Diferenças entre edições de "José Teófilo de Jesus"

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Sua obra é eclética, e se caracteriza por ilustrar a passagem do [[Barroco]] para o [[Rococó]], chegando a esboçar traços [[Neoclassicismo|neoclássicos]], adaptando criativamente uma herança [[estética]] importada para um contexto novo, e formulando com isso uma linguagem tipicamente brasileira. Foi original também ao trabalhar temas profanos num contexto em que a tradição religiosa tinha grande peso. Parece ter levado uma vida simples e despojada, da qual pouco se conhece, embora como artista seu prestígio em vida fosse grande. Sua produção é aparentemente vasta, mas um bom número das obras que são identificadas com seu nome têm essa atribuição sustentada apenas pela tradição oral. Apesar de já ser reconhecido pelos especialistas como um dos grandes nomes do [[Barroco brasileiro]], e um dos últimos grandes, sua trajetória ainda é cheia de lacunas e incertezas, precisa de mais estudos especializados, e ainda não se tornou conhecida pelo grande público.
 
===Vida===
As informações sobre sua vida são muito escassas. Nasceu na Bahia e era mulato, filho de Antônio Feliciano Borges e Josefa de Santana. Conforme o costume da época, deve ter iniciado sua carreira ainda jovem, sendo discípulo de [[José Joaquim da Rocha]]. Em 1788 entrou para o serviço militar, com o posto de Porta-bandeira do 4º Regimento de Artilharia de Salvador, e nesta época já devia ser um profissional da pintura. Em 9 de junho de 1793 foi contratado pela [[Sé de Salvador]] para fazer quatro pinturas para a Capela do Santíssimo Sacramento, recebendo 60$000 [[réis]].<ref>Campos (2003) vol. I, Maria de Fátima Hanaque. ''A Pintura Religiosa na Bahia, 1790-1850, Vol I''. Tese de Doutorado em Letras. Universidade do Porto, 2003, pp. 32; 304</ref><ref name="Campos">Campos (2010), Maria de Fátima Hanaque. [http://www.portalseer.ufba.br/index.php/rcvisual/article/viewFile/3806/3187 "Revisão à Escola Baiana de Pintura: um estudo sobre o pintor José Teófilo de Jesus"]. In: ''Cultura Visual'', n. 13, maio/2010, Salvador: EDUFBA, p. 25-37</ref>
 
Faleceu depois de cair de um andaime enquanto finalizava o teto da Matriz de Divina Pastora.<ref>Nigra, Clemente Maria da Silva. [http://www.docvirt.com/WI/hotpages/hotpage.aspx?bib=RevIPHAN&pagfis=2966&pesq=&esrc=s&url=http://docvirt.com/docreader.net# "Temas Pastoris na Arte Tradicional Brasileira"]. In: ''Revista do Iphan'', nº 8, 1944, p. 360</ref> Estava quase na penúria. Ao que parece, sempre cobrava pouco pelos seus trabalhos, e nos seus últimos anos faltaram-lhe boas encomendas. Poderia ter mantido um melhor padrão de vida dando aulas, mas registrou-se que isso não o agradava, e só no fim da vida admitiu uns poucos discípulos. Entre eles, [[João Francisco Lopes]] e [[Olímpio Pereira da Mata]].<ref>Campos (2003) vol. II, Maria de Fátima Hanaque. ''A Pintura Religiosa na Bahia, 1790-1850, Vol II''. Tese de Doutorado em Letras. Universidade do Porto, 2003, p. 56</ref><ref>Campos (2003) vol. I, pp. 47-48; 56; 59</ref>
 
===Obra e contexto===
{{AP|[[Barroco]], [[Barroco no Brasil]], [[Pintura do Rococó]], [[Neoclassicismo]], [[Pintura no Brasil]]}}