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{{Info/Subdivisão extinta
{{Mais notas|data=abril de 2010}}
|native_name = {{Smallcaps|Provincia Cilicia}}<br>{{politônico|ἐπαρχία Κιλικία}}
{{Ver desambig|este=a província romana|a região histórica|Cilícia}}
{{Info/|conventional_long_name = Província romanada Cilícia
|nome common_name = Cilícia
|continent = Ásia
|mapa = Provinciaromana-Cilicia-pt.svg
|subdivision = [[Província romana|Província]]
|anexação = [[103 a.C.]]
|nation = [[Império Romano]]
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|era = [[Antiguidade Clássica]]
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|capital = [[Tarso]]
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|correspondência = [[Turquia]] e [[Síria]]
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|mapa image_map = Provinciaromana-Cilicia-pt.svg
|image_map_caption = Província romana da Cilícia em 117 d.C.
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|life_span = {{dtlink|||-64}}–{{ca.}} {{dtlink|||720}}
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|p1=Império Selêucida
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|flag_s1=Umayyad Flag.svg
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}}
'''Cilícia''' foi uma antiga [[província romana]] localizada na região da [[Cilícia]], na costa [[Mediterrâneo|mediterrânea]] da [[Anatólia]], na moderna [[Turquia]]. A região foi anexada ao [[Império Romano]] em 64 a.C. por [[Pompeu]] depois de sua vitória na [[Terceira Guerra Mitridática]]. Ela foi subdividida por [[Diocleciano]] por volta de 297 d.C. e permaneceu sob controle romano e bizantino por muitos séculos até finalmente sucumbir à [[expansão muçulmana]] no século VIII.
[[Ficheiro:Anazarbus klikya city south gate.jpg|thumb|Arco do Triunfo da cidade de [[Anazarbus]].]]
A '''Cilícia''' era uma [[Roma Antiga|província romana]] no actual território da [[Turquia]] e da [[Síria]], em torno da cidade de [[Tarso (Cilícia)|Tarso]]. Em [[64 a.C.]], o [[general]] romano [[Pompeu]] anexou-a à [[Província da Síria]]. O [[apóstolo]] [[Paulo de Tarso|Paulo]] (antes conhecido por Saulo) nasceu em Tarso.<ref>{{Citar livro
| autor = MESTERS, Carlos
| título = Paulo apóstolo: um trabalhador que anuncia o evangelho
| local = São Paulo
| editora = Paulus
| ano = 1991
| página = 15
| id = ISBN 978-85-349-1107-8}}
</ref>
 
== Primeiros contatos e fundação da província (103 – 47 a.C.)==
Cilícia era o nome da [[Armênia Menor]] (ou ''Armênia Mediterrânea''), na [[Idade Média]]. Várias cidades como [[Zeytun]] foram fundadas por [[armênios]] e até hoje mantém ruínas e marcas desta época.
A região da [[Cilícia]] havia muito tinha se tornado um santuário de [[pirata]]s que lucrava do [[Escravidão na Roma Antiga|comércio de escravos]] com os romanos. Quando eles começaram a atacar também navios e cidades romanos, o [[Senado Romano|Senado]] decidiu enviar expedições militares à região para lidar com a ameaça. Foi no decurso de uma delas que a província da Cilícia nasceu.
 
Partes da [[Cilícia Pedias|Cilícia ''Pedias'']] tornaram-se território romano ainda em 103 a.C. durante a primeira campanha de [[Marco Antônio Orador]] contra os piratas. Apesar de toda a "Cilícia" ter estado sob seu ''[[imperium]]'' durante seu mandato como [[propretor]] da região, apenas uma pequena porção foi de fato transformada numa província na época.
{{Referências}}
 
Em 96 a.C., [[Lúcio Cornélio Sula]] foi nomeado governador da região, também um propretor, período no qual ele conseguiu impedir uma invasão de [[Mitrídates II da Pártia]]. Em 80 a.C., o governador era [[Cneu Cornélio Dolabela (pretor em 81 a.C.)|Cneu Cornélio Dolabela]], que foi posteriormente condenado por saquear ilegalmente a província. Seu substituto, em 78 a.C., foi [[Públio Servílio Vácia Isáurico (cônsul em 79 a.C.)|Públio Servílio Vácia Isáurico]], que ficou até 74 a.C. e foi encarrado de expulsar os piratas no período<ref>Broughton, pg. 87</ref>. Entre 77 e 76 a.C., ele conseguiu diversas vitórias navais contra eles e conseguiu também ocupar as costas da [[Lícia]] e da [[Panfília]]<ref>Broughton, pg. 90</ref>. Depois que os piratas se refugiaram em suas fortalezas mais poderosas, Vácia Isáurico começou a tomar as outras, mais fracas, na costa. Ele tomou a cidade de [[Olimpo (Lícia)|Olimpo]] e muitas outras, incluindo ''[[Phaselis]]'' e ''[[Corycus]]''<ref name="s1233">Smith, pg. 1233</ref>.
{{esboço-história-roma}}
 
