Diferenças entre edições de "Resistência Nacional Moçambicana"

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{{semmais-fontes|data=Outubro21 de 2008agosto de 2013}}
{{Info/Partido político
|nome = Resistência Nacional Moçambicana</br> (RENAMO)
|nome_originalcolorcode = blue
|logo = Mz renamo3.PNG
|logo_tamanho = 200px
|slogan = Logo da RENAMO
|presidente = [[Afonso Dhlakama]]
|líder secretário = Afonso Dhlakama
|fundação 1secretário = 1975
|fundação = {{Dtlink|||1975|si}}
|dissolução =
|ideologia = Atualmente:</br> [[Conservadorismo]],</br> Anteriormente:</br>(anteriormente [[Anticomunismo]])
|sede = Avenida Ahmed Sekou Touré Nº 657, [[Maputo]]
|internacional = [[Internacional Democrata Centrista]]</br> (observador)
|ala_jovem = RENAMO Liga da Juventude
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|ideologia = [[Conservadorismo]]<br />(anteriormente [[Anticomunismo]])
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|lugares1_título = [[Assembleia da República de Moçambique]]
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|branco1_título = [[Espectro político]]
|branco1 =[[Centro-direita]]
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|website = [http://www.renamo.org.mz/ http://www.renamo.org.mz/]
|publicação =
}}A '''RENAMO - Resistência Nacional Moçambicana''' é o segundo maior [[partido político]] de [[Moçambique]]. O seu atual presidente é [[Afonso Dhlakama]].
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}}A '''RENAMO - Resistência Nacional Moçambicana''', mais conhecida pelo acrônimo '''RENAMO''', é o segundo maior [[partido político]] de [[Moçambique]]. O seu atual presidente é [[Afonso Dhlakama]].
Surgiu como reação ao partido único no poder, a [[Frelimo]], organizando um movimento armado que durou [[guerra de desestabilização de Moçambique|16 anos]]. A RENAMO começou na província de [[Manica (província)|Manica]], centro de Moçambique, com [[André Matsangaíssa]], um dissidente da [[Frelimo]], morto pelas forças governamentais em [[Gorongosa]] no ano de [[1979]], num ataque da Renamo a uma posição das forcas governamentais. A base era conhecida com o nome de "Casa Banana".
 
Surgiu como reação ao partido único no poder, a [[FRELIMO]], organizando um movimento armado que durou [[guerra de desestabilização de Moçambique|16 anos]].
A guerra terminou com o [[Acordo Geral de Paz]], assinado em [[Roma]] a [[4 de Outubro]] de [[1992]].
 
== Histórico ==
A Renamo já concorreu três vezes às eleições multipartidárias, tanto para o [[parlamento]], onde ficou sempre em minoria, como apoiando Dhlakama como candidato à presidência, mas perdeu as eleições. Em relação às eleições municipais, a RENAMO boicotou as primeiras, em [[1998]], mas concorreu às segundas, em [[2003]], assegurando o controlo de cinco dos 33 municípios.
A RENAMO foi fundada em 1975 após a independência de Moçambique como uma organização política [[anti-comunista]], patrocinada pela [[Organização Central de Inteligência]] da [[Rodésia]]. A formação do partido (ainda como grupo paramilitar nacionalista de direita) se deu sob os auspícios do primeiro-ministro da Rodésia, [[Ian Smith]], que procurava por meio da RENAMO, impedir que o governo da FRELIMO fornecesse refúgio para a [[União Nacional Africana do Zimbábue]], militantes que buscavam derrubar o governo rodesiano.
 
=== Início ===
Surgiu como reação ao partido único no poder, a [[Frelimo]], organizando um movimento armado que durou [[guerra de desestabilização de Moçambique|16 anos]]. A RENAMO começou suas operações na província de [[Manica (província)|Manica]], centro de Moçambique, com [[André Matsangaíssa]], um dissidente da [[FrelimoFRELIMO]],. Matsangaíssa foi morto pelas forças governamentais em [[Gorongosa]] no anodia 17 de outubro de [[1979]], num ataque da RenamoRENAMO a uma posição das forcas governamentais. A base era conhecida com o nome de "Casa Banana". Depois de uma luta pela sucessão violento, Afonso Dhlakama tornou-se o novo líder da RENAMO.
 
