Diferenças entre edições de "Taifa de Albarracín"

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[[FileImagem:Location map Taifa of Albarracín.svg|thumb|210px|Localização da Taifa de Albarracín.]]
 
A '''taifa de Albarracín''' ou de ''Sahla'' foi um pequeno reino de [[taifa]] estabelecido em torno do município de [[Albarracín]] ([[Aragão]]) e da sua serra pela dinastia [[berbere]] dos [[Banu Razin]] <ref>Cfr. pag 449 de Luis Suárez Fernández. ''Historia de España antigua y media''. Ed. Rialp, 1976 - 667 páginas </ref>—pertencente à tribo de [[Hawwara]]— chegados à [[península Ibérica]] com a conquista de [[Tariq]] e estabelecidos em [[Córdova]] no [[século VIII]].
 
== Século XI ==
Originalmente, a linhagem berbere dos Banu Razin, assentaram-se na corte do Emirado de Córdova, para posteriormente assentar-se entre a [[serra de Albarracín]] os [[Montes Universales]]. Nesta região estabeleceram um senhorio que, nem sempre submetidos ao domínio de Córdova, afiançou-se como taifa independente com a chegada ao poder de [[Abu Muhammad Hudayl ibn al-'Asla ibn Razin]] ao redor de [[1010]], por causa da decomposição do [[Califado de Córdova]]; se bem que nominalmente reconheciam-se súditos dos efêmeros califas durante a [[fitna de Al-Andalus]] [[Hisam II]] e Sulayman al-Mustain, quem reconheceu os domínios de Hudayl ibn Razin.
[[FicheiroImagem:Albarracín 2.jpg|thumb|direita|210px|Vista de Albarracín desde o castelo, antigo [[alcácer]] muçulmano]]
A taifa de Albarracín ocupava aproximadamente a parte de sudoeste da atual [[província de Teruel]], e os seus domínios estenderam-se até [[Calamocha]] e [[Pancrudo]] a norte, [[Gúdar]] e [[Jarque]] a leste, [[Camarena de la Sierra]] e [[Teruel]] ao sudeste, e [[Castielfabib]] a sul; ocupando as bacias do [[rio Alfambra]], o [[Guadalaviar]] e o alto [[Jiloca]] para norte até [[Monreal del Campo]] e [[Poyo del Cid]].
 
Hudayl e os seus descentes, os Banu Razin, dominaram a taifa até a sua extinção, embora o primeiro monarca de Albarracín devesse de se enfrentar com as ambições dos [[Tuyibidas]] e [[Hudidas]] de [[Taifa de Saragoça|Saragoça]], que pretenderam anexar o pequeno reino. Apesar da prosperidade e firmeza de Hudayl para estender a sua taifa na primeira metade do século XI, certas fontes aludem à sua excessiva dureza e até mesmo crueldade. O certo é que a Taifa de Albarracín assentou-se durante trinta anos numa encruzilhada política muito complicada, entre as poderosas taifas de Saragoça e [[Taifa de Toledo|Toledo]] e próxima e relacionada à desejada [[taifa de Valência]].
 
Hudayl I foi sucedido por [[Abd al-Malik ibn Razin|Abd al-Malik]] em [[1045]], que se viu obrigado a pagar [[párias]] a [[Afonso VI de Leão e Castela]] para manter a sua autonomia até [[1086]], ano em que, com a derrota do rei castelhano-leonês na [[Batalha de Zalaca]], Abd al-Malik deixou de lhe pagar párias. Contudo, em [[1090]] chegaria [[El Cid]] a estas terras, às que fez tributárias. Frente da negativa de Abd al-Malik a pagar as párias ao [[El Cid|Campeador]], este decidiu conquistar Albarracín e unir a sua mesnada as tropas de Abd al-Malik com o objeto de aunar forças para assediar Valência em [[1094]].
 
Mas sem finalizar o seu apoio ao Cid no assédio de [[Balansiya|Valência]], Abd al-Malik passou a unir-se aos almorávidas com objeto de reconquistá-la para o [[islão]], somando-se à iniciativa de outros aliados, como os reis taifas de [[Taifa de Lérida|Lérida]], [[Taifa de Tortosa|Tortosa]] ou [[Taifa de Alpuente|Alpuente]]. Por esta razão Abd al-Malik foi atacado e derrotado pelo Cid em [[Quart]].
 
[[FicheiroImagem:Albarracín - Vista03.jpg|thumb|Vista da [[medina]] murada (chamada atualmente castelo) de [[Albarracín]].]]
Abd al-Malik foi sucedido por [[Yahya Husam ad-Dawla]]<ref name="a"/> em [[1103]], derrocado pelo governador almorávida de Valência [[Abū Abd Allāh Muhammad ibn Fātima]] em abril de [[1104]],<ref>[[Jacinto Bosch Vilá]]. ''Los almorávides''. Granada Universidade, 1990 ISBN 84-338-1069-3 pág. 166.</ref> com o que a Taifa de Albarracín perdia a sua independência no contexto do período das [[primeiras taifas]]. A partir de então, os Banu Razin mudaram-se para Valência.
 
Uns sessenta anos depois, por volta de [[1170]], [[Ibn Mardanis|Muhammad ibn 'Abd Ajoāh ibn Sano'd ibn Mardāniš]], conhecido pela alcunha de [[Rei Lobo]], traspassou o território ao Senhor de [[Estella]], [[Pedro Ruiz de Azagra]], possivelmente fruto do pagamento pelos serviços prestados pelo [[reino de Navarra|rei de Navarra]].
 
Deste jeito foi estabelecido o senhorio de ''Santa María de Aben Razin'' ([[Senhorio de Albarracín]]), um território soberano encravado entre o [[Reino de Castela]] e o [[Reino de Aragão]] em mãos de um feudatário do [[Reino de Navarra]].
 
== {{Bibliografia}} ==
* [[Jacinto Bosch Vilá|BOSCH VILÁ, Jacinto]] (1959), ''Albarracín musulmán. El reino de Taifas de los Beni Razín, hasta la constitución del señorío cristiano'', Em: Almagro, Martín, ''Historia de Albarracín y su sierra'', Tomo II, Parte Primera, Teruel, IET Consejo Superior de Investigaciones Científicas ISBN 978-84-00-00985-4 e ISBN 84-00-00985-1
* MARTOS QUESADA, Juan, «Los reinos de Taifas en el siglo XI», em Ana I. Carrasco, Juan Martos e Juan A. Souto, ''Al-Andalus'', Madrid, Istmo (Historia de España. Historia medieval, VI), 2009, pp.&nbsp;147–272. ISBN 978-84-7090-431-8
 
{{Referênciasreferências}}
{{Tradução/ref|es|Taifa de Albarracín|oldid=25443653}}
 
== {{Ligações externas}} ==
* {{Link|es|2=http://web.raex.com/~obsidian/taifa.html#Albarracin |3=Emires ou reis da taifa de Albarracín}}
* {{Link|es|2=http://portal.aragon.es/portal/page/portal/INFTERR/PUBLICACIONESDIGITALES/COLECCIONTERRITORIO/28.%20Comarca%20de%20la%20Sierra%20de%20Albarrac%C3%ADn/II.%20De%20la%20Historia/02%20Taifa%20musulmana.pdf |3=História da Taifa de Albarracín}}
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