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'''As Mercenárias''' é um grupo de [[pós -punk]] nacional que surgiu no início dos anos 80, com as integrantes Sandra Coutinho (baixo), Rosália (vocal) e Ana Machado (guitarra) e a adição de [[Edgard Scandurra]], sendo que este sairia tempos depois dando lugar a baterista Lou. O grupo tem influências de bandas inglesas como [[Siouxsie and the Banshees]], [[Joy Division]], [[The Slits]] e [[Sex Pistols]]. Depois de um hiato musical (resultado de sua dispensa da gravadora [[EMI]] sem aviso prévio), o grupo está na ativa, com a integrante da formação original Sandra Coutinho mais as novas integrantes Geórgia Branco (guitarra) e Pitchu Ferraz (bateria).
 
==História==
Em 1982, na cidade de São Paulo, as então estudantes Sandra Coutinho (baixo), Rosália (vocal) e Ana Machado (guitarra) resolveram formar o grupo, entrando na onda do punk que estava gerando bandas reconhecidas no estado, como Inocentes e Ratos de Porão. [[Edgard Scandurra]] foi o primeiro baterista do grupo, mas por conta das diversas bandas que tocava (como o Smack e o futuro [[Ultraje a Rigor]] e [[Ira!]]), ele saiu e no seu lugar entrou a baterista Lou. Em 1986 foi lançado, após muita insistência, o primeiro LP do grupo, '''Cadê as Armas ?'''. O disco foi bem recebido na época e a fama do grupo começava a crescer, tendo algumas apresentações gravadas para programas de TV (numa dessas apresentações, no programa "Fábrica do Som" da [[TV Cultura]], está Scandurra, tocando com o grupo as musicasmúsicas "'''Policia'''Polícia" e '''Me Perco Nesse Tempo'''). O [[debut]] foi lançado pela loja [[Baratos Afins]], velha conhecida da cena punk paulista e que já tinha outros materiais lançados na época. Faixas como "Me Perco Nesse Tempo" e "Policia" são os destaques do álbum, além da faixa "Pânico", que deu origem ao único videoclipvideoclipe da banda.
 
A partir do primeiro álbum, as Mercenárias começam a chamar a atenção de grandes gravadoras, que estavam interessados na música e na presença de palco delas. Por isso, em 88, foi gravado o segundo álbum do grupo:, '''Trashland''', lançado pela EMI. O disco foi um sucesso de público e de criticacrítica, sendo eleito inclusive como o "álbum do ano" pela [[Revista Bizz]]. No entanto, a gravadora não faz a divulgação necessária e, para piorar, dispensou o grupo por meio de um telegrama, não dando muitas explicações para tal ato. Logo depois, a banda estava acabada. Rosália, Ana e Lou abandonaram a carreira musical e Sandra resolve morar em Berlin[[Berlim]], trabalhando na cena alternativa local<ref>http://www.beatrix.pro.br/mofo/mercenarias.htm</ref>.
Em 1982, na cidade de São Paulo, as então estudantes Sandra Coutinho (baixo), Rosália (vocal) e Ana Machado (guitarra) resolveram formar o grupo, entrando na onda do punk que estava gerando bandas reconhecidas no estado, como Inocentes e Ratos de Porão. [[Edgard Scandurra]] foi o primeiro baterista do grupo, mas por conta das diversas bandas que tocava (como o Smack e o futuro [[Ultraje a Rigor]] e [[Ira!]]), ele saiu e no seu lugar entrou a baterista Lou. Em 1986 foi lançado, após muita insistência, o primeiro LP do grupo, '''Cadê as Armas ?'''. O disco foi bem recebido na época e a fama do grupo começava a crescer, tendo algumas apresentações gravadas para programas de TV (numa dessas apresentações, no programa "Fábrica do Som" da [[TV Cultura]], está Scandurra, tocando com o grupo as musicas "'''Policia'''" e '''Me Perco Nesse Tempo'''). O [[debut]] foi lançado pela loja [[Baratos Afins]], velha conhecida da cena punk paulista e que já tinha outros materiais lançados na época. Faixas como "Me Perco Nesse Tempo" e "Policia" são os destaques do álbum, além da faixa "Pânico", que deu origem ao único videoclip da banda.
 
===Retorno===
A partir do primeiro álbum, as Mercenárias começam a chamar a atenção de grandes gravadoras, que estavam interessados na música e na presença de palco delas. Por isso, em 88, foi gravado o segundo álbum do grupo: '''Trashland''', lançado pela EMI. O disco foi um sucesso de público e de critica, sendo eleito inclusive como o "álbum do ano" pela [[Revista Bizz]]. No entanto, a gravadora não faz a divulgação necessária e para piorar, dispensou o grupo por meio de um telegrama, não dando muitas explicações para tal ato. Logo depois, a banda estava acabada. Rosália, Ana e Lou abandonaram a carreira musical e Sandra resolve morar em Berlin, trabalhando na cena alternativa local<ref>http://www.beatrix.pro.br/mofo/mercenarias.htm</ref>.
Em 2005, Sandra Coutinho volta ao Brasil depois de anos morando na Alemanha e decide remontar o grupo junto com a vocalista Rosália, incluindo duas novas integrantes: Geórgia Branco e Pitchu FerraFerraz. No mesmo ano, é lançado no exterior o CD “O''O Começo do Fim do Mundo”Mundo'' (Beginning of the End of the World: Brasilian Post-Punk 1982-85), coletânea com músicas dos dois discos da banda<ref>http://www.souljazzrecords.co.uk/releases/?id=1509</ref>. Pouco tempo depois Rosália sai do grupo, com Sandra assumindo os vocais. Em 2012, em comemoração as 30 anos do grupo, é feito um show no Centro Cultural da Juventude - CCJ com a participação dos músicos Edgard Scandurra, Naná Rizzini, Karina Buhr, Maria Alcina, Clemente ([[Inocentes]]) e Michelle Abur<ref>http://catracalivre.com.br/sp/agenda/barato/as-mercenarias-celebra-30-anos-de-trajetoria-com-show-gratuito-no-ccj/</ref>. Segundo Sandra, há planos para um lançamento para um novo disco<ref>http://www.portalrockpress.com.br/modules.phpname=News&file=article&sid=4925</ref>.
 
==Retorno==
 
Em 2005, Sandra Coutinho volta ao Brasil depois de anos morando na Alemanha e decide remontar o grupo junto com a vocalista Rosália incluindo duas novas integrantes: Geórgia Branco e Pitchu Ferra. No mesmo ano, é lançado no exterior o CD “O Começo do Fim do Mundo” (Beginning of the End of the World: Brasilian Post-Punk 1982-85), coletânea com músicas dos dois discos da banda<ref>http://www.souljazzrecords.co.uk/releases/?id=1509</ref>. Pouco tempo depois Rosália sai do grupo, com Sandra assumindo os vocais. Em 2012, em comemoração as 30 anos do grupo, é feito um show no Centro Cultural da Juventude - CCJ com a participação dos músicos Edgard Scandurra, Naná Rizzini, Karina Buhr, Maria Alcina, Clemente ([[Inocentes]]) e Michelle Abur<ref>http://catracalivre.com.br/sp/agenda/barato/as-mercenarias-celebra-30-anos-de-trajetoria-com-show-gratuito-no-ccj/</ref>. Segundo Sandra, há planos para um lançamento para um novo disco<ref>http://www.portalrockpress.com.br/modules.phpname=News&file=article&sid=4925</ref>.
 
== Discografia ==
Utilizador anónimo