Diferenças entre edições de "Anselmo de Cantuária"

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Foi comum na [[Idade Média]] que os religiosos buscassem o apoio da [[fé]] na [[razão]]. Anselmo escreveu uma obra sobre esse assunto. É considerado um dos iniciadores da tradição escolástica. "Não só a habilidade dialética fez de Anselmo o precursor da Escolástica, como também o princípio teológico fundamental que adotou: ''fides quarens intelectum'' "a fé em busca da inteligência". Foi ele também quem forjou uma nova orientação à teoria dos universais e que reverteu em grande proveito para os intuitos da Teologia racional".<ref>SPINELLI, Miguel. "O itinerário filosóffico de Anselmo de Cantuária". In: ''Herança Grega dos Filósofos Medievais'', São Paulo: Editora Hucitec, 2013, pp.66-101.</ref>
 
Anselmo buscava um argumento para provar a existência de Deus, e sua bondade suprema. Fala que a [[crença]] e a fé correspondem à [[verdade]], e que existe verdadeiramente um ser do qual não é possível pensar nada maior. Ele não existe apenas na inteligência, mas também na realidade. Anselmo desenvolveu uma linha de pensamento sobre essas bases, chamados de argumento ontológico, que foi retomada por [[René Descartes]] e criticada por [[Immanuel Kant]], e ela estava numa obra chamada Proslógio. Ele parte do fato de que o homem encontra no mundo muitas coisas, algumas boas, que procedem de um bem absoluto, que é necessariamente existente. Todas as coisas tem uma causa, menos o ser incriado, que é a causa de si mesmo e fundamenta todos os outros seres. Esse ser é Deus. Seus argumentos não foram totalmente aceitos.{{carece de fontes}}
 
Anselmo chegou a arcebispo da Cantuária em 1093. Escreveu outras obras importantes, ''Do gramático'' e ''Da verdade'', ambos em latim. Recebeu doações de terras para a Igreja, mas brigou com Guilherme, o ruivo, rei da Inglaterra pois não queria fazer comércio com os bens da Igreja. Isso foi considerado um desrespeito ao poder real, e Guilherme impediu Anselmo de viajar para [[Roma]], desafiando o poder da Igreja.
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