Durante a Guerra Civil moçambicana da década de 1980, a RENAMO também recebeu o apoio da África do Sul.<ref>[http://www.gutenberg-e.org/geh01/geh16.html Binding Memories: Chronology]</ref> Nos [[Estados Unidos]], a [[CIA]] e os [[conservadorismo|conservadores]] fizeram ''lobby'' para o apoio à RENAMO, no entanto encontrou-se forte resistência por parte do Departamento de Estado, que disse "não reconhecer ou negociar com a RENAMO".<ref>[http://books.google.com/books?id=14YWKklpbTEC&pg=PA204&lpg=PA204&ots=I9LTNg9wHX&sig=Qqc0zaUY-MpPl8K17W98BYM-pr4&hl=en ''Deciding to Intervene''], p. 204.</ref><ref>[http://books.google.com/books?id=14YWKklpbTEC&pg=PA207&dq=%22not+recognize+or+negotiate+with+RENAMO%22&ei=EDAvSNWLOIT6yASJwb3eDA&sig=xHohVyqD2C49eHDEPSA1JaX5s-Q ''Deciding to Intervene''], p. 207.</ref><ref>[http://books.google.com/books?id=3mYhufO4Bg0C&pg=PA71&lpg=PA71&dq=%22william+casey%22+renamo&source=web&ots=9UtRCF2Fjo&sig=oJaVLBxlRKGRWpHGdPRDM-o47vM&hl=en ''Africa: The Challenge of Transformation'']</ref> O governo [[britânico]] de [[Margaret Thatcher]] não enxergava a guerra civil em Moçambique como parte da [[Guerra Fria]], assim a princípio apoiava informalmente a RENAMO. No entanto quando a FRELIMO tomou a atitude de fechar a fronteira para Rodésia, fato que vinha a calhar em com os interesses britânicos que naquele momento se punha contra a colônia rebelde (Rodésia), o governo britânico passou a apoiar a FRELIMO, enquanto que o governo rodesiano apoiou a RENAMO.
 
=== 1992 - atualidade ===
Com o término da guerra civil, sob os termos do [[Acordo Geral de Paz]], assinado em [[Roma]] a [[4 de Outubro]] de [[1992]], a RENAMO abandonou as armas e converteu-se em um partido político. Neste período, com a dissolução da [[União Soviética]], e a conversão da FRELIMO em um partido [[social-democrata]], a RENAMO abandona sua ideologia [[anti-comunista]], mas adota como substituição a esta uma ideologia [[conservadorismo|conservadora]]. Os antigos combatentes da RENAMO foram integrados ao exército moçambicano.
 
Raul Domingos , negociador no Roma Geral Acordos de Paz e líder da RENAMO no Parlamento em 1994-1999, foi expulso do partido em 2000 e, em 2003, fundou o Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento .
 
A Renamo já concorreu três vezes às eleições multipartidárias, tanto para o [[parlamento]], onde ficou sempre em minoria, como apoiando Dhlakama como candidato à presidência, mas perdeu as eleições. Em relação às eleições municipais, a RENAMO boicotou as primeiras, em [[1998]], mas concorreu às segundas, em [[2003]], assegurando o controlocontrole de cinco dos 33 municípios.
 
Nas eleições legislativas de 1º e 2 de Dezembro de 2004, o partido foi o cabeça da colisão eleitoral Renamo-UE, que conquistou 29,7% dos votos e 90 dos 250 assentos. O candidato presidencial dessa aliança, Afonso Dhlakama, recebeu 31,7% dos votos populares.
 
== Dissidências ==
 
Raul Domingos, negociador nos Acordos Gerais e líder da RENAMO no Parlamento entre 1994 e 1999, foi expulso do partido em 2000 e, em 2003, fundou o [[Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento]].
 
Em Agosto de [[2008]], a RENAMO preteriu o presidente do Conselho Municipal do [[Beira|principal município]] controlado por si, o Eng. [[Daviz Simango]], para candidato à reeleição nas eleições municipais agendadas para Novembro de 2008. O Eng. Simango decidiu candidatar-se como independente, tendo sido, por isso, expulso do partido. Esta série de eventos levou a tumultos na [[Beira (Moçambique)|Beira]], à deserção de vários membros desta formação política e à formação de um novo partido político, o [[Movimento Democrático de Moçambique]].
 
{{esboço-política}}
{{referências}}
 
== {{Ligações externas}} ==
* [http://www.renamo.org.mz/viewpage.php?page_id=2 Página oficial da Renamo]