Diferenças entre edições de "Kusaila"

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(nova página: {{Sem infocaixa|Monarca}} {{Expandir2||fr|Koceila}} '''Kusaila ibn Lamzam''', '''Kusayla''', '''Kosaila''', '''Kasila''' ou '''Koceila''' ({{langx|ber|'''Aksil''' ou '''Aksel'''}},<...)
 
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'''Kusaila ibn Lamzam''', '''Kusayla''', '''Kosaila''', '''Kasila''' ou '''Koceila''' ({{langx|ber|'''Aksil''' ou '''Aksel'''}},<ref name=mod /> {{langx|tfng|ⴰⴽⵙⴻⵍ}}; n.&nbsp;640? — m.&nbsp;686 ou 690) foi um líder [[cristão]] da [[tribo]] [[Berberes|berbere]] {{ilc|Auraba||Awraba}} e da confederação tribal dos {{ilc|Sanhadja||Sanhajda|Iznaguen}}. É conhecido por comandar uma resistência tenaz dos Berberes contra a [[Conquista muçulmana do Magrebe|expansão muçulmana]] no [[Norte de África]] na década de 680 e, depois de converter-se ao [[Islão]], pela sua oposição ao governador e general [[Árabes|árabe]] [[Uqba ibn Nafi al-Fihri|Uqba ibn Nafi]].
 
==Etimologia==
O nome de Kusaila é escrito de várias formas pelos autores muçulmanos: Kwsylt ((Kûsîla([]), Kosayla, Qosayla, Uksayl, Kusila. Tem sido relacionado com o nome [[Latim|latino]] Caecilius, cognome muito difundido na África Romana e em [[Volubilis]], cuja pronúncia em latim clássico é Caïquilius e uma evolução do ci (qui) em ci (si) em latim tardio (por exemplo, ''Caecilia'' é entendida pelos Árabes como "Cacilia"). É uma hipótese verosímil admitindo que Kusaila era cristão, mas o seu nome pode também ter origem no tamazight (berbere). Os diferentes dialetos amazighs do [[Aurès]], de onde Kusaila seria originário segundo algumas fontes, têm atualmente uma raiz KSL de onde derivaria ''aksel'' ("leopardo"). Outra designação berbere desse animal é ''aghilas'' ou ''ghilas'', é usada para chamar o {{ilc|monte Chenoua||Chenoua|Jebel Chenoua}}, situado a oeste de [[Argel]] e no Grande Sul argelino significa "leãozinho".
 
==Biografia==
Segundo fontes do séculos XI a XIV (as últimas de ibn Khaldun), o [[Emir|amir]] [[Omíadas|omíada]] dos invasores árabes, um escravo liberto chamado [[Abu al-Muhajir Dinar]] (m.&nbsp;683), surpreendentemente convidou Kusaila para se reunir com ele no seu acampamento e convenceu-o a aceitar o Islão e juntar-se ao seu exército com a promessa de plena igualdade com os Árabes (678). Abu al-Muhajir era um mestre na diplomacia e impressionou Kusaila não só pela sua piedade, mas também pelo seu elevado sentido de respeito e educação. Kusaila incorporou os Auraba e Sanhadja no exército conquistador árabe e participou nas suas campanhas constantemente vitoriosas sob o comando de Abu al-Muhajir. Este foi depois substituído à força por Uqba ibn Nafi, que ameaçou Kusaila com desdém. O desprezo de Uqba acabou por enraivecer Kusaila e levou a que este conspirasse para se vingar. Quando o exército regressou de [[Marrocos]], Uqba autorizou as suas tropas a tirarem férias e regressarem a casa. Os que ficaram, cerca de 300, estavam exaustos e vulneráveis. Na marcha de regresso de Uqba à sua base em [[Cairuão]], Kusaila juntou-se às tropas [[Império Bizantino|bizantinas]] e organizou uma emboscada. As forças berberes-cristãs, com cerca de {{formatnum:5000}}, derrotaram os Árabes e mataram Uqba na [[batalha de Vescera]], em Tahudha, perto de [[Biskra]] em 683. Kusaila ganhou assim o domínio indisputado do Norte de África e marchou triunfante para Cairuão.<ref name=con280 /> Este relato é questionado por alguns historiadores, que dão mais credibilidade às fontes do {{séc|IX}}, segundo as quais Abu al-Muhajir não tinha ligações com Kusaila, como não tinha Uqba até ter caído na emboscada em Tahudha. Essas fontes mais antigas também descrevem Kusaila como um cristão e não um muçulmano convertido. No entanto, todas as fontes convergem que ele comandava uma força militar de Berberes e Bizantinos quando derrotou Uqba.<ref name=mod />{{Harvy|ben|Benabbès|2005}}
 
Em 688 chegaram reforços árabes comandados por {{ilc||Zuhair ibn Kays|Kays ibn Zuhair}}. Kusaila enfrentou-se com ele em 690, na [[batalha de Mamma]]. As forças árabes, em grande superioridade numérica, derrotaram os Auraba e Kusaila foi morto. Segundo outras fontes teria morrido em 686. Contudo, tal não cessou a resistência berbere sob a liderança de Dihya, uma mulher alcunhada [[Kahina]].{{Carece de fontes|hist-af|bioh|data=outubro de 2013}}
 
==Notas e referências==