Diferenças entre edições de "Estado cliente"

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Um '''Estado cliente''' é um estado que é econômica, política ou militarmente subordinado a um outro estado mais poderoso nos assuntos internacionais.<ref>Michael Graham Fry, Erik Goldstein, Richard Langhorne. ''Guide to International Relations and Diplomacy''. London, England, UK; New York, New York, USA: Continuum International Publishing, 2002. Pp. 9.</ref><ref>{{citar web|URL=http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=12240|título=O estado no direito internacional público: formação e extinção|autor=Josué Scheer Drebes|data=|publicado=Âmbito Jurídico|acessodata=}}</ref> Tipos de estados clientes incluem: [[Estado satélite]], [[Estado associado]], [[Estado fantoche]], [[Neocolonialismo|neocolônia]], [[protetorado]], [[Estado vassalo]] e [[Estado tributário]].
#redirect[[Estado satélite]]
 
== Estados clientes na Antiguidade ==
 
=== Pérsia, Grécia e Roma ===
 
 
=== Império Otomano ===
{{AP|Estados vassalos e tributários do Império Otomano}}
 
== Séculos XIX e XX ==
 
=== Estados clientes da França ===
Durante a [[Revolução Francesa]] e [[era napoleônica]], a [[França]] conquistou a maior parte da [[Europa ocidental]] e estabeleceu diversos estados clientes. No início, durante as [[guerras revolucionárias francesas]] esses estados foram erigidos como repúblicas (as chamadas "''Républiques soeurs''" ou "repúblicas irmãs"). Foram criadas na [[Itália]] ([[República Cisalpina]] no [[norte da Itália]], [[República Napolitana (1799)|República Partenopéia]] no [[sul da Itália]]), [[República Helvética|Suíça]], Bélgica e Holanda como [[República Batava|uma república]] e [[Reino da Holanda|uma monarquia]].
 
Durante o [[Primeiro Império Francês]], enquanto [[Napoleão]] e o exército francês conquistavam a [[Europa]], tais estados foram alterados, e vários novos estados foram formados. As repúblicas italianas foram transformadas no [[Reino de Itália (1805-1814)|Reino da Itália]] sob o domínio direto de Napoleão no norte e o [[Reino de Nápoles]], no sul, sob o governo de [[José Bonaparte]] e mais tarde sob o governo do Marechal do Império [[Joachim Murat]].
 
A margem ocidental do [[rio Reno]] foi anexada e foi parte do Império Francês. Vários estados alemães, que compunham a [[Confederação do Reno]], eram estados clientes do império francês, incluindo o [[Reino da Vestfália]], que foi controlado por [[Jerônimo Bonaparte]].
 
A [[Espanha]], também, foi um reino cliente, após a invasão francesa da Península Ibérica, como foi a [[Polônia]], em seguida, [[Ducado de Varsóvia]].
 
=== Império Britânico ===
No [[Império Britânico]], os [[Estado principesco|Estados principescos indianos]] eram tecnicamente independentes (e receberam tecnicamente a sua independência em separado em [[1947]], embora o [[Nizam de Hyderabad]] não mantivesse a sua independência da [[Índia]]). A [[Declaração unilateral de independência do Egito|independência egípcia]] em [[1922]] tecnicamente terminou um protetorado britânico no [[Egito]]. [[Sudão]] e Egito continuaram a ser governados como [[Sudão Anglo-Egípcio]] até a independência do Sudão em [[1956]]; a [[Grã-Bretanha]] também teve interesses no Egito até a [[Crise de Suez]] terminar. O [[Iraque]] foi feito um reino em [[1932]]. Em cada caso, a realidade econômica e militar não significava independência total, mas um estado onde os governantes locais eram clientes britânicos. Da mesma forma, na [[África]] (por exemplo, no [[Protetorado Norte da Nigéria|Norte da Nigéria]] sob [[Frederick Lugard|Lord Lugard]]) e em [[Malaia]] com o [[Estados Federados Malaios]] e o [[Estados Malaios Não-Federados]]; na política de ''[[indirect rule]]''.
 
=== Alemanha nazista ===
Depois que a [[França]] foi derrotada na [[Batalha de França]], a [[França de Vichy]] foi estabelecida como uma Estado cliente da [[Alemanha nazista]], que permaneceu como tal até sua libertação em [[1944]]. A [[República Eslovaca (1939-1945)|República Eslovaca]] também serviu sob Alemanha durante o mesmo período.
 
=== Estados Unidos ===
Depois de [[1945]], o termo foi aplicado frequentemente aos países governados por ditaduras apoiadas abertamente pelos [[Estados Unidos]] ou pela [[União Soviética]]. Durante a [[Guerra Fria]], muitos países latino-americanos, como [[Guatemala]], [[El Salvador]], [[Nicarágua]] até [[1979]], [[Cuba]] até [[1959]], e o [[Chile]] sob o regime do general [[Augusto Pinochet]] foram vistos como estados clientes dos Estados Unidos, já que o governo estadunidenses teve uma influência significativa sobre as políticas dessas ditaduras. O termo era igualmente aplicável aos outros regimes autoritários com laços estreitos com os Estados Unidos durante a Guerra Fria, mais apropriadamente chamado de ''proxy states'' dos Estados Unidos, como o [[Vietnã do Sul]], [[Irã]] até [[1979]], o [[Camboja]] sob o regime de [[Lon Nol]], [[Filipinas]] e [[Arábia Saudita]]. Um exemplo de caso da construção de um Estado cliente são as relações entre os Estados Unidos e o Irã sob o [[xá]].<ref>Gasiorowski, Mark ''US Foreign Policy and the Shah'', Cornell University Press, 1991</ref>
<!-- The term might also arguably be used for those states extremely economically dependent on a more powerful nation. The three Pacific ocean countries associated with the United States under the [[Compact of Free Association]] (the [[Federated States of Micronesia]], the [[Marshall Islands]] and [[Palau]]) may fall somewhat in this category. -->
 
Os Estados Unidos também fornecem apoio político e militar significativo para os pequenos, mas estratégicos, estados: [[Israel]], [[República da China]] (Taiwan), [[Coréia do Sul]], [[Colômbia]] e [[Bahrein]] são bons exemplos.<ref>{{citar web|URL=http://www.theatlantic.com/international/archive/2011/09/the-decline-of-american-client-states/245592/|título=The Decline of American Client States|autor=|data=|publicado=[[The Atlantic ]]|acessodata=}}</ref>
 
=== União Soviética ===
 
{{referências}}
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