{{Esboço-histtr}}
Então, em 75 a.C., ele avançou através dos [[Montes Tauro]] (a primeira vez que um exército romano fez isso) e conseguiu derrotar os [[isáurios]] que viviam na encosta norte da cordilheira. Ele cercou a principal cidade da região, [[Isáuria (cidade)|Isáuria]], e conseguiu capturá-la depois de desviar o curso de um rio, privando os defensores de sua única fonte de água<ref name="s1233"/>. Quando seu mandato terminou, Vácia Isáurico havia organizado o território que capturara e o incorporou à província da Cilícia<ref name="s1233"/>. De qualquer maneira, a maior parte da Cilícia ''Pedias'' ainda era ainda parte do [[Império Armênio]] de [[Tigranes, o Grande]], e a [[Cilícia Trachea|Cilícia ''Trachea'']] ainda estava nas mãos dos piratas.
{{Esboço-história-armênia}}
 
Foi somente quando [[Cneu Pompeu Magno]] venceu os piratas na decisiva [[Batalha de Coracésio]] (na moderna [[Alanya]]) em 67 a.C. que eles foram finalmente expulsos e a Cilícia ''Trachea'' foi conquistada. Depois que Pompeu recebeu o comando da [[Terceira Guerra Mitridática]], ele forçou a rendição de Tigranes e conquistou-lhe as porções da Cilícia ''Pedias'' que ainda estavam sob controle armênio. Em 64 a.C., Pompeu organizou a criação da nova província da Cilícia e anexou a ela todas as suas conquistas. A capital escolhida por ele foi [[Tarso]]. Ele subdividiu a Cilícia em seis partes: Cilícia ''Campestris'', Cilícia ''Aspera'', [[Panfília]], [[Pisídia]], [[Isáuria]] e [[Licônia]]. Estavam também sob o comando da nova província uma grande parte da [[Frígia]], incluindo o ''[[conventus iuridicus]]'' de [[Laodiceia no Licos|Laodiceia]], [[Apameia (Frígia)|Apameia]] e ''[[Synnada]]''.
 
Em 58 a.C., a ilha de [[Chipre romano|Chipre]] foi adicionada depois que os romanos tomaram-na do [[Egito ptolemaico]]. Esta era a configuração da Cilícia quando [[Cícero]] tornou-se [[procônsul]] da região entre 51 e 50 a.C. Nesta época, ela já estava dividida em oito ''conventus'' (ou ''fora''): o ''conventus'' de Tarso, onde morava o governador; o ''forum'' de [[Icônia]] para a Licônia; o ''forum Isauricum'', provavelmente em [[Filomélio]]; o ''forum Pamphylium'', em local desconhecido; o ''forum Cibyraticum'' em Laodiceia; os ''fora'' de Apameia, ''Synnada'' e Chipre.
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==Provincial changes (47 BC – 14 AD)==
[[Image:Roman Empire 125.png|thumb|right|200px|The Roman empire under [[Hadrian]] (ruled 117-38), showing the [[senatorial province]] of '''Cilicia''' in southern [[Anatolia]] ]]
The province was reorganized by [[Julius Caesar]] in 47 BC. The Forum (or Conventus) of Cibyra was attached to the [[Roman province|province]] of [[Asia (Roman province)|Asia]], together with the greater part of [[Pisidia]], Pamphylia, as well as possibly the Conventus of Apamea and [[Synnada]]. Further changes were made by [[Marc Antony|Marcus Antonius]] in 36 BC, when he gave Cyprus and Cilicia Aspera to [[Cleopatra]], and eastern Phrygia with Lycaonia, Isauria, and Pisidia, to king [[Amyntas of Galatia]].
 
