Diferenças entre edições de "A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica"

sem resumo de edição
Foi publicado em [[língua francesa|francês]] na revista do Instituto de Investigação Social (''[[Zeitschrift für Sozialforschung]]''), em [[1936]], quando o autor se encontrava refugiado em [[Paris]], devido à perseguição aos [[judeu]]s na [[Alemanha]], pelo regime nazista. O texto em questão possui duas versões: uma escrita entre 1935 e 1936 e outra que, iniciada em 1936, só veio a ser publicada em 1955. No ano de 1985 foi publicada, no Brasil, a primeira edição traduzida pela [[editora Brasiliense]] e no ano de 2012 foi publicada a segunda edição traduzida diretamente do alemão pela [[Editora Zouk]].
 
Segundo Benjamin, em épocas anteriores a experiência do público com a obra de arte era única e condicionada pelo que ele chama de ''[[Aura(Walter Benjamin)|aura]]'', isto é, pela distância e reverência que cada obra de arte, na medida em que é única, impõe ao observador. Primeiro — nas sociedades tradicionais ou pré-modernas — pelo modo como vinha associada ao ritual ou à experiência religiosa; depois — com o advento da sociedade moderna burguesa — pelo seu valor de distinção social, contribuindo para colocar num plano à parte aqueles que podem aceder à obra «autêntica».
 
O aparecimento e desenvolvimento de outras formas de arte, (começando pela [[fotografia]]), em que deixa de fazer sentido distinguir entre original e cópia, traduz-se assim no fim dessa «aura». Isto libera a arte para novas possibilidades, tornando o seu acesso mais democrático e permitindo que esta contribua para uma «politização da [[estética]]» que contrarie a «estetização da [[política]]» típica dos movimentos [[fascista]]s e [[totalitário]]s vigentes no momento em que Benjamin produz esse ensaio.