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Traduzi excertos do texto em inglês sob o trabalho pós-guerra de Fermi.
[[Imagem:Viaenricofermi.jpg|direita|thumb|Uma rua em Roma em homenagem a Enrico Fermi.]]
 
Em seus últimos anos, Fermi fez trabalhos importantes em física de partículas, especialmente a relacionada com [[Píon|mésons pi]], e [[múon]]s. Ele também era conhecido por ser um professor inspirador na [[Universidade de Chicago]] (embora não tenha deixado o Laboratório de Los Alamos até dezembro de 1945), e era conhecido por sua atenção aos detalhes, simplicidade e preparação cuidadosa das aulas. A curta distância entre Argonne e Chicago permitia a participação ativa do cientista tanto nas aulas da universidade quanto na física experimental em Argonne, estudando [[dispersão de nêutrons]] com [[Leona Marshall]]. Mais tarde, suas notas de aula, especialmente as de [[mecânica quântica]], [[física nuclear]], e [[termodinâmica]], foram transcritas em livros que ainda são impressos. Enrico Fermi também discutiu aspectos em física teórica com [[Maria Mayer]], ajudando-a em seu trabalho sobre a interação spin-órbita, o que a levaria ao Prêmio Nobel.
 
O Projeto Manhattan foi substituído pela Comissão de Energia Atômica (CAE) no primeiro dia de janeiro de 1947. Fermi fez parte de uma importante subdivisão científica da CAE encabeçada por Robert Oppenheimer. Ele também gostava de passar algumas semanas de cada ano no Laboratório de Los Alamos, onde ajudou [[Nicholas Metropolis]] e [[John von Neumann]] na [[instabilidade de Rayleigh-Taylor]], a ciência do que ocorre na fronteira entre dois fluidos de diferentes densidades.
 
Logo após a detonação da primeira bomba nuclear soviética em agosto de 1949, Fermi, junto com Isidor Rabi, escreveu um forte manifesto ao comitê, se opondo fortemente ao desenvolvimento de uma bomba de hidrogênio tanto em aspectos morais quanto técnicos. Mesmo assim, continuou trabalhando no desenvolvimento dessa bomba como consultor.
 
Nos anos que se seguiram, Fermi continuou lecionando na [[Universidade de Chicago]]. Seus alunos de PhD no período pós-guerra incluíam [[Owen Chamberlain]], [[Geoffrey Chew]], [[Jerome friedman|Jerome Friedman]], [[Marvin Goldberger]], [[Tsung-Dao Lee]], [[Arthur Rosenfeld]] e [[Sam Treiman]]. [[Jack Steinberger]] era seu aluno de graduação. Fermi conduziu importantes experimentos na física de partículas, especialmente os relacionados a [[Píon|píons]] e [[muon|múons]]. Ele fez as primeiras predições da ressonância píon-núcleon, se baseando em métodos estatísticos, pois achava que resultados exatos não eram necessários para uma teoria que não estava completamente correta. Em um artigo com a co-autoria de [[Chen Ning Yang]], ele especulou que píons poderiam ser partículas compostas, uma ideia anteriormente formulada por [[Shoichi Sakata]]. Foi então postulado, após anos de estudo, que os píons eram feitos de [[quarks]], que completava o modelo de Fermi e criava o modelo quark.
 
Fermi também escreveu um artigo "Sobre a origem da [[Radiação cósmica|Radiação Cósmica]]" no qual ele propôs que os raios cósmicos provinham de um material acelerado por campos magnéticos no espaço interestelar, o que levou a uma divergência de opiniões entre ele e Teller. O cientista italiano também examinou assuntos relacionados a campos magnéticos nos braços de uma [[galáxia espiral]]. Ele também criou o [[paradoxo de Fermi]], um raciocínio muito interessante sobre civilizações extraterrestres.
 
Perto de sua morte, Fermi questionou sua fé na sociedade e também a capacidade de tomarmos uma decisão prudente em relação às armas nucleares. Ele disse:
 
"Algum de vocês pode perguntar: o que de bom há em trabalhar tanto para coletar meramente alguns fatos que não trazem prazer a ninguém - exceto a alguns professores de cabelos longos que amam esse tipo de coisa - e que ninguém irá entender pois somente alguns especialistas são capazes de fazê-lo? Para responder a essas perguntas, eu arrisco uma previsão: a história da ciência e da tecnologia tem nos ensinado, constantemente, que avanços científicos em conhecimentos básicos têm, cedo ou tarde, nos levado a aplicações técnicas e industriais que revolucionaram o nosso modo de vida. Me parece improvável que todo esse esforço para chegar à estrutura básica da matéria seja uma exceção a essa regra. O que é incerto - e é pelo que todos torcemos - é que o homem irá em breve se tornar suficientemente adulto para fazer bom uso dos poderes que ele adquire da natureza."
 
Fermi morreu prematuramente, aos 53 anos de idade, vítima de [[câncer]] no estômago, provavelmente causado pela exposição a [[Radioatividade|materiais radioativos]].
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