Jazz modal: diferenças entre revisões

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O jazz modal basicamente desvincula a progressão dos [[acorde]]s e a [[tonalidade]], ou seja, não requer que os acordes sejam correspondentes às regras da harmonia tonal ou construídos por harmonização dos vários [[Grau (música)|graus]] da tonalidade. Além disso, cada acorde é associado a diferentes [[escala musical|escalas]] [[modo|modais]], cada uma delas com a sua [[tônica]], sempre de maneira independente e desvinculada da tonalidade.
 
Pode-se dizer que há uma ''aplicação sucessiva de diferentes escalas modais'' (não necessariamente [[escala diatônica|diatônicas]], podendo ser, por exemplo, [[escala pentatônica|pentatônicas]]), em vez de sucessões de acordes. Na composição de frases e períodos musicais, usam-se fragmentos de escalas modais relacionadas entre si, enquanto a passagem de um período a outro (caracterizada por outro acorde ou escala modal) ocorre mediante soluções melódicas particulares, sem que os sons estejam em relação evidente com uma tonalidade. O raciocínio é, portanto, predominantemente ''escalar'' (ou seja, pensa-se ''por escalas''), e mesmo as [[Voicing (jazz)|harmonizações]] e costruçõesconstruções de acordes podem movimentar-se por toda a extensão de uma dada escala, empregando qualquer nota. Perde-se, assim, a simbiose entre [[harmonia]] e [[melodia]] que havia caracterizado toda a produção jazzística até o surgimento do jazz modal.
 
O jazz modal nasce como reação ao [[bebop]] e ao ''[[hard bop]]'', que tinham incrementado as estruturas jazzísticas com [[acorde|progressões harmônicas]] de tipo tonal, caracterizadas por numerosos acordes diferentes e numerosas substituições harmônicas, frequentemente acompanhadas por um [[ritmo]] obsessivo, opondo a estes a busca de uma situação musical de maior distensão, tanto com relação ao tempo como à [[harmonia]].
 
O método surte seus primeiros efeitos no fim dos [[anos 1950]] e se desenvolve nos meados da [[década de 1960]], trazendo inovações na linguagem jazzística e sobretudo diferenciando-se da agressividade do ''Hard bop'', utilizando-se de escalas alternativas, acordes desvinculados da tonalidade, costruídosconstruídos com intervalos de quarta ou quinta (além de terças, como na [[música tonal]] tradicional) e com mais liberdade no fraseado.
 
{{referências}}
 
== {{Ligações externas}} ==
* {{Link||2=http://www.modaljazz.com |3=ModalJazz.com}}
* [http://ir.lib.uwo.ca/cgi/viewcontent.cgi?article=1004&context=notabene Modal Jazz and Miles Davis: George Russell's Influence and the Melodic Inspiration behind Modal Jazz], por Myles Boothroyd. ''Nota Bene: Canadian Undergraduate Journal of Musicology''. Volume 3. Issue 1. Article 5.
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