Diferenças entre edições de "Cristóvão Colombo"

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A vida do navegador contém muitas incertezas e obscuridades, promovidas por ele próprio e pelo seu filho [[Fernando Colombo|Fernando]], que ocultou ou evitou certas passagens da vida de Colombo à época consideradas pouco honrosas, e procurou realçar a figura do pai frente àqueles que o procuravam diminuir. Apesar do esforço desenvolvido na investigação da vida do navegador, ainda restam algumas incertezas, ou fantasias nacionalistas ou ideológicas. Um dos principais problemas apresentados é o da pátria do navegador, e embora este assunto não seja de interesse primário, a importância que lhe tem sido dada e a sua constante actualidade obrigam a que se lhe faça menção.<ref name="Hist80"/>
 
Não existiu qualquer controvérsia sobre a origem italiana do navegador até ao final do século XIX, quando surgiram as hipóteses mais díspares, das quais a origem portuguesa viria a singrar, nos dias que correm é quase certa essa origem, mas por motivos políticos tem-se escondido a verdade. Entre outras teorias, tentou-se fazê-lo natural da [[Córsega]]. No final desse século, [[Garcia de la Riegla]], de [[Pontevedra]], na [[Galiza]], publicou uma série de documentos que apresentavam nomes de pessoas da região e de raça [[judia]] da primeira metade do século XV com os mesmos nomes da família de Colombo - a despeito destes apenas serem conhecidos através da documentação genovesa - que supostamente teriam imigrado para Génova após o nascimento de Colombo. Durante muitos anos esta teoria obteve popularidade, já que satisfazia o nacionalismo espanhol, o judeu e o galego, até que em 1928 foi desclassificada como fonte histórica pela Academia de História espanhola, que comprovou os documentos como sendo autênticos, mas manipulados para apresentar aqueles nomes.<ref name="Hist81"/>
 
No mesmo ano em que a hipótese galega foi descredibilizada, o historiador peruano [[Luis Ulloa]] surgiu com um Colombo catalão, um nobre marinheiro que se chamaria Juan Colón e era inimigo de [[João II de Aragão]], e que seria um suposto "Scolvus" que chegou à América do Norte em 1476, elaborou um projecto de descobrimento e o ofereceu a Fernando o Católico em benefício da [[Catalunha]], mas acabou burlado por este, que conhecia a sua verdadeira identidade, e que para oculta-la realizou uma série de falsificações de documentos e crónicas. Esta tese foi inicialmente recebida com entusiasmo na Catalunha, desvanecendo-se com o tempo na ausência de qualquer documento que a suportasse.<ref name="Hist81"/>