In 27 BC, the [[Roman emperor]] [[Augustus]] made further changes, reducing the province of Cilicia still further. Cyprus was made a separate province; and Pamphylia with Isauria and Pisidia, after the death of Amyntas in 25 BC, was also made a separate province ([[Galatia (Roman province)|the province of Galatia]]), to which Lycaonia was also attached. The result was that Cilicia was reduced to the original parts Campestris and Aspera, and renamed Syria-Cilicia Phoenice. Under Augustus, Cilicia was an imperial province, administered by a consular ''[[Legatus Augusti pro praetore]]''.
 
As per the late Republican and early imperial methods of provincial rule, the western mountainous parts of Cilicia, which were not easy for a governor to manage, were left to the native princes. There were a total of three of these independent native dynasties. One was that of [[Olba (ancient city)|Olba]], in the mountains between Soli and [[Cyinda]], ruled by priest-dynasts. A second was Cilicia Aspera, which Marc Antony had originally given to Cleopatra. Augustus placed this territory under the rule of king [[Archelaus of Cappadocia]] in 25 BC. Finally, a small kingdom in the Amanus, under the rule of [[Tarcondimotus]], was preserved in the east.
 
==Under the Principate (14 – 297 AD)==
In 72 AD, during the reign of [[Vespasian]], all three remaining independent kingdoms established by Augustus were disestablished, and merged with the imperial province of Cilicia.<ref>A dictionary of the Roman Empire. By Matthew Bunson. ISBN 0-19-510233-9. See page 90.</ref> By the reign of [[Caracalla]], the proconsular governor was named as a Consularis, and it contained 47 known cities.<ref>For a full list of ancient cities see [http://asiaminorcoins.com/kilikia.html Asia Minor Coins - Killikia]</ref>
 
==Under the late empire (297 – c.700 AD)==
Sometime during the rule of the [[Diocletian]] and the [[Tetrarchy]] (probably around 297 AD), Cilicia was divided into three parts: '''Cilicia Prima''', under a ''[[consularis]]'', with its capital at Tarsus; '''Cilicia Secunda''', under a ''[[praeses]]'', with its capital at Anazarbus; and '''Isauria''' (originally '''Cilicia Aspera'''), under a ''praeses'', with its capital at Seleucia. All three provinces, plus the Syrian, Mesopotamian, Egyptian and Libyan provinces, formed the [[Diocese of the East]] (in the late 4th century the African component was split off as [[Diocese of Egypt (Late Antiquity)|Diocese of Egypt]]), part of the [[praetorian prefecture of the East]], the rich bulk of the [[eastern Roman Empire]].
 
Cilicia proper remained under East Roman (Byzantine) control until the early 8th century, when it was conquered by the [[Umayyad Caliphate]] and became art of the Islamic borderlands (''[[Thughur]]'') with Byzantium. The region had, however, been almost completely depopulated already since the middle of the 7th century and formed a no man's land between Byzantium and the Caliphate. The western parts of the old province of Cilicia remained in Byzantine hands and became part of the [[Cibyrrhaeot Theme]].
 
== Episcopal sees ==
 
Ancient episcopal sees of the Roman province of Cilicia I that are listed in the ''[[Annuario Pontificio]]'' as [[titular see]]s include:<ref name=AP>''Annuario Pontificio 2013'' (Libreria Editrice Vaticana 2013 ISBN 978-88-209-9070-1), "Sedi titolari", pp. 819-1013</ref>
*[[Adana]]
*[[Ayaş, Ankara|Aegeae]]
*Augusta (ruins at [[Toprakkale, Osmaniye]])
*[[Corycus]]
 
Ancient episcopal sees of the Roman province of Cilicia II that are listed in the ''[[Annuario Pontificio]]'' as [[titular see]]s include:<ref name=AP/>
*[[Alexandria Minor]]
*[[Anazarbus]]
*[[Castabala (city)|Castabala]]
*[[Epiphania, Cilicia|Epiphania in Cilicia]]
*[[Flavias]]
*[[Irenopolis, Cilicia|Irenopolis in Cilicia]]
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{{Referências|col=2}}
 
== Bibliografia ==
{{refbegin|2}}
* [[Thomas Robert Shannon Broughton|Broughton, T. Robert S.]], ''The Magistrates of the Roman Republic'', Vol. I (1951)
* Smith, William, ''Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology'', Vol III (1867)
* Smith, William, ''Dictionary of Greek and Roman Geography'' (1854)
{{refend}}
 
{{Províncias romanas 120 a.C.}}
 
{{DEFAULTSORT:Cilicia}}
[[Categoria:Províncias romanas]]
[[Categoria:Cilícia]]