Diferenças entre edições de "Garcia de Noronha"

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Foi [[fidalgo do Conselho]] de [[D. Manuel I]] e [[D. João III]], senhor e alcaide-mor do [[Cartaxo]], moço fidalgo e depois cavaleiro fidalgo da Casa Real, e tinha de moradia 6.500 reais por mês quando no início de [[1538]] regressou à Índia, na nau ''Espírito Santo'', para tomar posse como vice-rei. D. Garcia foi considerado «''um dos maiores homens de Portugal''» ou, como diziam na Índia, «''o mais ousado doudo de Portugal''», e a sua vida é tratada pelo cronistas, nomeadamente [[João de Barros (1496)|João de Barros]], [[Damião de Góis]], [[Fernão Lopes de Castanheda]] e [[Brás de Albuquerque]], além de ser referido por [[Luís de Camões]] nos «''Lusíadas''».
 
Serviu no [[Norte de África]] e partiu a primeira vez para a Índia em [[1511]] como [[capitão-mor da armada]] desse ano, de seis naus, e depois como [[capitão-mor do mar]] de mar, tendo-se notabilizado na conquista de [[Forte de São Tiago de Banastarim|Benastarim]] e na expedição ao [[Mar Vermelho|Mar Roxo]] e nas negociações com o rei de [[Calecute]]. São de 1 de Outubro de [[1513]] os capítulos que fez D. Garcia de Noronha com o rei de Calecute, pelos poderes concedidos por Afonso de Albuquerque, capitão-mor e governador das Índias, para este mandar vender àqueles portos, coral, panos de seda e azougue.
 
Foi depois capitão-mor de Ormuz, em cuja conquista esteve e cuja fortaleza mandou construir. Em [[1516]] regressou a Portugal, onde permaneceu 22 anos, como conselheiro de D. Manuel I e senhor e alcaide-mor do Cartaxo. Esteve no casamento de D. Manuel I com D. Leonor e «''foi hum dos Fidalgos que lhe beijarao a mão''». Quando o rei de [[Marrocos]] cercou [[Safim]] com um exército de 90.000 homens, D. João III nomeou em 1534 D. Garcia de Noronha capitão-mor de armada que partiu para o Norte de África para combater a ameaça, o que conseguiu, obrigando o rei de Marrocos a levantar o cerco e ficando como capitão-mor e governador de Safim.