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'''Vilfredo Pareto''' ([[Paris]], [[15 de julho]] de [[1848]] — [[Céligny]], [[19 de agosto]] de [[1923]]) foi um [[Ciência política|cientista político]], [[sociologia|sociólogo]] e [[Economia|economista]] [[itália|italiano]].
 
== Biografia ==
Nascido ''Wilfried Fritz Pareto'' em [[França]] de pais italianos da [[Ligúria]], sua família detinha o título de nobreza desde o início do [[século XVIII]]. Seu avô, Giovanni Benedetto Pareto, foi nomeado Barãobarão do Impérioimpério por [[Napoleão Bonaparte]] em [[1811]]. Seu pai, recebeu asilo em Paris devido às suas ideias [[Republicanismo|republicanas]] e antipiemontesas. Lá se casou com Marie Méténier.
 
Em [[1867]] a família de Pareto voltavoltou à Itália, onde este concluiconcluiu os estudos secundários clássicos e estudos científicos na [[Universidade Politécnica de Turim]].
 
Durante o período de [[1874]] ea [[1892]] viveviveu em [[Florença]], tendo sido [[Engenharia|engenheiro ferroviário]] e Diretordiretor-Geralgeral das estradas de ferro italianas. Nesta época também participaparticipou da [[Sociedade Adam Smith]] em Florença e junto a esta em manifestações contra o socialismo de Estadoestado, o protecionismo e o militarismo do governo italiano. Era adepto, na época, da [[democracia]] e do [[liberalismo]]. Em [[1882]] éfoi candidato ao cargo de [[deputado]], sem sucesso.
 
Em [[1889]] casa-secasou com Alessandra Bakunin.
 
Entre 1892 e [[1894]] publicapublicou estudos sobre os princípios fundamentiaisfundamentais da economia pura, entre outros pontos da teoria econômica. Em 1892, após contato com L. Walras, este o indicaindicou para tomar seu lugar na cadeira de [[economia política]] da Universidade de Lausanne. Em [[1893]] assumiria o cargo.
 
Em [[1897]] executou um estudo sobre a distribuição de renda. Através deste estudo, percebeu-se que a distribuição de riqueza não se dava de maneira uniforme, havendo grande concentração de [[riqueza]] (80%) nas mãos de uma pequena parcela da população (20%).
 
Depois de separar-se de Alessandra Bakunin em 1901, passapassou a viver com Jeanne Régis em 1902.
 
A partir de [[1907]], por motivos de doença, passapassou a reduzir, pouco a pouco, seu trabalho como professor.
 
Manteve relações amistosas com [[Benito Mussolini]], a quem conheceu quando este era um agitador socialista refugiado na Suíça e frequentou as aulas do economista. Pareto considerava Mussolini "um grande estadista" e em outubro de 1922, em telegrama enviado da Suíça, no qual escreveu "agora ou nunca", encorajou-o a lançar a [[Marcha sobre Roma]] e tomar o poder.
 
Em [[1923]] Vilfredo Pareto éfoi nomeado [[Senadorsenador]] do [[Reino de Itália (1861–1946)|Reino de Itália]]. PublicaPublicou então dois artigos, nos quais se aproximaaproximou do fascismo, recomendando aos adeptos desta ideologia uma atitude liberal.
 
== Teorias ==
Pareto introduziu o conceito de [[ótimo de Pareto]] e ajudou o desenvolvimento da [[microeconomia]] com a ideia de [[curva de indiferença]].
 
A partir de então, tal princípio de análise, conhecidaconhecido com [[Lei de Pareto]], tem sido estendido a outras áreas e atividades, tais como a [[indústriaIndústria|industrial]] e a [[comércioComércio|comercial]], sendo mais amplamente aplicado a partir da segunda metade do [[século XX]].
{{Artigo principal|[[Eficiência de Pareto]]}}
 
=== Sociologia ===
Na sociologia, Pareto contribuiu para a elevação desta disciplina ao estatuto de [[ciência]]. Sua recusa em atribuir um caráter [[utilitário]] à ciência, mas antes apontar para sua busca pela verdade independentemente de sua utilidade, o faz distinguir como objeto da sociologia as ações não-lógicas, diferentemente do objeto da economia como sendo as ações [[lógica]]s.
 
A utilidade é o objeto das ações, enquanto que o da ciência é a verdade ao que Pareto se propõe a estudar de forma lógica ações não-lógicas, que, segundo ele, são as mais comuns entre os seres humanos. O homem para Vilfredo Pareto não é um ser [[Racionalismo|racional]], mas um ser que raciocina tão somente. Frequentemente este homem tenta atribuir justificativas pretensamente lógicas para suas ações ilógicas deixando-se levar pelos sentimentos.
É preciso, no entanto, ressaltar que a ciência não pode resolver os problemas impostos pela ação. Aquela não pode indicar quais os melhores fins para esta, pode somente indicar os meios mais eficazes para atingí-los uma vez escolhidos. A ciência, portanto, não se propõe a efetuar juízos de valor a respeito das ações individuais ou da organização social, não poderá solucionar seus problemas. Poderá sim criticá-los enquanto não-lógicos, ou seja, pautados numa relação falsa, não objetiva, entre meios e fins.
 
== Bibliografia ==
* ''Cours d'économie politique'' ([[1897]])
* ''Le Marché financier italien''
* ''Écrits sur la courbe de répartition de la richesse''
* ''Les systèmes socialistes'' ([[1902]])
* ''Mythes et idéologies de la politique''
* ''Manuale di politica economica'' ([[1909]])
* ''Marxisme et économie politique''
* ''Trattato di sociologia'' ([[1916]])
* ''Fatti e teorie'', Florence, Vallechi (1920)
* ''Transformazioni della democrazia'' Milão, Corbaccio (1921)
* ''Le mythe vertuiste et la littérature immorale'', Paris, Rivière (1911)
 
=== Bibliografia sobre o autor ===
* Aron, R. ''"La sociologie de Pareto"'', Zeitschrift für Sozialforschung, 1937.
* Borkenau, F. ''"Pareto"'', Londres, Chapman & Hall, 1936.
* Sen, A. K. ''"The Impossibility of a Paretian Liberal,"'', Journal of Political Economy, n. 78, [[1970]], pp 152-157.
 
== Ver também ==
* [[Elite (sociologia)|Elite]]
* [[Microeconomia]]
 
{{Esboço-biografia}}