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Butumita foi altamente considerado e confiado por Aleixo; Ana Comnena chama-o "único confidente de Aleixo". Por isso, ele desempenhou um importante papel nas relações delicadas com a Primeira Cruzada: em 1096, Butumita foi enviado para escoltar o navio naufragado de [[Hugo I de Vermandois]] de [[Dirráquio]] para [[Constantinopla]], e em 1097, foi despachado como chefe de um pequeno destacamento para acompanhar o exército cruzado em sua marcha contra os turcos na [[Anatólia]].{{harvref|Sewter|2003|p=315; 331}}{{harvref|Runciman|1987|p=144; 177}}
 
O primeiro grande obstáculo no caminho dos cruzados era Niceia, a capital seljúcida, que eles começaram a cercar. Butumita tinha sido instruído por Aleixo para assegurar a rendição da cidade pelas forças imperiais, e não para os cruzados. Já desde o início do cerco, Butumita, através de numerosas cartas, tentou seduzir os seljúcidas a renderem-se a ele, seja por meio de promessas de anistia ou ameaças de um massacre se os cruzados capturassem a cidade pela força. Os turcos entraram em negociações, permitindo Butumita entrar na cidade. Dois dias depois, com a notícia da aproximação de uma força de alívio sob o sultão [[Kilij Arslan I]] {{nwrap|r.|1092|1107}}, eles o obrigaram a sair.{{harvref|Sewter|2003|p=331–334}}{{harvref|Skoulatos|1980|p=182}}{{harvref|Setton|2006|p=289}}{{harvref|Runciman|1987|p=179}} Depois da força de socorro ser derrotada pelos cruzados, contudo, e com um esquadrão imperial sob Butumita com o controle da rota de abastecimento através do [[lago Ascânio]] e 2000 bizantinos sob Tatício juntando-se aos cruzados no cerco, os habitantes da cidades estavam determinados a aceitar os termos do imperador: Butumita entrou em Niceia e mostrou-lhes então a [[bula dourada]] do imperador bizantino, oferecendo generosos termos e honra para a esposa e filha do sultão, que estavam na cidade. Ele, contudo, manteve o acordo em segredo, e organizou com Tatício um assalto renovado pelos cruzados e os homens de Tatício, em que a cidade ostensivamente seria capturada pelos bizantinos. O ardil funcionou: o dia do ataque final foi 19 de junho, mas quando o assalto começou na madrugada, os bizantinos, entrandoentraram pelos portões quevirados levavampara aoo lago, elevaram seus estandartes nas almeias, deixando os cruzados do lado de fora.{{harvref|Sewter|2003|p=334–338}}{{harvref|Skoulatos|1980|p=182–183}}{{harvref|Setton|2006|p=290}}{{harvref|Runciman|1987|p=180}}
 
Embora, no geral, os cruzados aceitaram o resultado, o evento amargou as relações. Os líderes cruzados sentiram-se enganados por terem sido deixados de fora após as baixas que sofreram para derrotar a força de alívio turca, mas o ressentimento foi maior entre as fileiras dos cruzados, que foram privados da possibilidade de saque e estavam indignados com o tratamento respeitoso dos bizantinos com os cativos muçulmanos.{{harvref|Setton|2006|p=290–291}}{{harvref|Runciman|1987|p=180–181}} No rescaldo da queda da cidade, Butumita foi nomeado por Aleixo como dux de Niceia. Foi bem sucedido em manter o posto e fila dos cruzados, ainda ansiosos para pilhar, em cheque - eles não estavam autorizados a entrar na cidade, exceto em grupos de 10 - e acalmou seus líderes através de presentes e garantiu a promessa de fidelidade deles à Aleixo. Também persuadiu alguns dos cruzados para se inscreverem no exército bizantino. Eles foram então utilizados para guarnecer Niceia e reparar seus muros.{{harvref|Sewter|2003|p=339–340}}{{harvref|Runciman|1987|p=184}}{{harvref|name=Skoul183|Skoulatos|1980|p=183}}