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Um {{PEPB|concílio ecuménico|concílio ecumênico}} é uma reunião de todos os bispos cristãos convocada para discutir e resolver as questões doutrinais ou disciplinares da [[Igreja Cristã]]. A palavra ''ecuménico'' deriva do [[grego]] "''οἰκουμένη''", que significa literalmente "o mundo habitado". Inicialmente, ela foi usada para se referir ao [[Império Romano]] e, posteriormente, passou a ser aplicado para designar o mundo em geral. Devido aos [[cisma]]s, a aceitação desses concílios varia muito entre as diferentes [[Denominação cristã|denominações do cristianismo]].
 
As Igrejas cristãs que se separaram com as demais por causa de divergências [[cristologia|cristológicas]] aceitam somente os concílios ecuménicos que se realizaram antes da sua separação: assim, a [[Igreja Assíria do Oriente]] aceita os dois primeiros e as [[Igrejas não-calcedonianas]] os três primeiros. Até ao [[século IX]], [[Primeiros sete concílios ecumênicos|sete concílios ecuménicos]] reconhecidos tanto pela [[Igreja Católica]] como pela [[Igreja Ortodoxa]] foram realizadas, antes da [[Grande Cisma do Oriente|sua separação]] (século XI). Desde então, a Igreja Ortodoxa não tem reconhecido como ecuménico mais nenhum [[concílio]], pois não há mais a "ecumene", ou seja, o imperador. De qualquer forma, a Igreja Ortodoxa continua realizando concílios com a mesma autoridade dos ecumenicos, chamados Concílios Pan-Ortodoxos. A Igreja Católica continuou a convocar e realizar concílios ecuménicos em [[comunhão plena]] com o [[Papa]], que passou a ser a ecumene. [[Anglicanos]], [[luteranos]] e algumas outras denominações [[protestantes]] reconhecem os quatro primeiros concílios ecuménicos e, em alguns casos, os primeiros sete.
 
== Concílios pré-Nicenos ==
São 21 os [[concílio]]s ecuménicos, entendendo "ecuménico", aqui, com o sentido de "universal", com a participação de todos os bispos católicos do mundo.
 
Segundo a [[doutrina da Igreja Católica]], além do Papa (quando fala ''[[ex cathedra]]''), o [[episcopado católico]] pleno é também infalível (em matérias de fé e moral) só quando, reunido num concílio ecuménico, deseja propor como definitiva e obrigatória uma doutrina <ref> Melchor Cano, "De Locis Theologicis", Biblioteca de autores cristianos, Madrid, 2006, p. 351 e também S. Roberto Bellarmino, in "De Concillis", Lib. II, c XIX, col. 94-96 </ref>, em [[comunhão plena|comunhão (união)]] com o Papa, que é a cabeça do episcopado. Mas, fora da comunhão com o Papa e da sua autoridade suprema, o concílio tem apenas poder [[sínodo|sinodal]].
 
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