Diferenças entre edições de "Câncer de próstata"

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=== Biópsia ===
Se há suspeita de câncer, realiza-se uma [[biópsia]] da próstata. Durante a biópsia o [[urologista]] obtém amostras do tecido da próstata através do [[reto]]. Uma pistola de biópsia insere e remove agulhas especiais (geralmente três a seis em cada lado da próstata) em menos de um segundo. As biópsias de próstata são feitas rotineiramente e raramente necessitam de hospitalização. Cinquenta e cinco por cento dos homens relatam desconforto durante o procedimento.<ref>{{cite journal| last=Essink-Bot| first=ML| coauthors=de Koning HJ, Nijs HG, Kirkels WJ, van der Maas PJ, Schroder FH| title=Short-term effects of population-based screening for prostate cancer on health-related quality of life| journal=J Natl Cancer Inst| year=1998| month=June 17| volume=90| issue=12| pages=925-31| id=PMID 9637143}}</ref>
 
==== Escore de Gleason ====
{{AP|[[Escore de Gleason]]}}
As amostras de tecido da próstata são então examinadas sob microscópio para determinar se há presença de células cancerosas e para avaliar as características microscópicas (ou [[escore de Gleason]]) de algum câncer encontrado.
 
==== Marcadores tumorais ====
As amostras de tecidos podem ser [[corante|coradas]] para investigação da presença de [[antígeno prostático específico]] (PSA) ou outros [[marcadores tumorais]] a fim de determinar a origem de células malignas que sofreram [[metástase]].<ref name="pmid17667550">{{cite journal |author=Chuang AY, Demarzo AM, Veltri RW, Sharma RB, Bieberich CJ, Epstein JI |title=Immunohistochemical Differentiation of High-grade Prostate Carcinoma From Urothelial Carcinoma |journal= |volume=31 |issue=8 |pages=1246-1255 |year=2007 |pmid=17667550 |doi=10.1097/PAS.0b013e31802f5d33}}</ref>
==== Estadiamento ====
 
== Estadiamento ==
{{AP|[[Estadiamento do câncer de próstata]]}}
 
Uma importante parte na avaliação do câncer de próstata é a determinação do [[estadiamento|estágio]], que significa o quão longe o câncer já se espalhou. Conhecer o estágio ajuda a definir o [[prognóstico]] e é útil para se escolher a terapia. O sistema mais comum é o sistema de quatro estágios, o [[sistema TNM]] (abreviação para Tumor/linfoNodos/Metástases). Seus componentes incluem o tamanho do tumor, o número de [[linfonodo]]s envolvidos e a presença de alguma [[metástase]].
 
 
Depois de uma biópsia da próstata, o [[patologista]] observa as amostras sob microscópio. Se o câncer estiver presente, o patologista relata o grau do tumor. O grau revela quanto o tumor se diferencia do tecido prostático normal e sugere quão rápido o tumor irá crescer. O sistema de Gleason é usado para graduar tumores de 2 a 10, sendo o [[escore de Gleason]] 10 indicando as maiores anomalias. O patologista atribui um número de 1 a 5 para o padrão mais comum observado na amostra sob o microscópio, e então atribui outro número de 1 a 5 para o segundo padrão mais comum. A soma destes dois números é o escore de Gleason. A graduação adequada do tumor é crítica, já que o grau do tumor é um dos principais fatores usados para determinar qual tratamento será recomendado.
===Rastreamento ou Detecção Precoce===
O exame de rastreamento, detecção precoce, geralmente é realizado pelo exame do PSA e pelo exame digital da próstata (o toque retal).
Recentemente, novas recomendações tem sido feitas pelas grandes sociedades especializadas.
Um estudo europeu demonstrou que os homens com idade de 55 a 69 anos são os que mais se beneficiam quando submetidos aos exames periódicos. (Shröeder, F. NEJM 2008)
Entretanto, existe o risco do diagnóstico de tumores ditos insignificantes, pouco agressivos, que podem nunca progredir. Além do tratamento que pode trazer complicações.
Provavelmente, a conduta mais correta é ter as dúvidas esclarecidas, sobre riscos e benefícios com o urologista.
 
 
== Tratamento ==
 
== Tratamento ==
{{aviso médico}}
O tratamento é variável e depende do estadiamento da [[neoplasia]] que, grosso modo, pode ser dividido em [[tumor localizado]] e [[tumor metastático]].
A prostatectomia radical tem tradicionalmente sido utilizada sozinha quando o câncer é pequeno. Quando há margens positivas ou doença localmente avançada, a radioterapia adjuvante pode oferecer uma melhor sobrevivência. A cirurgia também pode ser oferecida quando o câncer não responde à radioterapia. Entretanto, como a radioterapia causa mudanças teciduais, a prostatectomia após a radioterapia possui um risco maior de complicações.
 
