Diferenças entre edições de "Meliaceae"

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| imagem_legenda = ''[[AzadirachtaMelia indicaazedarach]]'' em flo.
 
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| classe = [[Eudicotiledôneas]]
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| família_autoridade= [[Antoine Laurent de Jussieu|Juss.]]
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<center>''Ver texto''</center>
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'''Meliaceae''' é uma [[família (biologia)|família]] composta por [[árvore]]s e arbustos, dióiocos ou monóicos, de casca muitas vezes bastante amarga e com a presença de células secretoras de resina. As [[folha (botânica)|folhas]] das das meliáceas são sempre compostas, alternas, pinadas, sem [[estípula]]s e às vezes com púlvinos na base. As [[flor]]es são bissexuadas ou unissexuadas por aborto; possuem [[estaminódio]]s e [[pistilódio]]s bem desenvolvidos; os filetes são livres, unidos em tubo ou ainda adnatos na parte inferior do androginóforo colunar como em ''[[Cedrela]]''. Os [[fruto]]s são [[cápsula]]s loculicidas, septífragas ou raramente drupas como em ''[[Melia]]''.
{{wikispecies|Meliaceae}}
'''Meliaceae''' é uma [[família (biologia)|família]] composta por [[árvore]]s e arbustos, dióiocos ou monóicos, de casca muitas vezes bastante amarga e com a presença de células secretoras de resina. As [[folha (botânica)|folhas]] das das meliáceas são sempre compostas, alternas, pinadas, sem [[estípula]]s e às vezes com púlvinos na base. As [[flor]]es são bissexuadas ou unissexuadas por aborto; possuem [[estaminódio]]s e [[pistilódio]]s bem desenvolvidos; os filetes são livres, unidos em tubo ou ainda adnatos na parte inferior do androginóforo colunar como em ''[[Cedrela]]''. Os [[fruto]]s são [[cápsula]]s loculicidas, septífragas ou raramente drupas como em ''[[Melia]]''.
 
A família possui 8 gêneros neotropicais sendo que no estado de [[São Paulo]] está representada por 4 gêneros nativos (''[[Cabralea]]'', ''Cedrela'', ''[[Guarea]]'' e ''[[Trichilia]]'') e 2 introduzidos (''Melia'' e ''[[Aglaia]]'').
 
==Etimologia==
O nome da família tem sua origem do gênero ''Melia'' L., que é o nome dado na [[Grécia]] ao [[freixo]] (''[[Fraxinus excelsior]]'' L., uma [[Oleaceae]]) em resultado das semelhanças morfológicas entre a folhagem desta com ''[[MeçiaMelia azedarach|M. azedarach]]'', a [[espécie tipo]] da família Meliaceae.
 
==Descrição==
 
==Distribuição Geográfica==
[[imagem:Meliaceaemap.gif|thumb|right|300px|Distribuição Geográfica das Meliaceas]]
'''Distribuição Geral''': Distribuição pantropical (amplamente em regiões tropicais e subtropicais).
 
<br />
'''Distribuição no Brasil''':
 
<br />
* '''Norte''': Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins.
* '''Nordeste''': Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe.
* '''Sudeste''': Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo.
* '''Sul''': Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina.
<br />
 
Seus biomas são [[Amazônia]], [[Caatinga]], [[Cerrado]], [[Mata Atlântica]], [[Pantanal]].
[[imagem:Flor de Swietenia macrophylla..jpg|thumb|left|400px|Flor de ''Swietenia macrophylla'']]
Uma adaptação da família é que a maioria das meliáceas possui um tubo floral bem desenvolvido, que é formado pela conexão dos filamentos – uma forma bastante incomum de formar um tubo. As adaptações ampliam-se nos modos de dispersão de [[sementes]] e de [[polinização]]. [[Abelhas]] e [[mariposas]] são os principais polinizadores das pequenas flores nectaríferas de Meliaceae. Gêneros com drupas ou cápsulas e/ou sementes coloridas são dispersas por [[aves]] e [[mamíferos]] (incluindo [[morcegos]]). Sementes aladas (como em ''[[Swietenia]]'' e ''[[Cedrela]]'') são dispersas pelo vento.
 
