Miss Marple: diferenças entre revisões

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O personagem de Jane Marple em seu primeiro livro, [[Assassinato na Casa do Pastor]], é notadamente diferente de como ela se parece em livros posteriores. Esta versão de Miss Marple é fofoqueira e não é especialmente agradável. Os cidadãos de St. Mary Mead estão cansados de sua natureza curiosa e de como ela parece esperar o pior de todo o mundo. Em livros posteriores, ela se torna mais amável e moderna.
Miss Marple nunca se casou e não tem nenhum parente vivo íntimo. EmSeu [[Assassinatoparente namais Casapróximo do Pastor]], nos é apresentadoe o sobrinho de Miss Marple, o famoso escritor [[Raymond West]]. Sua esposa, Joan West (inicialmente chamada Joyce), artista moderna, foi introduzida em 1933 na coletânea de contos [[Os Treze Problemas]] ([[The Thirteen Problems]] no original, em inglês). Raymond tende a ser superconfiante e subestima a inteligência da tia.
Miss Marple resolve crimes difíceis não apenas por causa de sua inteligência, mas porque St. Mary Mead lhe deu exemplos aparentemente infinitos do lado negativo de natureza humana. Nenhum crime pode surgir sem que Miss Marple lembre de algum incidente paralelo ocorrido no pequeno vilarejo.
Miss Marple nunca trabalhou para sobreviver e temé maneirasbastante independentesindependente, embora ela se beneficie na velhice com o apoio financeiro de seu sobrinho Raymond West ([[Mistério no Caribe]]). Miss Marple teve uma educação notavelmente completa, incluindo alguns cursos de arte que envolveram o estudo da anatomia humana. Em [[Um Passe de Mágica]], é revelado que, numa juventude distante, Miss Marple passou um tempo na Europa, terminando os estudos colegiais. Ela não pertence à nobreza ou à aristocracia rural, mas sente-se em casa com essas pessoas; Miss Marple provavelmente teria sido feliz em se descrever como uma dama ("gentlewoman"). Em [[Um Passe de Mágica]], é mencionado que Miss Marple cresceu perto de uma catedral, e que ela estudou em uma escola preparatória italiana, com as americanas Ruth Van Rydock e Caroline "Carrie" Louise Serrocold. (Ruth, confiando no grande afeto que Miss Marple tinha por elas, pediu à Miss Marple que investigasse a crença de Ruth, de que Carrie Louise estava com a vida em perigo). Miss Marple pode, assim, ser considerada uma versão feminina do detetive britânico de ficção, o cavalheiro detetive. Embora ela se pareça uma mulher idosa e delicada, Miss Marple não tem medo de corpos mortos e não é intimidada facilmente.
 
Enquanto Miss Marple é descrita como "uma senhora idosa" em muitas histórias, sua idade é mencionada em [[O Caso do Hotel Bertram]], onde é dito que ela visitou o hotel quando tinha 14 anos, e quase 60 anos já haviam se passado. Com exceção de [[Um Crime Adormecido]], 41 anos se passaram entre o primeiro e o último romance, e muitos personagens cresceram e envelheceram. Um exemplo é o filho do vigário. No final do [[Assassinato na Casa do Pastor]], a esposa do vigário está grávida. E em [[A Maldição do Espelho]], é mencionado que o filho já cresceu e tem uma carreira de sucesso. Os efeitos do envelhecimento são vistos em Miss Marple, como a necessidade de férias depois de uma doença, em [[Mistério no Caribe]], ou em [[A Maldição do Espelho]], que é dito que ela não consegue mais tricotar devido à problemas na visão.
 
No livro [[Nêmesis (livro)|Nêmesis]], Agatha Christie descreve de maneira bem peculiar sua personagem, dizendo ao leitor que não é Marple que procura crimes para desvendar, mas que o mal está sempre perto dela, o que não agrada a personagem, mostrando que não é ela que escolhe estar perto de tantos assassinos. Muitos leitores admiram a detetive criada por Agatha, muitas vezes pelo fato de ser somente uma senhora inglesa solteira com grande inteligência.
 
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