Diferenças entre edições de "Basílica de São Vital"

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A construção foi patrocinada pelo banqueiro grego ''Iulianus Argentarius'', de quem pouco se sabe, exceto que também tinha patrocinado a construção da [[Basílica de São Apolinário em Classe]] na mesma época. O imperador bizantino Justiniano deve também ter patrocinado a obra como [[propaganda]] de seu governo, a fim de acelerar a incorporação de novos territórios ao Império. O banqueiro Iulianus Argentarius é representado nos mosaicos na corte de dignitários de Justiniano, entre o imperador e o bispo.
 
As séries de mosaicos representam sacrifícios do [[Velho Testamento]]: a história de [[Abraão]] e [[Melquisedeque]], o sacrifício de [[Isaac]], a história de [[Moisés]], [[Jeremias (profeta)|Jeremias]] e [[Isaías]], representações das 12 [[tribos de Israel]], [[Abel]], [[Caim]] e o [[Cordeiro de Deus]]. Há também mosaicos dos quatro [[Evangelista]]s, sob seus símbolos e todos vestidos de branco. Todos os mosaicos foram executados na tradição Helenística-Romana: vívidos e imaginativos, com ricas cores e uma certa perspectiva, com vívidas representações da paisagem, plantas e pássaros.
 
Ao pé da [[abside]] estão dos dois mosaicos mais famosos, executados em 548, com o Imperador Justiniano, vestido em branco e com um halo dourado, ao lado de sua corte. A semelhança da corte do imperador com Cristo e seus apóstolos marca a simbologia de que o Império de Roma tinha se transformado no Império [[Teocracia|teocrático]] bizantino. Do outro lado está a Imperatriz [[Teodora (século VI)|Teodora]], solene e formal, também com um halo dourado, jóias e sua corte. Esses mosaicos são praticamente os únicos exemplos que ainda existem de mosaicos seculares do [[Império Bizantino]].