Diferenças entre edições de "Petronas, o Patrício"

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Bardas foi elevado à categoria de [[césar (título)|césar]] e se tornou o efetivo governador do Império Bizantino. Nesta posição, mostrou uma notável energia e habilidade, estando entre as suas decisões mais importantes a postura mais agressiva contra os [[árabes]] no Oriente.{{harvref|Jenkins|1987|p=160–161}} Consequentemente, Petronas foi nomeado [[estratego]] do poderoso [[thema Tracesiano]]. Em 856, durante sua primeira campanha contra os [[Paulicianismo|paulicianos]] de [[Tefrique]], ele saqueou o emirado de [[Melitene]] e as terras dos seguidores de Paulo de [[Samósata]] e Amida na [[Mesopotâmia Superior]].<ref name=Kazh1645 /> Depois de ter penetrado mais fundo no território árabe do que qualquer comandante bizantino desde as [[expansão islâmica|conquistas muçulmanas]], voltou vitorioso com muitos prisioneiros.{{harvref|Treadgold|1997|p=450–451}}
 
Em 863, um exército árabe, liderado pelo emir de Melitene, [[Umar al-AqtaAmbros]] (r. anos 830 - 863), penetrou profundamente em território bizantino, chegando até [[Amisos]] na costa do [[Mar Negro]]. Petronas foi colocado no comando das tropas bizantinas para enfrentar a invasão, e através de um brilhante esforço de coordenação, as três distintas forças conseguiram convergir até o exército árabe, cercá-lo, e destruí-lo na [[Batalha de Lalacão]] em 3 de Setembro de 863;{{harvref|Jenkins|1987|p=162}} os bizantinos agiram rapidamente para tirar proveito de sua vitória: um exército bizantino invadiu a [[Armênia]] que estava sob controle árabe, e em outubro-novembro, derrotou e matou o emir [[Ali ibn Yahya]].<ref name=Lalakaon />{{harvref|Whittow|1996|p=311}} Petronas levou a cabeça de seu inimigo derrotado para [[Constantinopla]], onde foi homenageado por seu sobrinho com uma [[Triunfo romano|entrada triunfal]]. Logo depois, foi elevado à categoria de ''[[magistros]]'' e à posição de comandante-em-chefe do exército.<ref name=Kazh1645 />
 
Com esta vitória, Petronas e Bardas foram capazes de proteger as fronteiras orientais, fortalecendo o Império Bizantino, e preparando o terreno para as conquistas do {{séc|X}}. Os cronistas bizantinos acrescentam que o general vitorioso não sobreviveu por muito tempo após a batalha de Lalacão. Uma [[hagiografia]], escrita por um contemporâneo, afirma que Petronas morreu no mesmo dia de São [[Antônio, o Jovem]], seu pai espiritual, e dois anos e dois meses após vencer os exércitos árabes. Ele foi sepultado no mosteiro de Gastria, onde seu túmulo está localizado em frente a de sua irmã Teodora e das suas sobrinhas.<ref name=Wilke564/>