Diferenças entre edições de "A Alegria de Viver"

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“''Le bonheur de vivre''” ("''A Alegria de Viver''”) é uma [[pintura]] a óleo sobre tela, com as dimensões de 238,1 x 174 cm, de autoria de [[Henri Matisse]].
 
Elaborada entre [[1905]] e [[1906]], foi exposta pela primeira vez no Salão dos Independentes ([[Paris]], março de 1906).
 
Encontra-se exposta na Fundação Barnes, em Merion, estado de [[Filadélfia]], nos [[Estados Unidos da América]].
 
Devido à sua longa permanência no acervo da Fundação Barnes, que nunca permitiu a sua reprodução a cores, é a menos conhecida das obras de arte modernas.
 
Considerada como o verdadeiro marco de início da obra do pintor, marcou também um dos maiores eventos da história da [[arte do século XX]]: o primeiro encontro de Matisse com Pablo Picasso, e o início de uma "''rivalidade cortês''", nome com que o historiador Yve-Alan Bois apelidou a relação entre os dois modernistas. Picasso tinha então 25 anos e Matisse quase 37. Desde então desenvolveram uma amizade que cada um completava à sua maneira.
 
A obra foi uma resposta do próprio Matisse à hostilidade com que o seu trabalho havia se faceado “''Salon d'Automne''” (Paris, 1905), e alicerçou ainda mais profundamente a sua arte nos princípios estéticos que tinham norteado as pinturas fauvistas. Ela reflecte a influência de Paul Gauguin para as cores, mas também a de [[Jean-Auguste Dominique Ingres]] para a composição (de inspirações classicistas). A técnica é um pouco pontilhista e o trabalho foi criticado, entre outros, por Paul Signac, que o chamou de "''uma pintura com cores repugnantes e contornos muito grossos, com uma polegada de largura.''" Este quadro fez com que a "''boa sociedade''" rebentasse de rir, tanto que há hoje acordo em considerá-lo como uma das fontes da arte do século XX, da mesma forma que "''Les demoiselles d'Avignon''" de Picasso. Embora seja tão importante e marque definitivamente o início de uma nova era na pintura europeia, é muitas vezes esquecido ou simplesmente ignorado.
 
Nesta pintura Matisse consegue harmonizar e simplificar a forma e fundir o homem e a natureza em uma espécie de retorno ao primitivo. Na composição há vários corpos nus masculinos e femininos, distorcidos como manchas e sem respeitar as cores naturais. A paisagem também tem cores não naturais, tais como a árvore cor-de-rosa que é a mesma cor usada para a pele das pessoas, como que para enfatizar a união entre o homem e a natureza. Ao centro, no fundo da cena encontra-se um grupo de figuras que é semelhante ao grupo representado na sua pintura "''A dança''".
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