====Prostatectomia Radical Laparoscópica e laparoscópica assistida por robo====
Apesar de descrita no início dos anos 1990. Somente após as modificações da técnica publicadas pelos urologistas do [[Institut Mutualiste Montsouris]], Paris, França; a cirurgia laparoscópica foi disseminada pelo mundo, permitindo bons resultados, similares a cirurgia aberta. A prostatectomia radical laparoscópica é forma mais moderna da clássica prostatectomia retropúbica radical. Em contraste com a cirurgia aberta do câncer de próstata, a prostatectomia radical não requer uma grande incisão. Utilizando tecnologia moderna, como a miniaturização e fibras ópticas, a prostatectomia radical laparoscópica é um tratamento minimamente invasivo para o câncer de próstata.
 
A prostatectomia radical assistida por robo, também chamada prostatectomia robótica, foi inicialmente realizada em Creteil-França e tornou-se a técnica mais realizada, atualmente, nas regiões onde é disponível. Existiam 2 sistemas robóticos utilizados nas cirurgias assistidas com robo: o primeiro e cuja produção foi interrompida, chamado ZEUS ( que consistia em um console e 3 braços robóticos chamados AESOP) e o segundo sistema que, atualmente, é o único em uso, chamado Da Vinci que pode ter 3 e 4 braços.
Nos dias atuais, apesar da rápida substituição da técnica com corte (cirurgia aberta) pela robótica, em países como nos EUA, os estudos médicos, não encontraram vantagens evidentes de uma técnica sobre a outra. O que parece ser mais importante é o especialista cirurgião urologista do que a via de acesso escolhida (aberta, laparoscópica ou assistida por robo), pois apresentam resultados semelhantes.
 
A [[ressecção transuretral de próstata]], geralmente chamada de "RTU de próstata", é um procedimento cirúrgico realizado quando o canal entre a bexiga e o pênis ([[uretra]]) é bloqueada pelo aumento da próstata. A RTU de próstata é geralmente realizada para doença benigna ([[hiperplasia prostática benigna]]) e não é considerada um tratamento definitivo para o câncer de próstata. Durante o procedimento, um [[cistoscópio]] é inserido no pênis, e a próstata bloqueada é cortada.
 
Na doença [[metastática]], quando o câncer já se espalhou além da próstata, a remoção dos [[testículo]]s (chamada de [[orquiectomia]]) pode ser realizada para diminuir os níveis de [[testosterona]] e controlar o crescimento do câncer. (Ver terapia hormonal, abaixo)
 
 
===Radioterapia e suas modalidades===
Trata-se de um tratamento curativo para doença localizada ou localmente avançada.
Poucos estudos com poder de detectar diferenças significativas (chamados estudos clínicos randomizados), compararam a radioterapia com a cirurgia, na tentativa de avaliar se existe um tratamento melhor que o outro.
Apenas um estudo clínico randomizado comparou a prostatectomia radical e a radioterapia e demonstrou que a cirurgia previne mais a disseminação do tumor, reduzindo a possibilidade de metástases. (Paulson, Lin et al. 1982). <ref>http://wp.clicrbs.com.br/saudedohomem/?topo=67,1,1,,38,77</ref>
A radioterapia pode ser indicada para alívio sintomático de dores ósseas ocasionadas por metástases.
 
 
===Observação (watchful waiting) e Seguimento ativo (active surveillance)===
A simples observação (do inglês ''watchful waiting''), isto é, apenas acompanhar os pacientes diagnosticados com Câncer de próstata até que o paciente apresente sintomas e tratá-los de forma paliativa, isto é, não curativa, demonstrou ser uma modalidade de tratamento com piores resultados quando comparado à cirurgia radical. Pacientes operados apresentaram maior sobrevida geral, melhor sobrevida relacionada ao câncer e menor chance de metástases ao longo da vida.
 
O seguimento ativo (do inglês ''active surveillance'') é uma modalidade onde o paciente é conduzido atentamente, com exames periódicos, existindo a necessidade de submeter o paciente a novas biópsias, optando por não tratar de imediato pacientes portadores de tumores de baixo risco de progressão. Desta forma, indicando o tratamento (seja prostatectomia radical seja radioterapia) somente aos pacientes em que o câncer progredir. Esta modalidade de tratamento tem a intenção de restringir a exposição aos riscos e complicações conhecidas (como incontinência urinária e disfunção sexual) a apenas os pacientes portadores de câncer não agressivos.
Atualmente, devido a falta de acurácia em predizer quais pacientes são portadores de tumores de baixo-risco, o seguimento ativo é indicado a apenas um grupo restrito de pacientes portadores de tumores pouco agressivos ou com expectativa de vida < 10-15 anos, seja pela idade avançada, seja pelas doenças que o paciente já apresenta, as chamadas comorbidades (fumo, pressão alta, obesidade, sedentarismo...) que, por vezes, podem levar o paciente a morte antes do tumor progredir.
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=== Terapia hormonal ===
 
{{referências}}
http://wp.clicrbs.com.br/saudedohomem/?topo=67,1,1,,38,77
 
{{Tumores}}
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