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Não existe ainda um diagnóstico acurado ou completo do problema, mas seus efeitos têm sido auto-evidentes, indicando sua amplitude e gravidade. A cada ano, os mares recebem uma quantidade enorme, mas indeterminada, de lixo e detritos diversos - alguns estudos sugerem que possam ser até 7 bilhões de toneladas anuais, embora seja uma estimativa extrema.<ref name="Cheshire"/> A maior parte, talvez 70%, vai para o fundo,<ref name="Macfadyen"/> mas o restante flutua sobre as águas, e atualmente boia uma média de 13 mil objetos ou fragmentos plásticos por quilômetro quadrado de superfície, com ampla variação regional.<ref name="Jeftic"/> Em certas áreas, chamadas zonas de convergência, sob a influência das correntes, se formam verdadeiros campos de detritos flutuantes compactamente reunidos e com quilômetros de extensão, como grandes lixeiras a céu aberto.<ref name="Jeftic"/> Nos locais mais poluídos, como o [[Giro do Pacífico Norte]], pode chegar a haver um milhão de fragmentos e objetos flutuantes por km2 de oceano.<ref name="Greenpeace"/>
 
No fundo a situação é piortambém dramática: em algumas regiões, como a [[Indonésia]], há mais de 690 mil detritos por quilômetro quadrado de leito marinho. Muito desse lixo todo jogado no oceano acaba voltando à terra, e polui as praias de todo o mundo, afetando os ecossistemas costeiros e animais terrestres. Nos locais mais intensamente poluídos, como as costas da [[Sicília]], já foram registrados 231 itens a cada metro quadrado de praia.<ref name="Greenpeace"/> Cerca de 70% dos detritos que permanecem próximos de regiões costeiras urbanizadas têm origem em terra, o restante foi despejado diretamente no mar. Em áreas distantes da civilização, a maior proporção de detritos deriva de atividades pesqueiras e navais.<ref name="Sheavly">Sheavly Consultants for The Marine Debris Program. [http://marinedebris.noaa.gov/marinedebris101/documents/101BoatGuide.pdf ''Boater's Guidebook to Marine Debris and Conservation'']. National Oceanic and Atmospheric Administrations</ref><ref name="Macfadyen"/>
 
O problema está crescendo, e não diminuindo, a despeito dos esforços que vêm sendo feitos para minimizar os impactos, que repercutem no equilíbrio ecológico, na saúde humana, no abastecimento alimentar, na economia, no turismo e no desfrute estético e social dos ambientes naturais.<ref name="United"> United Nations Environment Programme. ''Marine Litter: An analytical overview'', 2005</ref><ref name="Jeftic"/><ref name="Cheshire">United Nations Environment Programme & Intergovernmental Oceanographic Commission [Cheshire, A.C. et al.] [http://www.unep.org/regionalseas/marinelitter/publications/docs/Marine_Litter_Survey_and_Monitoring_Guidelines.pdf ''UNEP/IOC Guidelines on Survey and Monitoring of Marine Litter'']. UNEP Regional Seas Reports and Studies, No. 186; IOC Technical Series No. 83, 2009</ref>