como ação inseticida (Schneider et al., 2000; Greger et al., 2001), fungicida (Govindachari et al., 1999. Engelmeier et al., 2000), bactericida (Kumar & Gopal, 1999, Aboutatb et al., 2000) e antiviral em plantas (Singh et al., 1998) e ainda observa-se a ocorrência de numerosas substâncias com efeitos medicinais em humanos e animais (Bamba et al., 1999, Benencia et al., 2000; Benosman et al., 2000).
==Conservação==
[[imagem:Swietenia macrophylla.jpg|thumb|right|200|''Swietenia macrophylla'']]
A excessiva exploração mundial de espécies de Meliaceae tem causado uma redução considerável na população dessas espécies. No Brasil, esta exploração desordenada de espécies de Meliaceae ocorre principalmente na região amazônica, provocando grande impacto sobre a estrutura genética e populacional nas áreas de ocorrência natural. Este processo de exploração, aliado às altas taxas de desmatamento, provoca a fragmentação das áreas contínuas da floresta tropical e do isolamento de populações inteiras, prejudicando, ou mesmo inviabilizando, o fluxo gênico entre os indivíduos (White et al., 2002).
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