<br />
A monofilia de Meliaceae é sustentada por análises de sequências de DNA (Gadek et al., 1996; Muellner et al., 2003) e de caracteres morfológicos. Os gêneros pertencem ou à Melioideae (frutos cápsulas, bagas ou drupas com sementes não-aladas; [[xilema]] secundário com um ou dois raios seriados e gemas sem escamas), ou à Swietenioideae (cápsulas com sementes aladas; xilema secundário com 3 a 6 raios seriados e gemas providas de escamas) (Pennington e Styles, 1975). Swietenioideae contém gêneros como ''Swietenia'' e ''Cedrela'' e é monofilética com base nas suas características de sementes aladas e achatadas (em cápsulas) e nas gemas providas de escamas. ''Cedrela'' é característico por suas flores, que apresentam filetes separados (uma reversão) e pétalas eretas. ''[[Melia]]'' e ''[[Azadirachta]]'' partilham frutos drupáceos, uma possível sinapomorfia.
 
<br />
A [[dioicia]] e outros sistemas que também apresentam dimorfismo sexual, como por exemplo, a heterostilia, têm sido interpretados como mecanismos para aumentar a variabilidade genética e reduzir a depressão endogâmica na população (Charlesworth & Charlesworth 1978; Thomson & Barret 1981). Por outro lado, existem outras ideias que defendem a hipótese que a dioicia evoluiu em função da seleção sexual para que houvesse uma otimização da alocação de recursos para a reprodução (Givnish 1982; Cruden 1988; Willson 1994). Neste caso, os fatores ecológicos são considerados como primários na evolução da dioicia (Givnish 1982). Assim, os indivíduos masculinos atuariam na dispersão do pólen, aumentando a quantidade de parceiros e os femininos investiriam na produção de frutos, otimizando a qualidade de suas sementes (Janzen 1977; Bawa 1980; Lloyd 1982).
 
<br />
O papel das funções no desenvolvimento floral é descrito pelo modelo ABC, um modelo clássico proposto primeiramente por Coen e Weyerowitz (1991), o qual sugere três classes de genes homeóticos (genes de identidade dos órgãos florais): A, B e C. Devido à surpreendente constância da organização floral em angiospermas, sugere-se que o modelo ABC seja altamente conservado durante a evolução (Baum, 1998; Irish, 1999; Ferrario et al., 2004). Desta forma, os estudos relacionados à identificação de variações no número de genes, no padrão de expressão gênica e na interação entre os produtos gênicos, podem contribuir para o entendimento da evolução das flores (Theissen, 2000).
 
[[imagem:Swietenia macrophylla.jpg|thumb|right|200|''Swietenia macrophylla'']]
A excessiva exploração mundial de espécies de Meliaceae tem causado uma redução considerável na população dessas espécies. No Brasil, esta exploração desordenada de espécies de Meliaceae ocorre principalmente na região amazônica, provocando grande impacto sobre a estrutura genética e populacional nas áreas de ocorrência natural. Este processo de exploração, aliado às altas taxas de desmatamento, provoca a fragmentação das áreas contínuas da floresta tropical e do isolamento de populações inteiras, prejudicando, ou mesmo inviabilizando, o fluxo gênico entre os indivíduos (White et al., 2002).
 
<br />
Apesar disso, segundo a Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção de 2008, apenas uma espécie, ''Swietenia macrophylla'', encontra-se ameaçada de extinção. Devido ao desmatamento intenso, inúmero projetos que visam a proteção e conservação da espécie foram propostos, porém sem sucesso, estando atualmente proibida a exploração predatória desta espécie.
 
<br />
 
==Potencial Ornamental==
# JUDD, W.S.; CAMPBELL, C.S.; KELLOG, E.A., STEVENS, P.F., DONOGHUE, M.J. Sistemática Vegetal – Um enfoque filogenético. 3ª ed. Editora Artmed, Porto Alegre. 2009.
# GOUVÊA, C. F. Estudo do desenvolvimento floral em espécies arbóreas da família Meliaceae. 2005. 101 f. Tese (Doutorado) – Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2005.
=={{Links}}==
{{wikispecies|Meliaceae}}
# [http://data.kew.org/cgi-bin/vpfg1992/genlist.pl?MELIACEAE List of genera in family MELIACEAE] em [http://www.kew.org/ Kew - Royal Botanic Gardens]
# [http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-33062001000200003&script=sci_arttext Acta Bot. Bras. vol.15 no.2 São Paulo May/Aug. 2001]