Abrir menu principal

Alterações

5 bytes removidos ,  12h35min de 9 de julho de 2013
sem resumo de edição
Em 531 Justiniano utiliza o título de "patriarca" para designar exclusivamente os bispos de Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém<ref name=Idea>[http://www.homolaicus.com/storia/medioevo/pentarchia/pentarchia.htm L'idea di pentarchia nella cristianità]</ref><ref>The Oxford Dictionary of the Christian Church, s.v. ''patriarch (ecclesiastical)'', also calls it "a title dating from the 6th century, for the bishops of the five great sees of Christendom". And [http://books.google.com/books?id=ZP_f9icf2roC&printsec=frontcover#PPA845,M1 Merriam-Webster's Encyclopedia of World Religions] says: "Five patriarchates, collectively called the pentarchy, were the first to be recognized by the legislation of the emperor Justinian (reigned 527-565)".</ref>. Gradualmente a partir do [[século VIII]] e [[Século IX|IX]] o termo adquire seu sentido atual, tornando-se um título oficial, utilizado apenas para uma classificação definitiva na hierarquia. Durante séculos o nome aparece geralmente em conjunto com "arcebispo".<ref name="New Advent"/>
 
===Três primeiros patriarcas e classificação pelo Concílio de NicéiaNiceia===
Inicialmente havia apenas três patriarcas, os bispos de [[Papa|Roma]], [[Patriarca de Alexandria|Alexandria]] e [[Patriarca de Antioquia|Antioquia]]. É desconhecida exatamente como eles obtiveram essa posição.<ref name="New Advent"/> Muitos historiadores tem sugerido que seus poderes especiais provieram do fato de que as três comunidades foram chefiadas por [[São Pedro]] (Roma e Antioquia foram, segundo a [[Bíblia|Sagrada Escritura]] e [[Sagrada Tradição|Tradição]] fundadas por Pedro e Alexandria por seu discípulo [[São Marcos]]).<ref name=Anastos>[http://www.myriobiblos.gr/texts/english/milton1_21.html Milton V. Anastos, ''Aspects of the Mind of Byzantium (Political Theory, Theology, and Ecclesiastical Relations with the See of Rome)'', Ashgate Publications, Variorum Collected Studies Series, 2001. ISBN 0 86078 840 7)]</ref>
 
O poder de Alexandria era bem conhecido já no [[século III]], sendo seu bispo o primeiro [[metropolita]] no [[Egito]] e nos territórios vizinhos [[África|africanos]], quando outras sedes metropolitanas foram criadas, o bispo de Alexandria se tornou conhecido como o arco-metropolitano<ref name="New Advent - The Church of Alexandria"/>, por exemplo, [[Héraclas de Alexandria]] exerceu seu poder como arco metropolitano pela deposição e substituição do bispo de Thmuis.<ref name="New Advent - The Church of Alexandria">{{Citar web |url=http://www.newadvent.org/cathen/01300b.htm|título=The Church of Alexandria|língua= Inglês|autor= |obra= |data= |acessodata=12-2-2010}}</ref>
 
Os poderes especiais de Roma, Alexandria e Antioquia são citados pelo [[Primeiro Concílio de NicéiaNiceia]] realizado em [[325]], que define de forma clara a jurisdição de Alexandria em seu cânon sexto: "''O costume antigo do [[Egito]], da [[Líbia]] e [[Cirenaica|Pentapolis]], segundo o qual o bispo de Alexandria tem autoridade sobre todos estes lugares''"<ref name="Canon 6">([http://www.ewtn.com/library/COUNCILS/NICAEA1.HTM Canon 6])</ref>, o mesmo cânone ao citar o patriarcado de Antioquia defende que está preservando seus privilégios, embora não esclareça qual sua jurisdição: "''Do mesmo modo, em Antioquia e nas outras [[Província#Províncias eclesiásticas|províncias]], as igrejas devem preservar seus privilégios.''"<ref name="Canon 6"/> Ao citar Roma este cânone apenas decreta que "''um costume semelhante existe em referência ao bispo de Roma''". O bispo de Jerusalém é citado no seu sétimo cânon, como tendo uma honra especial (por lá ter ocorrido a Paixão e Ressureição de Cristo e o [[Concílio de Jerusalém|primeiro concílio ecumênico]]), mas sem possuir qualquer autoridade<ref>([http://www.ewtn.com/library/COUNCILS/NICAEA1.HTM Canon 7])</ref>, e sendo submetido ao Arcebispo metropolitano da Cesaréia. Após a menção das tradições especiais de Roma, Alexandria e Antioquia, os próximos cânones imediatamente falam da forma de organização metropolitana, que também foi o tema dos dois cânones anteriores, um sistema através do qual o bispo da capital de cada província civil (a ''Metropolita'') possuí certos direitos sobre os bispos das outras cidades da província (''[[:wikt:sufragâneo|sufragânea]]s''),<ref name=metropolitan>Oxford Dictionary of the Christian Church (Oxford University Press 2005 ISBN 978-0-19-280290-3), s.v. ''metropolitan''</ref> e que possivelmente tiveram sua origem também em torno do século III.
 
