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O próximo concílio se deu ao terminar o prazo de sete anos, em 1431. Martinho V obedientemente o convocou para esta data na cidade de [[Basileia (Suíça)|Basileia]] e selecionou o cardeal [[Juliano Cesarini]] para presidi-lo, um prelado muito respeitado. O próprio Martinho, porém, viria a morrer antes da abertura dos trabalhos.
 
O concílio em Basileia abriu com apenas uns poucos bispos e [[abade]]s presentes, mas cresceu rapidamente e acabou tendo uma maioria de religiosos de ordens menores sobre os bispos. A postura inicial foi antipapal, proclamando a superioridade do concílio sobre o Papa e prescrevendo uma [[profissão de fé do sumo pontífice]], um juramento que deveria ser feito por todos os Papas em sua eleição. Quando o concílio foi transferido de Basileia para Ferrara em 1438, alguns permaneceram em Basileia (como [[Nicolau de Cusa]]), ainda alegando serem parte do "verdadeiro concílio". Eles elegeram [[Amadeu VIII, Duque de Saboia]] como o [[Antipapa Félix V]]. Expulsos de Basileia em 1448, eles se mudaram para [[Lausanne]], onde Félix, o único reclamante ao trono papal a ter feito a profissão de fé proposta em Basileia, renunciou. No ano seguinte, o eles decretaram o fechamento do que eles ainda acreditavam ser o Concílio de Basileia<ref name = "Oxford 2005" />.
 
O concílio enquanto isso tinha negociado com sucesso a reunificação com diversas [[Igrejas Ortodoxas]], conseguindo acordos em assuntos como a [[primazia papal]], a inclusão da [[cláusula filioque]] no credo e o [[purgatório]], uma novidade recente no léxico teológico latino. O item mais importante em discussão, previsivelmente, era o [[poder papal]], no sentido de um poder direto e que responde à ninguém, sobre todas as Igrejas ortodoxas nacionais (sérvia, búlgara, russa, georgiana, armênia etc.) em troca de assistência militar contra os [[otomanos|turcos otomanos]]. O partido grego, sob forte pressão do [[imperador bizantino]], aceitou, por razões puramente políticas, as demandas do grupo papal. Apenas [[Marcos de Éfeso]] rejeitou a união entre os ortodoxos gregos. Os russos, tendo ouvido rumores desta teologia puramente política, rejeitaram furiosamente a união e expulsaram quaisquer prelados que fossem minimamente simpáticos à ideia. É claro que a ajuda do ocidente ao [[Império bizantino]] nunca se materializou e a [[queda de Constantinopla]] ocorreu em 1453. O concílio declarou também que o grupo que estava reunido em Basileia eram [[heresia|heréges]] e os [[excomunhão|excomungou]]. Finalmente, em 1441, a superioridade do Papa sobre os concílios foi reafirmanda na [[bula papal]] ''Etsi non dubitemus'' de 20 de abril<ref name = "Oxford 2005" />.
[[Ficheiro:Nuremberg chronicles f 242v 2 (Felix V).jpg| thumb| 300px | direita| [[Antipapa Félix V]].<br><small>[[Crônicas de Nuremberg]], cópia latina em [[São Paulo (cidade)|São Paulo]].</small>]]
=== "Deposição de Eugênio IV" e o cisma em Basileia ===
Durante este tempo, o concílio de Basileia, ainda que nulificado em Ferrara e abandonado por Cesarini e a maior parte de seus membros, persistiram ainda assim, sob a presidência do [[Louis Aleman|Cardeal Aleman]]. Afirmando a sua característica ecumênica em [[24 de Janeiro]] de [[1438]], ele suspendeu Eugênio IV. O concílio continuou (apesar da suspensão de todos os seus poderes) e proclamou que Eugênio IV fora deposto ([[25 de Junho]] de [[1439]]), dando origem a um novo cisma ao eleger, em [[4 de Novembro]], [[Amadeu VIII, Duque de Saboia]] como [[Antipapa Félix V]].
 
=== Efeitos do Cisma ===