===Concílio de Constantinopla e criação dos cinco patriarcados===
Acusações de Alexandria para a promoção de Constantinopla, levou a uma luta constante entre os dois na primeira metade do [[século V]]<ref>[http://www.sankt-georgen.de/leseraum/schatz2-2.html Klaus Schatz: Primat und Reichskirchliche Strukturen im 5. - 9. Jahrhundert]</ref>. O [[Primeiro Concílio de Éfeso]] realizado em [[431]] estende o poder de Jerusalém ao longo de três províncias da [[Palestina]].<ref>[http://books.google.com/books?id=XgRrh2M08p0C&printsec=frontcover#PPA95,M1 The Challenge of Our Past: Studies in Orthodox Canon Law and Church History, by John H. Erickson (St Vladimir's Seminary Press, 1991 ISBN 0881410861, 9780881410860), p. 96]</ref>
 
O [[Concílio de Calcedônia]] realizado em [[451]], considera o Concílio de Constantinopla como ecumênico, pois usa seu credo como uma continuação do Primeiro Concílio de NicéiaNiceia (originando-se o [[Credo Niceno-Constantinopolitano]]), e reconhece definitivamente no cânone 28 o patriarcado de Constantinopla, definindo sua jurisdição sobre [[Ponto (província romana)|Ponto]], [[Ásia menor]] e a [[Trácia]].<ref>[http://books.google.com/books?id=XgRrh2M08p0C&printsec=frontcover#PPA95,M1 The Challenge of Our Past: Studies in Orthodox Canon Law and Church History, by John H. Erickson (St Vladimir's Seminary Press, 1991 ISBN 0881410861, 9780881410860), p. 97]</ref> O concílio justificou esta decisão com o fundamento de que "''os [[Padres da Igreja|Padres]] justamente concederam privilégios ao trono da Roma antiga, porque era a cidade real''", e que o que o Primeiro Concílio de Constantinopla "''movido pela mesma consideração, deu privilégios iguais ao mais santo trono da Nova Roma, justamente a julgar que a cidade está honrada com a soberania e o [[Senado]], e goza de privilégios de igualdade com a antiga Roma imperial, em assuntos eclesiásticos, bem devendo nas matérias eclesiásticas magnificar-se como ela e alinhar-se depois dela (...)''".<ref>[http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf214.xi.xviii.xxviii.html Canon 28]</ref><ref>[http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf214.xi.xviii.xxviii.html Canon IX, Council of Chalcedon Seven Ecumenical Councils, Christian Classics Ethereal Library]</ref> O [[Papa Leão I]], cujos delegados estavam ausentes quando esta resolução foi aprovada e que protestaram contra ela, embora tenham reconhecido o concílio como ecumênico e confirmado seus decretos doutrinais, rejeitaram o cânon 28, argumentando que violava o cânon sexto do [[Primeiro Concílio de NicéiaNiceia|Concílio de NicéiaNiceia]], os direitos de Alexandria e Antioquia e que o Bispo de Roma baseava sua autoridade no fato de ser o sucessor de São Pedro e não o bispo da capital imperial<ref>{{cite web| url= http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=historia&artigo=20050416144140&lang=bra| last = | first = | title = O Papa e os concílios| accessdate=2010-05-23 | work = Site Montfort}}</ref>. O mesmo concílio reconfirma a jurisdição do patriarca de Jerusalém sobre três províncias da Palestina.<ref name="New Advent - The Church of Antioch"/><ref>Fourth Ecumenical Council, [http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf214.xi.xv.html Decree on the Jurisdiction of Jerusalem and Antioch]</ref> O Concílio de Constantinopla, por sua vez, citado pelo Concílio da Calcedônia só foi reconhecido pelo Ocidente como ecumênico no [[século VI]]<ref name=Idea/> pelo [[Papa Hormisdas]] e mesmo assim a validade do terceiro cânone, que cria o patriarcado de Constantinopla não foi aceito.<ref>[http://www.aoiusa.org/main/page.php?page_id=129 George C. Michalopulos, Canon 28 and Eastern Papalism: Cause or Effect?).]</ref> Enquanto esses concílios delimitaram claramente o território dos quatro patriarcas orientais, o território do Bispo de Roma permanecia incerto e vago.<ref name= "P.O.">{{Citar web| url=http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/general-docs/rc_pc_chrstuni_doc_20060322_patriarca-occidente_fr.html| último = | primeiro = | título = Communiqué concernant la suppression du titre «Patriarche d’Occident» dans l’Annuaire pontifical 2006| acessodata=2010-02-21 | obra = Site da Santa Sé}}</ref>
 
O imperador [[Justiniano I]] (527-565), no âmbito da "''Renovatio imperii''" ("Renovação do Império") na regravação do [[direito romano]] no [[Corpus Juris Civilis]] especificou as funções e a liderança dos cinco patriarcas e teve um papel decisivo na formulação da Pentarquia<ref name=Idea/><ref>[http://www.timelineindex.com/content/view/1318 Justinian I, Last Roman Emperor]</ref>.